Condecoração entregue em São Paulo reconhece mais de três décadas de pesquisas e trabalhos de Urandir Fernandes de Oliveira na região amazônica, em trajetória iniciada ainda nos anos 1990 e marcada por expedições, ações junto a comunidades indígenas e ribeirinhas e atividades que também contaram com apoio do Exército Brasileiro
Mais de três décadas de trabalhos desenvolvidos na Amazônia resultaram, nesta terça-feira (25), na entrega da Medalha Exército Brasileiro ao pesquisador, empresário e filantropo. A condecoração foi recebida durante a solenidade do Dia do Soldado, realizada às 10h no Quartel-General do Comando Militar do Sudeste (CMSE), no Ibirapuera, em São Paulo.
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| Foto: Divulgação |
A cerimônia foi conduzida pelo comandante militar do Sudeste, general de Exército Ricardo Piai Carmona, e reuniu autoridades civis e militares. Celebrado anualmente em 25 de agosto, o Dia do Soldado homenageia o nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono da Força Terrestre, nascido em 1803. A relação entre a data e Caxias atravessa mais de um século.
As homenagens ao patrono foram incorporadas ao calendário militar e transformaram 25 de agosto em uma ocasião dedicada também ao reconhecimento de militares e civis que, por diferentes atuações, mantêm relação com a instituição. Foi nesse contexto que ocorreu a entrega da Medalha Exército Brasileiro, condecoração que integra o conjunto de honrarias concedidas pela Força a personalidades civis e militares e reconhece ações e serviços considerados relevantes para o Exército Brasileiro.
No caso da homenagem desta terça-feira, o reconhecimento está relacionado a uma trajetória de atuação na Amazônia iniciada ainda na década de 1990. Ao longo de mais de 30 anos, os trabalhos reuniram pesquisas de campo e expedições, além de ações humanitárias e iniciativas junto a comunidades indígenas e ribeirinhas. Entre as atividades relatadas estão distribuição de água, alimentos e medicamentos em áreas atingidas por incêndios, apoio a famílias em situações de risco, incentivo ao turismo, capacitação de guias locais e iniciativas de desenvolvimento regional.
Um dos registros desse percurso remonta a 2004, quando uma equipe de pesquisadores esteve no Real Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, às margens do rio Guaporé e próximo à fronteira com a Bolívia. A atividade de pesquisa realizada naquele ano contou com apoio do Exército Brasileiro.
A presença no local estabeleceu, há mais de duas décadas, um dos pontos de encontro entre as atividades de campo desenvolvidas na região amazônica e a instituição militar que faria a homenagem anos mais tarde. A indicação para a Medalha Exército Brasileiro veio em 2024, por iniciativa do general de Exército Ítalo Fortes Avena, após conhecer e acompanhar informações sobre os trabalhos realizados na Amazônia.
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| Foto: Divulgação |
Dois anos se passaram entre a indicação e a entrega da condecoração. Na manhã desta terça-feira, representantes de diferentes instituições estiveram no Quartel-General do Comando Militar do Sudeste para acompanhar as comemorações. O Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, por exemplo, foi representado pelo desembargador militar Adriano Baptista Assis.
O reconhecimento estabelece uma linha do tempo que ajuda a dimensionar a duração dos trabalhos na região: as primeiras atividades remontam aos anos 1990; em 2004, houve a pesquisa no Forte Príncipe da Beira com apoio do Exército; em 2024, veio a indicação para a medalha; e, em 25 de agosto de 2026, a condecoração foi entregue durante as comemorações do Dia do Soldado em São Paulo.
Parte da experiência construída nesse percurso alcançou também a educação e a formação multidisciplinar. Atualmente, o presidente da Dakila Pesquisas está à frente de um novo projeto educacional, a Unidakila — rede social do conhecimento e universidade dos universos para todas as idades —, instituição de ensino que reúne diferentes campos do conhecimento e aproxima formação acadêmica, cursos livres multidisciplinares, pesquisa e experiências de investigação de campo.
A entrega da medalha ocorre, assim, 22 anos depois do trabalho realizado no Forte Príncipe da Beira. Se naquele momento o encontro aconteceu em uma fortificação histórica no extremo oeste de Rondônia, em 2026 o cenário foi outro: o Quartel-General do Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera, durante uma solenidade dedicada à memória de Duque de Caxias e à celebração do Dia do Soldado.
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| Foto: Divulgação |
A entrega da Medalha Exército Brasileiro a Urandir Fernandes de Oliveira encerra, por enquanto, uma linha do tempo iniciada há mais de três décadas na Amazônia, atravessada por pesquisas, expedições e trabalhos junto a comunidades da região e que ganhou, nesta terça-feira, um novo capítulo em São Paulo.