Sucesso do Festival de Curitiba, espetáculo faz temporada em São Paulo de 20 de maio a 25 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no mês da diversidade
O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo Visita a Domicílio, peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.
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| Foto: Divulgação |
O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.
Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo(Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro deBuenos Aires, capital da Argentina.
Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo: "Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas."
O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com Visita a Domicílio, na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma.
A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “Visita a Domicílio vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado.
O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.
Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio
Serviço:
Visita a Domicílio
Gênero: Comédia Dramática.
Duração: 60 minutos.
Classificação: 16 anos.
Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo
De 20 de maio a 25 de junho de 2026.
Quartas e quintas, 19h
Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Promoção no 1º Lote até 30/4 a R$ 30.
Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922/d/377769/s/2516886
Ficha técnica:
Visita a Domicílio
Uma coprodução internacional Brasil-Argentina
Idealização: Juan Tellategui
Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado
Autor: Alberto Romero
Tradução: Juan Tellategui
Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado
Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade
Encenação: Zé Guilherme Bueno
Direção de movimento: Zuba Janaina
Produção Executiva: Fabio Camara
Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho
Iluminação: Nicolas Manfredini
Sonoplastia: Éder Sousa
Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro
Assistentes de produção: Jean Lizo, João Schelbauer e Runan Braz
Estagiária: Júlia Brum
Design: Aro 8 - Vinicius Campiolo
Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado
Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado
Direção de Arte e IA: Juan Tellategui
Fotografia: Rafa Marques
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes em São Paulo e André Nunes em Curitiba
Apoio institucional: Consulado da Argentina, Festival de Curitiba – Mostra Fringe, Espaço Cia da Revista, Escola A Voz em Cena, Aro 8, Teatro Sérgio Cardoso - APAA
Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico
Produtora internacional associada: Mundo Giras
Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções
Críticas - Festival de Curitiba
“Em 60 minutos, Visita a Domicílio entrega ritmo, intensidade e conexão com o público”.
Guilherme Bittar, Reverbero
“Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática”.
André Nunes, Mural do Paraná
“A comédia dramática arrebata o público, que se envolve com os erros e acertos dos personagens na história de um amor adolescente que se reascende 25 anos depois.”
Ana Maria Marques, Comunicare
“O texto equilibra emoção e humor com naturalidade, transformando tensões do passado em diálogos ágeis e cheios de ironia. Visita a Domicílio conquista pela dinâmica cênica e pela forte química entre os atores. A encenação aproxima o público da ação, criando a sensação de intimidade típica de uma sitcom teatral, super leve, contagiante e capaz de fazer o tempo passar quase sem ser percebido.”
Duda Tyzskouski, O Folhetim Cultural
Currículos da equipe
JUAN MANUEL TELLATEGUI
@juantellategui
ator, idealizador do projeto, tradutor e coprodutor
Juan Manuel Tellategui é ator argentino imigrante residente em São Paulo com 30 anos de trajetória artística. Na Argentina, estudou na UNA (Universidad Nacional de las Artes) em Buenos Aires e participou de mais de dez peças de teatro e de longas de grande repercussão, entre eles “Pompeya”, de Tamae Garateguy, vencedor de Melhor Filme Argentino no Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata 2010, e “Puto”, de Pablo Oliverio, Melhor Filme Voto Popular no Bafici – Buenos Aires Festival Internacional de Cinema e destaque do Festival Mix Brasil em São Paulo, e ainda o filme “Las Pistas”, de Sebastián Lingiardi, vencedor no Festival de Marselha, na França. Em São Paulo, onde vive desde 2011, continuou a sua formação na FPA Faculdade Paulista das Artes, graduando-se em Artes – Teatro. Possui pós-gradução em Filosofia e Artes e em Música. Também concluiu o curso de Atuação na SP Escola de Teatro, além de escrever e dirigir a peça Hermanas Son las Tetas (2015-2016) no Festival de Curitiba e codirigir a peça Entrevista com Phedra (2019). Em 2022, participou do filme “Águas Selvagens” com direção de Roly Santos, coprodução Argentina-Brasil, lançado nos dois países. Em 2024, esteve no filme “Ainda Somos os Mesmos”, de Paulo Nascimento, gravado no Brasil e no Chile. Em 2018, fez a peça “Diga Que Você Já me Esqueceu”, texto e direção de Dan Rosseto, no Teatro Viradalata, e “Depois Daquela Noite”, texto de Carlos Fernando Barros e direção de Eduardo Martini, no Teatro Viradalata. Trabalhou nas peças "Enquanto as Crianças Dormem", com texto e direção de Dan Rosseto no Teatro Aliança Francesa, indicada ao Prêmio Aplauso Brasil; e "Angel" texto de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros com direção de Eduardo Martini no Teatro Itália. Em TV, fez as séries “Chuteira Preta”, direção: Paulo Nascimento (Brasil, 2018, Amazon Prime); “Toda Forma de Amor”, direção: Bruno Barreto (Brasil, 2018, Canal Brasil) e “Manual para se Defender de Alienígenas, Ninjas e Zumbis”, direção: André Moraes (Brasil, 2017, Warner). No cinema brasileiro, participou de “30 Anos Blues”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (Brasil, 2018, longa); “Ressuscita-me: A Luta Vive”, direção: Coletivo Atos da Mooca (Brasil, 2017, super 8); “Apto420”, de Dellani Lima (Brasil, 2017, longa); e “Divã a Dois”, de Paulo Fontenelle (Brasil, 2015, longa); entre outros. Em 2026, protagonizou o espetáculo “Visita a Domicílio”.
