Colaboradores - Tânia Voss

Famosos em plena criação

24 de Julho de 2026

Chitãozinho & Xororó apresentam primeira parte de "Meninos de Roça" com encontros que celebram a essência da música sertaneja

Projeto ganha novo capítulo nesta sexta-feira (24) com seis faixas e participações de Rio Negro & Solimões, Matogrosso & Mathias, Almir Sater, Vanessa da Mata, Sâmi Rico e Di Paullo & Paulino.

Chitãozinho & Xororó | Foto: Divulgação

Faça o pré-save aqui:
https://bfan.link/meninos-de-roca-vol-1

Depois da emocionante recepção de "Meninos de Roça" e "Caipira Eu Sou", gravada com participação do grupo Traia Véia, lançadas em junho, Chitãozinho & Xororó dão sequência aos lançamentos de seu novo projeto audiovisual. Nesta sexta-feira (24), chega às plataformas digitais o álbum "Meninos de Roça – Vol. 1", reunindo seis novas faixas gravadas ao vivo e encontros que reforçam as raízes, as amizades e a diversidade de influências que ajudam a construir a trajetória da dupla ao longo de mais de cinco décadas.

A faixa foco do lançamento é "Modernidade", gravada ao lado de Rio Negro & Solimões. O repertório inclui ainda "Não Desligue o Rádio", com Matogrosso & Mathias; "Tocando em Frente", ao lado de Almir Sater; "Vá Pro Inferno Com Seu Amor", com Vanessa da Mata; "Solidão", com Sâmi Rico; e "Estrelinha", em parceria com Di Paullo & Paulino.

Gravado em clima intimista no interior de São Paulo, "Meninos de Roça" nasce como uma celebração das origens de Chitãozinho & Xororó. Mais do que revisitar clássicos e apresentar novas interpretações, o projeto reúne artistas de diferentes momentos e estilos da música brasileira, conectados pela mesma paixão pela música feita com verdade. Entre os encontros registrados no audiovisual está também a participação de Mayck & Lyan, que chegará ao público nos próximos capítulos do projeto.

"Estamos muito felizes com a forma como o público tem recebido esse projeto. 'Meninos de Roça' fala da nossa história, das nossas raízes e do que nos trouxe até aqui. Ver as pessoas se identificando com essas músicas e com essas lembranças tem sido muito especial", afirma Chitãozinho.

Para Xororó, os encontros musicais são um dos grandes destaques do trabalho. "Cada participação tem um significado muito bonito. São artistas de diferentes gerações, com trajetórias e estilos próprios, mas todos compartilham a mesma paixão pela música feita com verdade. Essa troca enriquece o projeto e mostra como a arte tem o poder de unir pessoas e histórias."

Com direção voltada para a valorização da música de raiz e dos laços construídos ao longo da estrada, "Meninos de Roça" apresenta Chitãozinho & Xororó conectados ao presente sem abrir mão da essência que os transformou em referência para a música sertaneja. O projeto terá continuidade ao longo do ano, com os lançamentos dos volumes 2 e 3, que revelarão novas faixas e encontros capazes de contar, em música, a história de dois artistas que seguem emocionando o Brasil.

Faixas de "Meninos de Roça – Vol. 1"

  • Modernidade (part. Rio Negro & Solimões)

  • Não Desligue a Rádio (part. Matogrosso & Mathias)

  • Tocando em Frente (part. Almir Sater)

  • Vá Pro Inferno Com Seu Amor (part. Vanessa da Mata)

  • Solidão (part. Sâmi Rico)

  • Estrelinha (part. Di Paullo & Paulino)


Álbum reúne Rodrigo Vellozo, Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça em releituras contemporâneas da obra de Benito Di Paula

Disco celebra os 85 anos de Benito Di Paula e reafirma a atualidade de um dos repertórios mais originais da música brasileira.

