Com o Engenho mais antigo em funcionamento no Estado de São Paulo, propriedade em Itirapuã mantém viva a herança artesanal da bebida há mais de 160 anos
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| Fazenda Barra Grande celebra tradição histórica no Dia Nacional da Cachaça |
| Créditos: Wilker Maia |
No dia 13 de setembro de 2026, é celebrado o Dia Nacional da Cachaça, uma data que honra um dos produtos mais autênticos e emblemáticos do Brasil. Mais do que um destilado originário do período colonial, a bebida carrega capítulos fundamentais da história, da cultura e da economia nacional — tendo protagonizado, por exemplo, a Revolta da Cachaça no Rio de Janeiro em 1661.
O mercado segue em forte expansão, impulsionado pela busca constante do consumidor por rótulos artesanais e de procedência. Dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) apontam que a região Sudeste concentra 67,3% das marcas registradas do país, com São Paulo liderando o volume de produção e Minas Gerais despachando como o principal polo de alambiques. Hoje, o setor ganha contornos de sofisticação, conquistando espaço cativo na alta gastronomia, na coquetelaria internacional e no exigente mercado de produtos envelhecidos de alto valor agregado.
No interior paulista, a poucos quilômetros de Franca, a Fazenda Barra Grande se transformou em um verdadeiro reduto de preservação histórica. A propriedade abriga o Engenho mais antigo e o único movido exclusivamente à roda d’água ainda em operação no Estado de São Paulo. Nas mãos da mesma família há seis gerações, o local produz Cachaças artesanais desde 1860, somando mais de 160 anos de tradição ininterrupta. Atualmente, a estrutura dedicada à atividade engloba 45 mil litros anuais divididos em sete rótulos da marca Barra Grande e cinco rótulos da marca Santo Grau.
Aberto ao turismo rural sob a tutela do empresário Maurílio Figueiredo Cristófani, o complexo agrícola propõe uma viagem no tempo. O roteiro de visitação conduz o público não apenas pelas etapas de fabricação das linhas Barra Grande e Santo Grau Itirapuã, mas também por relíquias preservadas da Fazenda, como o Moinho de Fubá de pedra mó, o monjolo, a antiga usina hidrelétrica, a casa-sede, a máquina de arroz e as adegas de envelhecimento. A experiência de imersão se completa com um almoço típico da roça e a venda de itens artesanais na lojinha do restaurante, incluindo carne de lata, rapadura, café moído na hora, Fubá do Moinho e até gelatina de Cachaça.
"A Fazenda Barra Grande oferece aos visitantes uma experiência única de resgate histórico e conexão com a natureza. É a oportunidade de conhecer de perto o Engenho onde se produzia melado, rapadura e açúcar mascavo, além de toda a infraestrutura da propriedade", pontua Cristófani.
Além do apelo turístico e histórico, a Fazenda é referência em boas práticas e gestão ambiental. A propriedade acumula títulos como finalista por dois anos consecutivos do prêmio Fazenda Sustentável (promovido pela revista Globo Rural) e do Prêmio Novo Agro (realizado pelo Banco Santander em parceria com a Esalq/USP), além de ostentar o selo da Produzindo Certo. No campo, as atividades vão muito além do alambique, integrando o cultivo de cana-de-açúcar, de café, pecuária de corte e o turismo cultural e de experiência.
Para saber mais
• Site oficial: www.cachacabarragrande.com.br
• Instagram: @cachacabarragrande