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Quando o corpo pede movimento: Adriana Reis fala sobre Pilates e prevenção

9 de Outubro de 2026
Adriana Reis de Jesus
Foto: Divulgação

Fisioterapeuta fala sobre sedentarismo, receio de sentir dor e a importância de uma prática adaptada às condições individuais.

Sair do sedentarismo nem sempre depende apenas de disposição. Para algumas pessoas, começar uma atividade física envolve insegurança, receio de sentir dor, vergonha ou até medo de não conseguir acompanhar os exercícios. Nesse cenário, escolher uma prática compatível com as próprias condições e contar com orientação adequada pode tornar o início mais consciente.

O Pilates é uma das possibilidades para quem pretende incorporar mais movimento à rotina. Embora seja frequentemente associado a pessoas que convivem com dores ou limitações físicas, a prática também reúne exercícios relacionados à força, ao equilíbrio, à coordenação e à consciência corporal.

Para a fisioterapeuta Adriana Reis, que atua em Alagoinhas, na Bahia, a forma como as pessoas enxergam o Pilates mudou ao longo dos anos. A procura, segundo ela, já não está necessariamente vinculada à existência de uma dor.

“Hoje as pessoas não procuram mais o Pilates só porque estão com dor. Elas procuram porque querem um estilo de vida, uma consciência de vida. Ele traz equilíbrio, postura, força, coordenação e consciência corporal. Então, prepara você para o dia a dia e também para outras atividades que queira realizar.”

Isso não significa, entretanto, que o método seja uma resposta universal para qualquer sintoma ou condição. Quando existem dores persistentes, limitações de movimento ou outras queixas, a avaliação individual é importante para definir qual abordagem pode ser adequada em cada situação.

Do sedentarismo ao movimento: como vencer a insegurança

Para quem permaneceu muito tempo sem se exercitar, a barreira inicial também pode ser emocional. A insegurança diante de uma academia, de uma aula ou de um ambiente desconhecido pode adiar indefinidamente o primeiro passo.

Adriana considera que, nesses casos, o profissional deve observar mais do que a execução de um exercício. Entender por que aquela pessoa hesita em começar pode fazer parte da construção de uma rotina de movimento.

“O primeiro passo, e o mais importante, é procurar profissionais preparados e acolhedores. Às vezes, a pessoa está com medo, desanimada ou insegura. Um profissional atento consegue perceber essas necessidades e ajudá-la a sair dessa inércia, respeitando aquilo de que ela precisa naquele momento.”

A orientação também permite que intensidade, exercícios e progressão sejam ajustados às condições individuais. O ponto de partida de uma pessoa sedentária não necessariamente será o mesmo de quem já mantém uma rotina ativa.

Essa individualização ganha importância quando o movimento é associado a algum desconforto físico. Em sua atuação, Adriana defende que o paciente seja observado de maneira ampla, sem reduzir o atendimento somente ao local em que a dor aparece.

“O paciente precisa ser avaliado como um todo. Não se pode olhar apenas para um ombro ou para a coluna. É preciso entender os mecanismos que podem estar relacionados àquela dor ou limitação e trabalhar para devolver funcionalidade, consciência corporal e segurança.”

Na Clínica Ideal Fisio, onde Adriana atua em Alagoinhas, essa proposta também se reflete na oferta de diferentes serviços de saúde. A unidade tem a fisioterapia como atividade principal e reúne profissionais de outras áreas, permitindo encaminhamentos e abordagens integradas quando o caso demanda outros acompanhamentos.

O cuidado continua fora da atividade física

Iniciar uma prática de exercícios é apenas uma parte da relação com o movimento. A rotina fora das sessões também merece atenção, principalmente entre pessoas que permanecem muitas horas sentadas ou diante de computadores e celulares.

Adriana relata que esses hábitos aparecem com frequência entre pacientes mais jovens. Já entre pessoas idosas, destaca a inatividade como uma preocupação importante, especialmente quando começa a comprometer força e funcionalidade.

O objetivo, segundo a fisioterapeuta, não é estabelecer uma postura rígida ou transformar cada atividade cotidiana em uma regra, mas ampliar a percepção sobre a maneira como o corpo participa da rotina.

“Se você faz a fisioterapia, mas nas outras horas não tem esse cuidado, parte do trabalho pode se perder. Por isso, é importante associar o atendimento à educação e à prevenção, trazendo consciência corporal também para o dia a dia e para o ambiente de trabalho.”

