Colaboradores - Ruvin Singal

Clássico do teatro judaico ganha versão musical inédita e estreia no Teatro Sérgio Cardoso 

22 de Abril de 2026

Com 31 atores em cena, coreografias pulsantes e um texto renovado e potente, “Dibuk – O Musical” estreia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, no dia 23 de abril, com curta temporada até 31 de maio de 2026. A montagem combina drama, música, dança e circo, colocando a dança tradicional judaica e a narrativa, como motores centrais da encenação.

Com direção de Marcelo Klabin (Rei Leão) e texto de Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo, com consultoria de Luís Alberto de Abreu, o espetáculo adapta o clássico “O Dibuk”, de Sch. An-Ski, considerado um dos textos teatrais judaicos mais famoso e encenado do século XX. 

Ruvin Singal e Veronica Goeldi
 

A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, muito semelhante ao clássico Romeu e Julieta de Shakespeare, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Essa lenda foi registrada pela primeira vez em pergaminhos por volta de 1560, com outros contos populares trágicos surgidos no mesmo período histórico, marcados pela ideia de um amor impossível e de um destino predeterminado. 

A montagem foi inspirada em melodias ancestrais como o Klezmer transmitidas oralmente ao longo de séculos em uma linguagem musical própria. A direção musical e as músicas originais são de Gustavo Kurlat, vencedor do Prêmio Shell (Pequeno Sonho em Vermelho), que também assina as letras ao lado de Worcman. Os arranjos instrumentais e a regência são de Vicente Falek, e a preparação vocal, de Tarita de Souza.

O elenco reúne Verônica Goeldi (Wicked), Luis Vasconcelos (Sidney Magal), Dagoberto Feliz (Palhaços), além de Lilian Blanc (O Diário de Anne Frank), Nábia Vilela (Gota D’Água), Rafael Pucca, Romis Ferreira, Heitor Goldflus, entre outros - confira o elenco completo na ficha técnica abaixo.

Estreado originalmente em 1916, O Dibuk rapidamente se espalhou pelos palcos da Europa e logo ao restante do mundo, tornando-se uma referência ao unir drama psicológico, espiritualidade e folclore. A obra reflete a perplexidade humana diante do desconhecido e o confronto com o destino. 

No centro da narrativa está a figura do Dibuk — a alma errante de um morto que, segundo crenças religiosas populares, pode possuir o corpo de um vivo, exigindo rituais exorcistas para sua expulsão. 

Encenação:

A encenação mistura várias linguagens artísticas, criando uma experiência visual e sensorial intensa. O texto forte e renovado conduz o público por uma narrativa de romance, suspense e espiritualidade, enquanto o humor surge como contraponto, trazendo leveza ao tom trágico.

As coreografias ocupam lugar central no espetáculo, incorporando a energia vibrante da dança tradicional judaica não apenas como complemento musical, mas como elemento dramatúrgico essencial, que traduz em movimento os conflitos emocionais e espirituais da história.

Foto: Priscila Prade
 

O espetáculo será apresentado em dois atos, com duração aproximada de 150 minutos, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 16h.

Sinopse:

O “Romeu e Julieta” do teatro ídiche ganha agora uma versão para o teatro musical. Nesta nova montagem do clássico do início do século XX, o amor “proibido” entre dois jovens é retratado por meio da fusão entre drama, música, dança e circo, atravessando o universo mágico e instigante da cabala e de seus mistérios.

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em mais de 40 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital, e foi fundamental  nos dois anos de pandemia, quando abriu as portas, a partir de rígidos protocolos de saúde. Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações e aulas de dança no hall do teatro.

Sobre a Amigos da Arte

A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.

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Ficha Técnica:

Da obra original de Sch. An-Ski

Texto: Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo

Consultoria: Luis Alberto de Abreu

Músicas originais e Direção Musical: Gustavo Kurlat

Direção Geral: Marcelo Klabin

Letras: Alberto (Gingi) B. Worcman e Gustavo Kurlat

Elenco: Verônica Goeldi, Luis Vasconcelos, Dagoberto Feliz, Rafael Pucca, Romis Ferreira, Nábia Villela, Heitor Goldflus, Lilian Blanc, Gustavo Waz, Fernanda Melém, Rodrigo Miallaret, Gabriela Melo, Lucas Marques, Eduardo Leão, Mateus Torres, Victor Froiman, Thiago Ledier, Éri Correia, Juliana Ferretti, Bel Nobre, Chiara Lazzaratto, Erick Carlier, Natalia Presser, Gui Boranga, Tamara Figueiredo, Geisa Helena, Luara Bolandini, Diego Oliveira, Juliano Alvarenga, Will Kreff e Alicio Zimmermann.

Arranjos instrumentais e Regência: Vicente Falek

Arranjos e Preparação Vocal: Tarita de Souza

Cenário: Marco Lima

Figurinos: Fábio Namatame

Designer de Luz: Guilherme Bonfanti

Designer de Som: Bruno Pinho

Coreografia: Alberto (Gingi) B. Worcman e Loba Targownik

Visagismo: Diego Durso                                                                                      

Direção de Ilusionismo: Alicio Zimmermann

Coordenadora Circense: Natalia Presser

Assistente de Direção: Jade Ito

Produção Executiva: Marcella Castilho e Wesley Lima

Direção de Produção: Marisa Medeiros

Consultoria de Projeto: Brancalyone Produções - Edinho Rodrigues

Idealização: Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo

Serviço:

DIBUK- O MUSICAL , da obra original de Sch. An-Ski

Temporada: de 23 de abril a 31 de maio de 2026 

Horários: de quinta a sábado, às 20h e aos domingos, às 16h

Local: Teatro Sérgio Cardoso 

Endereço:  Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo
 

Setores: 

Plateia VIP central:  R$ 300,00 (inteira), R$ 150,00 (meia)

Plateia VIP lateral: R$ 230,00 (inteira), R$ 115,00 (meia)

Plateia central: R$ 200,00 (inteira), R$ 100,00 (meia)

Plateia lateral: R$ 180,00 (inteira), R$ 90,00 (meia)

Balcão: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia)

Visão parcial plateia VIP lateral: R$ 150,00 (inteira), R$ 75,00 (meia)

Visão parcial plateia lateral: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia)

Visão parcial balcão: R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia)
 

Ingressos:

Venda online em Sympla.com.br

Bilheteria: Em dia de espetáculo, das 14h até o horário de início da sessão.

Classificação: 12 anos

Duração: aproximadamente 150 minutos

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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