Colunistas - Rodolfo Bonventti

Luiz Carlos Arutim: O coadjuvante adorado pelo público noveleiro

27 de Agosto de 2021

O ator Luis Carlos Arutim nasceu na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo, filho de mãe italiana e pai sírio, o que contribuiu muito para que ele fizesse vários personagens libaneses ou de origem no Oriente Médio.

O começo da carreira foi na sua cidade natal, mas no início dos anos 1960 já estava na capital paulista, onde cursou a Escola de Arte Dramática da USP (EAD).

A estréia nos palcos se deu em 1968, e em 1971 já estava na TV fazendo o Nagibe da novela educativa “Meu Pedacinho de Chão”, produzida pela TV Cultura e pela TV Globo. Logo em seguida, em 1972, fez uma participação especial na novela de Geraldo Vietri, “Vitória Bonelli”, um grande sucesso da TV Tupi.

No Cinema, onde participou de apenas quatro filmes, estreou em 1973 no elenco da versão da obra de Monteiro Lobato, “O Pica-pau Amarelo”, e só voltaria as telas dez anos depois em “Flor do Desejo” e em seguida em “Sonho Sem Fim” e em “Menino Maluquinho, o Filme”, que estreou um pouco antes da sua morte.

Luis Carlos Arutim se tornou na década de 1980, um dos mais assíduos coadjuvantes das nossas novelas, tendo atuado na TV Bandeirantes, onde fez “A Deusa Vencida” como Amarante; “Os Imigrantes” em um brilhante trabalho como Youssef; “Campeão” como Orlando Cardoso e “Os Imigrantes – Terceira Geração”.  

Em 1983, ele foi para a TV Globo, onde se tornou conhecido nacionalmente, em trabalhos marcantes como o Camilo de “Champagne”; o técnico de futebol Bepe de “Vereda Tropical”; o vigarista Oscar de “A Gata Comeu” e o Augusto de “Sinhá Moça”.

Fazendo uma novela atrás da outra, em 1987 ele vai para o elenco da TV Manchete, onde participa com destaque como o Pimentel de “Carmem” e depois o Vidigal de “Corpo Santo”.

Arutim volta para a TV Globo em 1988 para atuar, mais uma vez como um imigrante, na novela “Vida Nova”, e em seguida participa de “Top Model” e faz a sua interpretação mais marcante na TV como o libanês Rachid na novela “Renascer”, de Benedito Ruy Barbosa.

Os últimos trabalhos do premiado ator foram na TV Bandeirantes, em 1995, na novela “A Idade da Loba” e no SBT, no mesmo ano, em um destacado trabalho no remake do SBT de “As Pupilas do Senhor Reitor” como o dr. João Semana.

Em plena atividade e com apenas 62 anos de idade, Luis Carlos Arutim foi vítima de uma tragédia e morreu asfixiado em um incêndio ocorrido no apartamento em que morava com a mulher e um filho, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, encerrando uma carreira de muito sucesso tanto junto ao público como à crítica especializada.

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