Benito Di Paula | Foto: Divulgação

Poucos artistas conseguiram construir uma obra tão popular e, ao mesmo tempo, tão singular quanto Benito Di Paula. Entre o samba, a canção romântica, a influência jazzística do piano e uma escrita profundamente brasileira, Benito criou um universo musical próprio que atravessa gerações há mais de sete décadas. Agora, ao completar 85 anos de vida e 55 anos de carreira, sua obra ganha uma nova leitura através de Benito Di Paula – Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça, álbum homônimo idealizado por seu filho, o cantor, compositor e pianista Rodrigo Vellozo, que será lançado no dia 31 de julho pela ADA/Companhia de Discos do Brasil, em um show na Casa Natura Musical no mesmo dia, às 21h.

Benito Di Paula – Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça nasce como um encontro entre gerações. Ao lado de Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça — artistas fundamentais da cena contemporânea brasileira — Rodrigo Vellozo revisita canções marcantes do repertório de Benito sem recorrer à nostalgia. O álbum propõe um diálogo entre tradição e invenção, revelando a força e a modernidade de composições que continuam profundamente conectadas ao presente.

"Esse disco nasce da convivência. Eu cresci ouvindo essas músicas dentro de casa, acompanhando meu pai nos palcos e aprendendo com a forma muito particular que ele enxergava a música. Revisitá-las agora é descobrir novas possibilidades dentro de canções que continuam absolutamente vivas", afirma Rodrigo Vellozo.

As gravações preservam a essência melódica e emocional da obra de Benito enquanto abrem espaço para a improvisação, para a linguagem da música instrumental contemporânea e para novas abordagens rítmicas. O resultado é um trabalho que reafirma a permanência de um dos maiores compositores da música popular brasileira.

As cinco primeiras faixas de Benito Di Paula – Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça funcionam como um verdadeiro primeiro ato do álbum e estabelecem uma conexão direta com um momento histórico da trajetória de Benito Di Paula. "Maria Baiana Maria""Tudo Está no Seu Lugar""Do Jeito Que a Vida Quer""Tudo Está Mudado" e "Meu Maior Afeto" reproduzem a sequência de abertura do disco lançado por Benito em 1976 pela Copacabana, obra que completa 50 anos em 2026. Ao revisitar esse repertório na mesma ordem concebida originalmente, Rodrigo Vellozo e seus parceiros prestam homenagem não apenas às canções, mas também à arquitetura artística de um dos discos mais importantes da carreira do compositor. A escolha reforça o diálogo entre passado e presente que norteia todo o projeto, revelando a permanência e a atualidade de uma obra que segue emocionando e inspirando novas gerações.

Se o lado A dialoga diretamente com o disco de 1976, o lado B foi concebido por Rodrigo Vellozo como uma resposta afetiva e simbólica àquele repertório. Inspirado pelo caráter mais mítico das faixas que ocupavam a segunda metade do álbum original, Rodrigo optou por construir um percurso que refletisse não apenas a obra de Benito Di Paula, mas também sua dimensão humana e familiar. Enquanto, em canções como "Homem da Montanha", Benito começava a consolidar sua própria narrativa mítica — a do artista que sai de uma origem humilde para se tornar um dos grandes nomes da música brasileira —, Rodrigo escolhe deslocar esse olhar para a figura paterna. As faixas do lado B funcionam, assim, como uma reflexão sobre Benito enquanto pai, referência artística e personagem fundamental de sua formação. O resultado é um conjunto de canções que dialoga com a sonoridade e os temas do álbum de 1976, mas sob a perspectiva singular de um filho que revisita o legado do pai e, ao mesmo tempo, compreende seu próprio lugar dentro dessa história.

"Benito sempre foi um artista difícil de enquadrar. Sua música conversa com o samba, com a canção, com a música negra americana e com muitas outras referências. Revisitar esse repertório hoje é revelar o quanto ele continua livre e atual", comenta Rodrigo Campos.

"Existe uma riqueza harmônica e melódica impressionante nessas composições. O disco busca justamente mostrar como elas continuam abertas para novas leituras", acrescenta Thiago França.

"São músicas que carregam emoção, balanço e personalidade. Nosso trabalho foi criar um ambiente onde elas pudessem respirar de uma maneira diferente, sem perder sua identidade", completa Fumaça.

Para Benito Di Paula, o projeto representa uma celebração da continuidade artística de sua obra. "É emocionante perceber que essas canções seguem encontrando novos caminhos. A música só faz sentido quando continua tocando as pessoas, e ver meu filho e esses músicos maravilhosos dando novos significados para esse repertório me deixa muito feliz", afirma o compositor.

