Cultura - Teatro

Em junho, o Teatro Sérgio Cardoso recebe Os sapatos que deixei pelo caminho, do Teatro do Kaos

21 de Maio de 2026

Baseado em fatos reais, espetáculo acompanha a trajetória de um migrante nordestino em São Paulo em uma narrativa poética sobre deslocamento, preconceito e sobrevivência

Créditos: Sander Newton

Espetáculo Os sapatos que deixei pelo caminho, do Teatro do Kaos, realiza temporada no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), entre os dias 5 e 28 de junho, com apresentações às sextas, sábados e domingos, às 19h, na Sala Paschoal Carlos Magno. Com argumento de Lourimar Vieira, texto de Cícero Lopes e direção de Marcos Felipe, o espetáculo parte de experiências atravessadas pela migração, pela exclusão e pela permanência para construir uma narrativa sobre os caminhos impostos pela vida.

A peça acompanha Poim, um migrante nordestino que chega a São Paulo em busca de outras possibilidades de existência. A partir de lembranças, deslocamentos e fragmentos de memória, o personagem revisita episódios de sua trajetória e reorganiza a própria história diante de impasses que atravessam o cotidiano contemporâneo.

A montagem articula diferentes linguagens cênicas, como cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos, para desenvolver uma dramaturgia que se move entre realidade e fabulação. Em cena, o espetáculo aborda temas como migração nordestina, preconceito, sexualidade, capacitismo, desejo, afeto e resistência.

Ao propor a pergunta “o que você faria diante do abismo?, a obra organiza sua narrativa em torno de rupturas, perdas e tentativas de reconstrução. A trajetória de Poim é apresentada como ponto de partida para refletir sobre pertencimento, identidade e permanência em contextos marcados por exclusão.

O texto de Cícero Lopes marca mais uma colaboração do autor com o Teatro do Kaos. Já a direção de Marcos Felipe, que assinou a assistência de direção do também premiado A Falecida- Projeto Superação/ Teatro do Kaos, dirigida por Nelson Baskerville-, explica que neste a comunicação com a plateia se dá através da poesia, por meio de metáforas, sendo uma obra mais intimista, desenvolvida com o brilho no olhar. “A peça é extremamente contemporânea, tanto na linguagem quanto no conteúdo, e apresenta um espelho da nossa sociedade atual, discutindo conceitos arcaicos, preconceitos enraizados e verdades absolutas. A peça não é conclusiva. À de se discutir, juntos, sobre os caminhos futuros, mas com este trabalho o público vai dançar, rir, chorar, gozar e gritar, simplesmente porque a vida é assim”.

Sinopse

Diante de um abismo, Poim revisita a própria trajetória. Migrante nordestino vivendo em São Paulo, ele reorganiza lembranças, afetos e enfrentamentos para reconstruir sua história e imaginar novos caminhos possíveis.

Ficha técnica

Argumento: Lourimar Vieira

Texto: Cícero Gilmar Lopes

Direção: Marcos Felipe

Direção assistente: Sandra Modesto

Elenco / Criadores: Camila Sandes, Diego Saraiva, Fabiano Di Melo, Levi Tavares e Lourimar Vieira

Vídeos: Lucas Beda

Fotos: Sander Newton

Animação: Lucas Schlosinski

Trilha sonora: Marcos Felipe e Sandra Modesto

Intervenção musical: Gustavo Sarzi

Locução: Theo Rangel

Bonecos: Márcia Alves

Cenário: Teatro do Kaos e Fabiano Di Melo

Cenotécnico: Fabiano de Melo e Irio Sandes

Figurino: Fausto Viana

Desenho de luz: Pedro Augusto

Técnico de luz: Rafael Almeida

Técnico de som/projeção: Alana Vieira

Produção: Teatro do Kaos

Serviço

Os sapatos que deixei pelo caminho

Temporada: 5 a 28 de junho de 2026, sextas, sábados e domingos, às 19h

Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada / estudantes / classe artística / moradores do bairro) | Sympla

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno | Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 60 minutos 

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.

Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.

Sobre a Amigos da Arte

A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.

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