CÍCERO DE ANDRADE
@cicero.andrade
ator e coprodutor
Cícero de Andrade é artista, produtor cultural e educador. É formado em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela Faculdade Mozarteum de São Paulo (FAMOSP) e possui Pós-Graduação em História da Arte pela Faculdade Paulista de Artes (FPA). Desde 2007, desenvolve pesquisa continuada nas áreas de Artes e Educação. Iniciou sua trajetória no Teatro Vocacional de São Paulo e integrou, entre 2008 e 2012, o Grupo Teatral Saga, aprofundando-se na dramaturgia universal e nacional, com orientação de Alejandra Sampaio, Elisa Band, Bárbara Campos e Robson Alfieri, atuando em montagens como O Auto da Compadecida, Mãe Coragem e Cyrano de Bergerac. Também integrou o grupo Trapiche, dedicado à adaptação de obras literárias. Em 2013 e 2014, realizou formações complementares em performance, interpretação, história do teatro, canto e artes cênicas. Desenvolveu pesquisa em espetáculos com temática LGBTQIA+ e atuou em musicais independentes e produções contempladas por editais como o PROAC. Como produtor cultural desde 2013, é fundador da Mosaico Produções, tendo realizado diversos espetáculos teatrais e musicais. Atuou também em criações híbridas durante a pandemia e segue em constante atualização, com foco na escrita e gestão de projetos culturais. Em 2026, protagonizou o espetáculo “Visita a Domicílio”.
MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
diretor e produtor
Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes Cênicas pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Também é dramaturgo do espetáculo “Entrevista com Phedra” (2019). Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Como jornalista e colunista, passou por veículos como Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil, além de participar de comissões de editais culturais como Fomento e ProAC. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado. Em 2026, dirigiu com Zé Guilherme Bueno a peça “Visita a Domicílio”.
ZÉ GUILHERME BUENO
@zeguibueno
diretor e produtor
Zé Guilherme Bueno é ator, diretor e produtor cultural. Formado em Comunicação, possui especialização em Voz e mestrado em Ciências Políticas. José Guilherme Bueno ou Zé Gui Bueno, como é conhecido, acumula experiências como ator, diretor e PMP. Fez carreira no mundo corporativo até 2016, momento em que se insere como produtor cultural e se lança como ator – atuando em sua primeira peça profissional, sob direção de Elias Andreato, “Esperando Godot”, e trilhando caminho ao lado do renomado diretor Gabriel Villela, através de montagens como “Boca de Ouro” e “Estado de Sítio”. A partir de então, inicia também sua trajetória como assistente de direção, passando pela produção de “Cordel do Amor Sem Fim” (2020), e mais de 10 montagens como assistente de Elias Andreato. Com o Grupo Tapa participou da montagem “Hotel Tennessee”. Ainda na pandemia participou de duas radionovelas no Spotify. Atualmente, integra a Companhia da Revista, na administração de seu espaço cultural e como ator nos musicais “Tatuagem”, “Nossos Ossos” e “João”. Atualmente, é PmP cultural do Prêmio Arcanjo e para o Instituto Wolf Maya, além de produções e projetos próprios. Dirigiu ao lado de Miguel Arcanjo Prado o espetáculo “Visita a Domicílio”.
ALBERTO ROMERO
@albertohromero
autor
Alberto Romero é ator, dramaturgo, diretor e pedagogo do teatro argentino. Sua formação passa pela Escola “El Duende” do Mestre Agustín Alezzo (2008–2011), passando por cursos com os renomados professores de atuação argentinos como Helena Tritek, Cristina Banegas, Fabián Brill e Lizardo Laphitz. Cursou Pedagogia Teatral com o mestre Raúl Serrano. Realizou estudos de dramaturgia com Mauricio Kartun, Ignacio Apolo, Mariana Mazover e Cecília Propato. Possui formação em canto e em dança. Seus primeiros trabalhos foram em comédias musicais como “Jesús de Nazareth, La Pasión” (2002), “Kolbe” (2002), "Zoológico" (2006), “Rent” (2006), “La Vuelta al Mundo en 80 días”. Também esteve no elenco das peças “Amor” (2010) y “Las de Barranco” (2011), todas em Buenos Aires. A partir do ano 2012, começa uma etapa como dramaturgo e ator de suas peças: “En Su Nombre” (2012/2013), “Soneto para una última función” (2014/2015), “Piaf, porque el amor lo quiso” (2017/2018/2019/2021) e “Violeta y el Gavilán” (2022), vencedora do Prêmio “Trinidad Guevara” Melhor Coreografia. Fo indicado por “Espectáculos de Acá”, como Melhor Espectáculo Musical e Afins Off 2022. Também escreveu “Los hijos de Bernarda”, livre adaptaçãoda obra “Bernarda Alba” de Federico García Lorca, e “Mi Hipocampo y Tu Caballito de Mar” ou “Visita a Domicílio”, na sua versão em português, peça encenada por ele em Buenos Aires em 2025 e com estreia no Brasil em 2026.
Sobre o Teatro Sérgio Cardoso
Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.
Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.
Sobre a Amigos da Arte
A Associação Paulista dos Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão de chamadas públicas, do Teatro Sérgio Cardoso, e do Teatro de Araras, além do Mundo do Circo SP, trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a iniciativa privada desde 2004.
Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 19 anos de atuação, a Organização desenvolveu cerca de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.
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