Show BENITO 85 – Com Rodrigo Vellozo, Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça
Casa Natura Musical – sexta-feira, 31/07/2026 | 21h
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/121931/d/391429


Claudia Alexandre estreia na literatura juvenil com "Exu-Mulher e o Mundo dos Homens", uma fabulação mitológica inspirada na cosmologia dos orixás

Depois de conquistar o Prêmio Jabuti Acadêmico 2024 com "Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô", que inspirou o enredo campeão da Escola de Samba Pérola Negra no Carnaval de 2025 (SP), a jornalista, pesquisadora e escritora Claudia Alexandre faz sua estreia na literatura juvenil com o livro "Exu-Mulher e o Mundo dos Homens".

Claudia Alexandre | Foto: Divulgação

A obra será publicada pelo Borboleta de Aruanda, selo dedicado à literatura para crianças e adolescentes da Editora Aruanda, a mesma casa editorial responsável por Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô, livro que investiga a masculinização, a demonização de Exu e as tensões de gênero na formação dos candomblés brasileiros.

O lançamento acontecerá durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no próximo dia 24 de julho, em uma programação que marcará a estreia da autora na literatura voltada às novas gerações. Claudia Alexandre participará de três atividades dedicadas ao diálogo entre literatura, ancestralidade, cultura afro-brasileira e infância: às 14h, na Casa Poéticas Negras; às 16h30, na Casa da Favela; e às 20h, na Casa Oásis, onde também apresentará a nova obra ao público.

Inspirado na riqueza da cosmologia iorubá, Exu-Mulher e o Mundo dos Homens apresenta uma narrativa mítica e contemporânea sobre equilíbrio, natureza e humanidade. Na história, o céu do Orun escurece e as pontes mágicas que ligam o mundo dos orixás ao ayê — a Terra — começam a perder sua força. Florestas adoecem, rios sofrem, animais desaparecem e os seres humanos parecem ter esquecido como cuidar uns dos outros.

Diante da ameaça de destruição de sua maior criação, Olodumaré reúne os orixás em busca de uma solução. Mas a resposta surge de onde ninguém esperava: Exu-Mulher, personagem que revela que o mundo perdeu o equilíbrio ao esquecer uma parte essencial da própria criação.

Misturando aventura, imaginação e ancestralidade, Exu-Mulher e o Mundo dos Homens convida jovens leitores a refletirem sobre temas urgentes da atualidade, como a crise ambiental, o respeito às diferenças, a responsabilidade coletiva e a importância da complementaridade entre as forças feminina e masculina para a construção do bem-viver.

A publicação marca uma nova etapa na trajetória literária de Claudia Alexandre, reconhecida por sua produção acadêmica sobre religiosidades afro-brasileiras, cultura negra e carnaval. Ainda em 2026, a autora lançará também Tia Ciata e o Mistério da Foto, pela Editora Cortez, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 12 de setembro. A obra infantil aborda, por meio da ficção, a preservação da memória de uma das mais importantes matriarcas do samba brasileiro e a invisibilização histórica das mulheres negras.

Com Exu-Mulher e o Mundo dos Homens, Claudia Alexandre amplia seu diálogo com as novas gerações, transformando a tradição oral e a cosmologia dos orixás em uma narrativa acessível, sensível e comprometida com a valorização das matrizes africanas e afro-brasileiras. A obra convida crianças, adolescentes e suas famílias a refletirem sobre um princípio fundamental da tradição iorubá: o equilíbrio do mundo depende da capacidade de caminhar juntos, em respeito à natureza, à diversidade e à complementaridade entre as diferentes forças da vida.

Lançamento do meu primeiro livro juvenil:
Exu-Mulher e o Mundo dos Homens (Editora Aruanda). Uma aventura dos orixás para salvar o mundo da crise social e climática. Sabe quem entra neste panteão?
Dia 24/7 – 6ª feira – 20 horas – Flip Paraty na Casa Oásis
Convidada: Luana Bayô


Em temporada no Guarujá, Sebah Vieira é recepcionado pelo Senses Praia Hotel enquanto finaliza os preparativos de seu novo projeto

Após lançar a nova música "Pensando em Nós", composta por Jhon de Souza, também marca o início de uma nova fase profissional com o escritório "Magu no Beat", reforçando o reposicionamento artístico de Sebah no mercado.

