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Por que o marketing pessoal deixou de ser exposição e passou a ser método de posicionamento

26 de Fevereiro de 2026

Valores, constância e disciplina sustentam um posicionamento capaz de gerar oportunidades reais no mercado

Foto: Divulgação

Muita gente acredita que marketing pessoal começa quando a exposição aumenta. Na prática, o processo costuma ser inverso. Antes da visibilidade, entram decisões sobre valores, posicionamento e coerência. Quando esse caminho é ignorado, a imagem até cresce, mas a autoridade não se sustenta ao longo do tempo.

Essa lógica é defendida por Silas Caetano, empresário, diretor de marketing e influenciador digital, que trata o marketing pessoal como um processo estruturado, e não como um exercício de aparência. Para ele, a construção de autoridade começa antes da exposição e depende de decisões claras sobre valores, coerência e postura profissional.

“Marketing pessoal não é parecer algo. É sustentar quem você é em todas as frentes”, afirma. Na prática, isso significa priorizar constância em vez de atalhos e entender a imagem pública como consequência de um posicionamento bem definido ao longo do tempo — princípio que orienta tanto sua trajetória quanto os projetos que acompanha.

Quando o marketing pessoal é tratado apenas como exposição, a imagem se torna frágil. Mudanças de discurso, contexto ou parceria geram ruído e comprometem a credibilidade. Sem estrutura, a visibilidade não se transforma em valor. Para Silas, esse é um erro comum de quem confunde alcance com posicionamento.

A consolidação dessa abordagem refletiu diretamente na forma como marcas passaram a se aproximar de sua trajetória. Parcerias com empresas como Everlast e Nívea Men surgiram como consequência de uma imagem construída com consistência, e não como ações isoladas. O foco esteve em alinhar identidade, performance e propósito, evitando associações desalinhadas com o que ele sustenta publicamente.

Foto: Divulgação

“Quando o posicionamento é claro, as oportunidades fazem sentido. Caso contrário, a exposição pode até aumentar, mas a credibilidade não acompanha”, diz.

Outro pilar central dessa construção está na disciplina. A vivência no esporte ajudou a consolidar uma lógica que Silas aplica também ao marketing pessoal. Processo, preparo e repetição importam mais do que intensidade momentânea. Não se trata de fazer muito por pouco tempo, mas de sustentar presença ao longo dos anos.

Essa visão se reflete também na forma como ele atua com clientes e projetos. A proposta é sempre acessível e construída em conjunto, respeitando diferentes caminhos possíveis dentro do marketing. Para Silas, não existe fórmula única. Existe contexto, objetivo e decisão. “Marketing é amplo. O papel do profissional é ajudar a escolher o caminho mais coerente, não o mais rápido”, explica.

Uma ideia sintetiza bem essa visão e aparece com frequência em sua comunicação: “Para você se achar, às vezes precisa se perder”. A frase não fala de improviso, mas de processo. Permitir-se testar, ajustar e compreender quem se é faz parte da construção de uma marca pessoal autêntica.

Foto: Divulgação

Esse entendimento se conecta a um princípio que orienta sua atuação profissional e pessoal: o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Para Silas, esses três elementos precisam estar alinhados para que o posicionamento seja sustentável. Quando um deles falha, a imagem construída perde força e consistência.

Em um ambiente onde visibilidade é comum e confiança é seletiva, tratar o marketing pessoal como método deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade. A trajetória de Silas Caetano mostra que autoridade não nasce de exposição excessiva, mas de coerência sustentada no tempo. É esse processo que transforma presença em valor e posicionamento em oportunidade real.

 

Escrito por: Nathalia Pimenta

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