A mesma atenção vale para dores que passam a fazer parte da rotina. A profissional alerta para o risco de normalizar um desconforto persistente apenas por atribuí-lo à idade, ao trabalho ou aos hábitos cotidianos.

Em vez de partir imediatamente para uma solução única, Adriana defende a investigação do contexto em que a queixa aparece.

“Não é normal considerar que é preciso sentir dor a vida toda. É importante avaliar por que essa dor persiste e entender onde pode estar a raiz do problema. Pode haver fatores relacionados ao trabalho, às atividades da vida diária ou a outras questões que precisam ser consideradas antes de definir a melhor conduta.”

O cuidado com a dor, portanto, não deve ser confundido com a ideia de que todo desconforto será resolvido simplesmente pela adoção de uma modalidade de exercício. A escolha do Pilates ou de qualquer outra atividade depende das necessidades e limitações individuais e, diante de sintomas persistentes, pode exigir avaliação profissional.

Prevenção começa antes de a dor limitar a rotina

A experiência de Adriana com pacientes também levou a profissional a reforçar a prevenção como parte do cuidado. Para ela, prestar atenção à própria rotina antes que uma limitação se torne mais intensa pode ajudar a construir uma relação mais consciente com o corpo.

Isso passa pela atividade física, mas não se limita a ela. Trabalho, períodos prolongados de inatividade e a própria disponibilidade para o autocuidado compõem essa equação.

“É preciso perceber quanto nos dedicamos ao trabalho, à família e à vida social, mas também quanto nos dedicamos a nós mesmos e ao nosso corpo. Quando deixamos para cuidar apenas quando a situação já está mais complicada, a demanda de tempo e de cuidado pode ser maior.”

Para quem deseja abandonar o sedentarismo, o Pilates pode representar uma das possibilidades de movimento. Mais importante do que seguir uma tendência, porém, é encontrar uma atividade que possa ser incorporada à rotina com regularidade, respeitando condições individuais e orientação profissional.

Foto: Divulgação
 

Quem é Adriana Reis

Adriana Reis de Jesus nasceu em Alagoinhas, na Bahia, e começou a desenvolver ainda na infância uma relação próxima com trabalho, criatividade e empreendedorismo. Aos sete anos, acompanhava a mãe, artesã, na produção e venda de arranjos, experiência que lhe ensinou desde cedo a lidar com pessoas, responsabilidades e organização financeira.

Sua primeira formação foi em Biologia. Após concluir a graduação e iniciar um caminho voltado à pesquisa, percebeu que buscava uma atuação mais próxima do cuidado direto com as pessoas. Foi então que decidiu cursar Fisioterapia. Como já possuía uma graduação, aproveitou disciplinas anteriores e ingressou em uma etapa mais avançada do curso. Durante a formação, também iniciou uma pós-graduação em Saúde Pública e passou a vivenciar a rotina clínica.

A experiência profissional ganhou também um componente empreendedor. Após participar da criação de uma clínica em Feira de Santana, onde acumulou aprendizado em assistência e gestão, Adriana decidiu retornar a Alagoinhas e estruturar o próprio negócio. A mudança foi motivada, em parte, pelo desejo de permanecer mais próxima da família.

Ao longo dos anos, consolidou sua atuação como fisioterapeuta e gestora da Clínica Ideal Fisio. Como mulher empreendedora na área da saúde, passou a conciliar assistência, liderança de equipe e administração, defendendo um modelo de atendimento que une estrutura técnica, integração entre profissionais e acolhimento.

Para Adriana, essa dimensão humana é parte central do cuidado. A fisioterapeuta costuma destacar que muitos pacientes chegam não apenas com limitações físicas, mas também com medo, insegurança e necessidade de serem ouvidos. Essa percepção passou a orientar tanto sua atuação clínica quanto a cultura de atendimento desenvolvida junto à equipe.

Adriana Reis de Jesus — fisioterapeuta — CREFITO-7 nº 157764.

Clínica Ideal Fisio — Alagoinhas, Bahia. Responsável técnica informada: Adriana Reis de Jesus — CREFITO-7 nº 157764.

Instagram: @idealfisio

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Colaboração / Conteúdo produzido e fornecido para o Cartão de Visita News por TV Notícias Assessoria de Imprensa / Brasil News
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