Sebah Vieira | Crédito: Luiz Lino

Às vésperas de lançar seu novo álbum Renascer, Sebah Vieira vive nova fase na carreira. Em temporada no Guarujá, o cantor foi recepcionado pela equipe do Senses Praia Hotel enquanto finaliza os preparativos de seu novo projeto.

Enquanto percorre diferentes cidades brasileiras para apresentar ao público os primeiros detalhes de seu novo trabalho, o cantor, ator e produtor Sebah Vieira vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória artística. Às vésperas do lançamento do álbum "Renascer", o artista aposta em uma estratégia inovadora de divulgação, aliando experiências, encontros e apresentações que antecedem a gravação de seu novo projeto audiovisual, previsto para novembro deste ano.

Em recente passagem pelo litoral paulista, Sebah foi recebido pela equipe do Senses Praia Hotel, no Guarujá, onde deu continuidade aos preparativos do projeto, que contará com distribuição nacional e internacional e promete marcar uma nova etapa em sua carreira.

Com canções já lançadas, como "Biquíni de Bolinha""Chegar Chegando" e "Pensando em Nós", Sebah Vieira reafirma sua versatilidade musical ao transitar por diferentes gêneros, entre eles o piseiro, o calipso, o pagode, o sertanejo, o pop e a música romântica, mantendo o axé como sua principal identidade artística.

Desenvolvido em parceria com o compositor Jota Bê e com o escritório Magunobeat, o álbum "Renascer" ainda trará quatro faixas inéditas, incluindo "Alma Gêmea" e "Não Vou Fugir", além de releituras de grandes sucessos da música brasileira. Todo o repertório integrará um espetáculo de grande produção, que será registrado em um teatro da capital paulista.

A agenda promocional do projeto seguirá por diversas cidades do país até a gravação oficial do audiovisual, aproximando o artista de novos públicos e fortalecendo sua conexão com os fãs.

"Estou feliz demais com esta estratégia de conhecer pessoas e mostrar meu trabalho", afirma Sebah Vieira.

Com uma carreira consolidada entre a música, a televisão, o cinema e o teatro, Sebah Vieira acumula participações em novelas, produções cinematográficas e mais de 20 espetáculos teatrais. Ao longo dos anos, construiu uma marca própria que ultrapassa os palcos e se estende a importantes iniciativas culturais e empresariais.

Entre seus principais projetos está o Troféu Cultural do Estado de São Paulo – Feijoada Sebah Vieira, considerado uma das maiores celebrações culturais do estado. O artista também empresta seu nome a linhas de perfumes, cachaça, cosméticos e óculos, consolidando-se como um dos nomes mais multifacetados do entretenimento nacional.

Com o lançamento de "Renascer", Sebah Vieira prepara-se para apresentar ao público os sucessos que prometem embalar o Carnaval e o verão de 2027, reafirmando sua capacidade de se reinventar e de ampliar, ano após ano, sua presença no cenário artístico brasileiro.

Sebah Vieira segue em turnê promocional pelo Brasil, levando ao público a essência de um projeto que une música, emoção e inovação, consolidando um novo capítulo em sua carreira.


Antonio Adolfo lança "Balaios"

Após gravar mais de duas dezenas de álbuns ao longo de uma carreira notável de seis décadas, o pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo continua a beber de uma fonte de criatividade que parece inesgotável.

Capa Balaios | Foto: Divulgação

A rica herança musical brasileira — moldada por tradições europeias, africanas e indígenas — deu origem a diversos gêneros. Ao longo de sua trajetória, Adolfo tem buscado inspiração profunda neste vibrante legado cultural, transformando-o por meio de sua combinação singular de ritmos e harmonias sofisticadas com melodias luminosas. Sua visão artística transcende as fronteiras do Brasil, abrangendo interpretações aclamadas — com forte influência brasileira — de obras de compositores que vão de Cole Porter a Wayne Shorter.

