Representantes de entidades e empresários discutiram impactos fiscais, jurídicos e profissionais de propostas que tentam separar oficialmente estética e beleza no Brasil
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| Foto: Divulgação |
Representantes de entidades e empresários discutiram impactos fiscais, jurídicos e profissionais de propostas que tentam separar oficialmente estética e beleza no Brasil
O presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza, Márcio Michelasi, liderou uma reunião com representantes do mercado da beleza e estética para discutir os possíveis impactos provocados por propostas que defendem a separação institucional entre os dois segmentos no Brasil.
O encontro reuniu empresários, profissionais da área, integrantes dos Conselhos Pró-Beleza, representantes da Beleza Patronal e membros da ABSB (Associação Brasileira do Setor da Beleza). A preocupação central do grupo foi o risco de mudanças que possam afetar diretamente clínicas, salões, centros estéticos e trabalhadores do setor em todo o país.
Durante a reunião, Michelasi afirmou que estética e beleza fazem parte de uma mesma cadeia econômica e profissional, construída historicamente de forma integrada. Segundo ele, tentar desvincular os segmentos pode provocar insegurança jurídica e prejuízos financeiros para milhares de empresas.
Entre os temas debatidos esteve a possibilidade de aumento da carga tributária para profissionais da estética caso haja alterações em enquadramentos atualmente reconhecidos pela Receita Federal. As lideranças também demonstraram preocupação com possíveis impactos sobre contratos ligados à Lei do Salão Parceiro.
De acordo com os representantes presentes, o setor já opera de forma unificada tanto no mercado quanto nos registros oficiais, incluindo o CNAE utilizado para atividades relacionadas à estética e à beleza.
Nos últimos dias, Márcio Michelasi também ampliou o debate nas redes sociais. Em publicação no Instagram, o presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza declarou que “estética é, por definição legal, tratamento de beleza” e criticou tentativas de dissociar o segmento da sua origem histórica.
Na postagem, Michelasi destacou ainda que a área da beleza envolve conhecimento técnico e científico, citando campos como cosmetologia, tricologia, anatomia facial, terapia capilar, bioquímica e visagismo.
Outro ponto abordado durante a reunião foi a atuação multidisciplinar dos profissionais. Segundo os participantes, especialistas da estética e da beleza trabalham de forma integrada em serviços relacionados à imagem pessoal, bem-estar, cuidados com a pele, cabelo e autoestima.
As lideranças presentes também ressaltaram que a estética possui impacto direto na saúde emocional e social dos pacientes, além de participação crescente em tratamentos complementares realizados em clínicas e ambientes hospitalares.
Durante os debates, representantes do setor classificaram como “desconectada da realidade” a tentativa de criar uma divisão entre estética e beleza, afirmando que a proposta ignora o funcionamento prático do mercado brasileiro.
Ao final do encontro, Márcio Michelasi afirmou que o setor pretende fortalecer a mobilização nacional e ampliar o diálogo com autoridades políticas e econômicas para defender a manutenção da estrutura atual da área.
“Beleza e estética cresceram juntas, geram milhões de empregos e movimentam uma enorme cadeia produtiva no país. Separar essas áreas seria criar dificuldades desnecessárias para profissionais, empresários e consumidores”, declarou Michelasi.