Linha teórica propõe nova leitura da mente humana e integra neurociência, comportamento e conceitos de energia pessoal
Em um cenário em que os desafios emocionais deixam de ser uma pauta individual para ocupar o centro das decisões estratégicas, cresce a busca por modelos que consigam traduzir, com mais profundidade, o funcionamento da mente humana. É nesse contexto que começa a ganhar projeção a Psicologia Marquesiana, linha teórica desenvolvida pelo José Roberto Marques, que vem sendo aplicada no Brasil e expandida para outros países.
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| Foto: Divulgação |
A proposta se estrutura como uma leitura integrada da mente, combinando fundamentos da neurociência com conceitos de energia pessoal e comunicação interna. O modelo já apresenta escala prática relevante, sendo aplicado em formações, imersões e programas de desenvolvimento que conectam comportamento, linguagem e tomada de decisão.
Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla, em que organizações passam a reconhecer que performance não se sustenta apenas em capacidade técnica. Empresas como Google, Ambev e Nubank já avançam nessa direção ao integrar desenvolvimento emocional às suas estruturas, refletindo uma transformação silenciosa, porém consistente, na lógica de gestão.
No Brasil, onde os índices de esgotamento e rotatividade seguem pressionando ambientes corporativos, ganha força a necessidade de modelos que ampliem a compreensão do comportamento para além do sintoma. É nesse ponto que a Psicologia Marquesiana se diferencia: não pela ruptura explícita, mas pela reorganização da forma como a mente é interpretada.
Inspirada e ao mesmo tempo crítica a fundamentos clássicos da psicologia, como os desenvolvidos por Sigmund Freud, a teoria propõe uma estrutura baseada em três dimensões da psique, denominadas “selfs”.
O Self 1 representa o campo consciente, racional e analítico; onde decisões são elaboradas e direcionadas. Já o Self 2 corresponde ao inconsciente, onde operam padrões automatizados, emoções e camadas mais profundas do comportamento humano.
Nessa leitura, emoções deixam de ser vistas como algo a ser controlado e passam a ser compreendidas como respostas automáticas do organismo. Elementos como fé e espiritualidade, por sua vez, são incorporados a uma perspectiva que considera também seus desdobramentos biológicos e energéticos, ampliando o campo de interpretação tradicional.
Entre essas duas dimensões, emerge o Self Guardião: uma instância intermediária que atua como ponte entre o que é consciente e o que é automatizado. É nesse ponto que se concentram crenças, valores e mecanismos de proteção, tornando-se um dos principais vetores de permanência ou transformação de comportamento.
“Não é o trauma que define o ser humano, mas sim seu potencial, sua fé e suas reservas internas ainda não acessadas”, afirma Marques.
A construção dessa lógica representa uma mudança sutil, porém relevante: desloca o foco da origem do comportamento (tradicionalmente associada ao passado), para a capacidade de reorganização interna no presente.
Na prática, essa leitura ganha forma por meio do PSC, metodologia desenvolvida dentro do ecossistema do Instituto Brasileiro de Coaching. Criado em 2009, o modelo evoluiu ao longo do tempo, ampliando seu escopo até se consolidar como Psychology Self Communication, conectando mente, linguagem e comportamento em uma única estrutura aplicável.
Essa aplicação não se limita ao campo teórico. Programas como o Despertar da Mente, mentoria conduzida por Marques, traduzem essa base em experiências práticas, onde a comunicação entre os selfs é trabalhada de forma direcionada, com foco em percepção, tomada de decisão e reposicionamento interno.
Os avanços também começam a ser acompanhados por estudos em desenvolvimento. Uma pesquisa conduzida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta indicadores relevantes após a aplicação do método, como redução nos níveis de ansiedade e depressão e aumento da resiliência emocional ao longo de meses. Os dados, ainda em evolução, reforçam o direcionamento de aprofundamento científico da abordagem.
Esse movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento, que busca ampliar a presença da metodologia em ambientes acadêmicos, científicos e institucionais, deslocando sua percepção de ferramenta de desenvolvimento para um modelo teórico em construção nas áreas de psicologia, comportamento e comunicação.
O ecossistema também conta com uma instituição de ensino superior credenciada pelo MEC, com avaliação máxima, fortalecendo a base educacional e a produção contínua de conhecimento.
Historicamente, a consolidação de novas linhas dentro da psicologia ocorre ao longo de décadas; como no caso da própria psicanálise. A diferença, no cenário atual, está na velocidade com que ideias se estruturam, ganham escala e passam a ocupar espaço em diferentes contextos.
Ao propor uma leitura em que a essência humana está associada ao potencial (e não apenas à limitação), a Psicologia Marquesiana se insere em um movimento maior de transformação na forma como mente, comportamento e performance vêm sendo compreendidos.
Mais do que apresentar respostas definitivas, a proposta avança ao reorganizar perguntas. Com isso, abre espaço para novas formas de interpretar e aplicar o funcionamento humano em diferentes níveis.
Saiba mais: @joserobertomarques