Dessa vez, o pianista de renome internacional e inovador do jazz latino apresenta Balaios, um novo álbum que olha tanto para o passado quanto para o futuro. Embora concebido e gravado nos últimos meses, o álbum abrange toda uma vida dedicada à música. As nove composições aqui reunidas foram escritas em diferentes fases da trajetória artística de Adolfo, criando uma autobiografia musical de ideias, memórias e melodias que continuam a ressoar com vitalidade renovada.

Para Balaios, Adolfo é acompanhado por um conjunto excepcional de colaboradores de longa data, incluindo Lula Galvão (guitarra elétrica e violão), Jorge Helder (baixo acústico), Rafael Barata (bateria e percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Danilo Sinna (saxofone alto), Marcelo Martins (saxofone tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone) e André Siqueira (percussão). Os convidados especiais incluem o renomado saxofonista brasileiro Léo Gandelman e o aclamado guitarrista de Los Angeles Thom Rotella.

Com diversas indicações e premiações para o Prêmio da Música Brasileira e dez indicações ao Grammy Latino no currículo, Adolfo também recebeu uma indicação ao Grammy na categoria de Melhor Álbum de Jazz Latino pelo lançamento de 2017, Hybrido: From Rio to Wayne Shorter. Com um catálogo de mais de 200 composições originais — muitas delas gravadas por artistas no Brasil, como Elis Regina, Wilson Simonal, Maysa, Emílio Santiago, Evinha... e no exterior, como Sergio Mendes, Herb Alpert, Stevie Wonder e Dionne Warwick — ele dispunha de uma vasta gama de obras para escolher. Por fim, selecionou nove composições que, juntas, formam uma declaração musical coesa. Cinco delas foram escritas pelo próprio Adolfo, enquanto quatro foram compostas em parceria com seu colaborador de longa data, o compositor e letrista Tibério Gaspar, falecido em 2017.

Balaios, tradicionalmente usados na Bahia, são cestos tecidos carregados na cabeça das mulheres de ascendência africana. Comuns no Nordeste do Brasil, onde a cestaria tradicional é uma profunda expressão de identidade, os balaios são feitos de fibras naturais, como cipó e palha, e são utilizados para transportar alimentos e mercadorias. Simbolicamente, eles também carregam significado — como trabalho, resiliência, ancestralidade e abundância. Adolfo explica: "Em muitos aspectos, um álbum também é um balaio. Nele, um músico reúne o que cultivou ao longo do tempo — ideias, memórias e melodias. Cada peça é cuidadosamente colocada dentro, moldada não só pelo momento em que nasceu, mas transportada para o presente com um significado renovado."

O álbum traça a evolução de Adolfo como compositor ao longo de mais de cinco décadas. A jornada começa com "3D Blues", composta em 1965. Combinando swing, baião e samba-jazz, essa composição vibrante permanece como um exemplo vívido do talento precoce de Adolfo em sintetizar as tradições do jazz brasileiro e norte-americano. "Claudia", composta em parceria com Gaspar, captura o espírito jovial do Rio de Janeiro do final da década de 1960. Com sua levada relaxada de bossa nova, a música pinta um retrato sonoro de uma adolescente de Copacabana. Este novo arranjo traz um solo de guitarra elétrica marcante de Thom Rotella.

"San Expedito" foi inspirada em dois "quase acidentes" automobilísticos próximos ao lugarejo de Santo Expedito (via Dutra), quando Adolfo e sua família viajavam de Miguel Pereira para o Rio de Janeiro. Concebida como uma expressão de gratidão, a faixa é uma das mais pessoais do álbum. A vibrante composição "Sambalaio" funde samba e funk em um groove irresistível, enquanto seu título faz uma referência lúdica à metáfora central do álbum: o balaio.

Escrita em 1980, "Love Will Come" ("Até Que Venha o Amor") foi concebida como uma mensagem musical de paz e esperança. É também um hino à produção musical independente. Nessa gravação, Adolfo criou um arranjo no estilo da quadrilha — dança presente nas festas juninas do Nordeste. "My Chant" ("Meu Canto"), a última canção composta por Adolfo e Gaspar antes do falecimento deste último, é uma graciosa valsa de jazz. A obra funciona tanto como uma despedida musical quanto como uma celebração de uma parceria criativa que gerou 43 canções, todas gravadas e reunidas num songbook já editado.

Outra da parceria duradoura com Gaspar, "Vision" ("Visão"), foi composta em 1968. Essa balada envolvente e marcante conta com uma rica trajetória de gravações, incluindo interpretações dos cantores Taiguara e Agostinho dos Santos, e do lendário virtuoso da gaita Toots Thielemans num álbum com Elis Regina (Aquarela do Brasil), gravado na Suécia em 1969. A música permanece como um dos exemplos mais líricos do talento de Adolfo para a melodia. Originalmente escrita em 1967 com Gaspar, "Journey to the Interior" ("Caminhada") foi composta por Adolfo como um baião com harmonias sofisticadas de jazz. Caminhada foi finalista do Festival Internacional da Canção de 1967. O álbum encerra-se com "Zah Toom Toom". Tema instrumental composto em 1978, a faixa tem um título que remete ao som do bumbo ouvido no samba-funk, gênero que agitava os bailes nas comunidades do Rio de Janeiro. Sua mistura contagiante de funk, samba e improvisação de jazz cria um dos momentos mais exuberantes do álbum.

Antonio Adolfo é internacionalmente aclamado por sua fusão harmoniosa entre as tradições musicais brasileiras e a sofisticação das harmonias. Suas melodias singulares inspiraram inúmeros vocalistas e músicos ao redor do mundo. Embora Balaios resgate elementos de diferentes fases da trajetória musical de Adolfo, as composições aqui renascem como novas interpretações — refletindo a criatividade perene de um artista que jamais cessa de explorar, evoluir e criar novas músicas.

Balaios já está disponível nas plataformas digitais e nas principais plataformas online.


Feira das Deusas reúne gastronomia de várias regiões, artesanatos e atrações culturais

Evento gratuito na Rua Borges de Figueiredo, na Mooca, fortalece o empreendedorismo independente, valoriza a economia criativa e oferece programação para toda a família.

Feira das Deusas | Foto: Divulgação

A Feira das Deusas realizará mais uma edição nos dias 25 e 26 de julho, no Bairro da Mooca, na Rua Borges de Figueiredo, em frente à Faculdade das Américas, reunindo mais de 70 expositores de gastronomia, artesanato, empório e atrações culturais. Consolidado desde 2019, o evento se transformou em um importante espaço de incentivo aos pequenos empreendedores e de valorização da economia criativa local.

Com entrada gratuita, a feira oferece ao público uma experiência que combina sabores de diversas regiões, produtos artesanais exclusivos e apresentações musicais ao vivo com artistas da região. A proposta é criar um ambiente acolhedor para famílias, moradores e visitantes que buscam lazer, cultura e opções diferenciadas de consumo.

Desde sua criação, a Feira das Deusas vem ampliando seu alcance e fortalecendo sua presença no calendário cultural da cidade. O evento nasceu com a missão de apoiar empreendedores independentes e proporcionar oportunidades para pequenos negócios ampliarem sua visibilidade, conquistarem novos clientes e fortalecerem suas marcas. Segundo a organizadora Danuta Castro, a trajetória da feira demonstra a relevância do projeto para a comunidade local, para os expositores participantes e para os visitantes de toda a cidade de São Paulo.

"A Feira das Deusas nasceu em 2019 com o propósito de valorizar pequenos empreendedores e criar um espaço de encontro para a comunidade. Ao longo dos anos, vimos o evento crescer e se tornar uma referência para quem busca gastronomia, cultura e produtos artesanais de qualidade, em um ambiente familiar", afirma.

Além de impulsionar a geração de renda para dezenas de empreendedores, a iniciativa também contribui para o fortalecimento da economia criativa, reunindo produtores artesanais, artistas, cozinheiros e comerciantes em um mesmo espaço de convivência e troca de experiências.

Um dos destaques da edição é a diversidade gastronômica. O público poderá encontrar pratos, doces e especialidades inspirados em diferentes culturas e tradições culinárias, transformando o passeio em uma verdadeira viagem de sabores. A programação cultural também promete atrair visitantes durante os dois dias do evento. Artistas da região de ritmos diferentes subirão ao palco para apresentações ao vivo, ampliando a experiência do público e valorizando os talentos locais.

Para o organizador Mário Guimarães, a combinação entre gastronomia, cultura e empreendedorismo é um dos principais fatores de sucesso da feira. "Nossa proposta é proporcionar uma experiência completa para o público. Reunimos mais de 70 expositores, sabores de diferentes partes do Brasil e do mundo, atrações culturais e música ao vivo, criando um ambiente acolhedor para toda a família", destaca.

Feira das Deusas
Data: 25 e 26 de julho
Local: Rua Borges de Figueiredo, em frente à Faculdade das Américas
Atrações: Gastronomia internacional, artesanato, produtos de empório, mais de 70 expositores e shows ao vivo com artistas da região
Entrada gratuita


Vitor Araújo lança o álbum TORÓ em concerto com a OCAM no Sesc Pinheiros

As três apresentações marcam a estreia brasileira do projeto, que reúne música instrumental, orquestra e linguagem pop sob a criação do pianista pernambucano.

Foto: Divulgação

O pianista e compositor Vitor Araújo apresenta o espetáculo TORÓ no Sesc Pinheiros, em três apresentações nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto de 2026. Ao lado da Orquestra de Câmara da USP (OCAM), sob regência de Ricardo Bologna, o artista lança no Brasil uma nova versão do concerto, que reúne piano, orquestra e percussão em um diálogo entre ritmos de Pernambuco e a música sinfônica contemporânea.

As apresentações marcam a estreia brasileira de TORÓ, álbum e filme-concerto gravados ao vivo em Amsterdã com a Metropole Orkest, referência europeia na interpretação de repertórios que transitam entre o jazz, a música pop e a criação contemporânea. Para a temporada no Sesc Pinheiros, a obra ganha uma nova montagem, concebida especialmente para o público brasileiro, com formação ampliada ao lado da OCAM.

Reconhecido por transitar entre a música de concerto, a experimentação eletrônica e as tradições musicais pernambucanas, Vitor Araújo desenvolve, em TORÓ, uma escrita que aproxima diferentes universos sonoros. O espetáculo reúne elementos do maracatu, do côco e de toques tradicionais de terreiro a sintetizadores, texturas eletrônicas e uma escrita orquestral que dialoga com a linguagem da música instrumental contemporânea.

"Depois de nascer em Amsterdã, TORÓ finalmente chega ao Brasil da forma como sempre imaginei: como um grande espetáculo ao vivo. Essas apresentações no Sesc Pinheiros têm um significado muito especial porque será a primeira vez que o público brasileiro poderá vivenciar esse concerto, e é a primeira vez que eu tenho a honra de dialogar no meu país com uma orquestra do porte e da importância da OCAM. É um trabalho que nasce das minhas raízes em Pernambuco, mas que conversa com o mundo e convida o público a mergulhar num universo sonoro muito singular", afirma Vitor Araújo.

No palco, cerca de 30 músicos dividem a cena sob a regência de Ricardo Bologna. A formação reúne piano, orquestra de cordas e uma seção percussiva inspirada em ritmos de Pernambuco, construindo um espetáculo em que tradição popular, música sinfônica e experimentação sonora se encontram em uma mesma composição.

Mais do que lançar um novo trabalho, TORÓ reafirma a pesquisa artística de Vitor Araújo ao aproximar diferentes tradições musicais em uma obra que amplia as possibilidades da música instrumental brasileira e evidencia seu diálogo com a cena contemporânea.

A Orquestra de Câmara da ECA-USP (OCAM) é um dos principais corpos artísticos da Universidade de São Paulo e uma referência entre as orquestras profissionalizantes do país. Com programação voltada à música brasileira e contemporânea, valoriza a diversidade de compositores, repertórios e perspectivas. Ao longo de sua trajetória, já se apresentou ao lado de artistas como Gilberto Gil, Dori Caymmi, Mônica Salmaso, Marisa Monte e Lenine.

Serviço:
Dias: 31 de julho, 1º e 2 de agosto de 2026
Horários: Sexta e sábado, às 20h; Domingo, às 18h
Local: Sesc Pinheiros - Teatro Paulo Autran - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros - São Paulo, SP
Ingressos: R50,00(inteira),R50,00(inteira),R 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Vendas: sescsp.org.br

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