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Seguro de viagem internacional: guia para viajar para os EUA ou Europa

18 de Agosto de 2026

Contratar um seguro de viagem antes de sair do país é um dos passos que mais tranquilidade dá a quem viaja, seja a turismo, a trabalho ou para estudar. Em destinos como os Estados Unidos, onde o atendimento médico privado pode custar milhares de dólares por uma consulta de emergência, ou na Europa, onde vários países exigem essa cobertura como requisito de entrada, contar com um respaldo adequado deixa de ser um luxo e passa a ser uma decisão estratégica.p

Foto: Divulgação

Neste guia, explicamos o que é um seguro de viagem internacional, por que ele é indispensável para os Estados Unidos e a Europa, quais coberturas vale a pena revisar antes de contratar um plano e como escolher a opção que melhor se adapta a cada tipo de viagem.

O que é um seguro de viagem internacional

Um seguro de viagem internacional é um produto que cobre despesas médicas, hospitalares e outras eventualidades que podem surgir fora do país de residência. Diferente de um plano de saúde local, que em geral não cobre atendimento no exterior (ou o faz de forma muito limitada), esse seguro foi pensado especificamente para atuar durante os dias que dura a viagem.

A cobertura costuma incluir consultas médicas, internações, medicamentos receitados durante uma emergência, translados sanitários e, em muitos casos, assistência por extravio de bagagem, cancelamento de voos ou repatriação. O alcance exato depende do plano contratado, por isso vale a pena ler com atenção os valores de cobertura e as exclusões antes de viajar.

Por que ele é necessário para viajar aos Estados Unidos

Os Estados Unidos não exigem por lei um seguro de viagem para entrar como turista, mas o sistema de saúde privado faz com que essa cobertura seja, na prática, quase obrigatória. Uma consulta em um pronto-socorro pode facilmente ultrapassar mil dólares, e uma internação de alguns dias pode gerar contas de dezenas de milhares de dólares.

Além disso, muitos hospitais americanos solicitam um comprovante de capacidade financeira ou de cobertura antes de prestar atendimento não urgente, e alguns consulados e companhias aéreas recomendam expressamente contar com um seguro médico internacional no momento de tramitar o visto ou o ESTA. Viajar sem essa proteção expõe o turista a um risco financeiro considerável diante de qualquer imprevisto de saúde.

Por que ele é obrigatório em boa parte da Europa

No caso da Europa, a situação é diferente porque o requisito é formalizado. Os países que integram o espaço Schengen exigem dos cidadãos de determinadas nacionalidades a apresentação de um seguro de viagem com cobertura mínima de 30 mil euros em despesas médicas, válido para todo o território Schengen e por toda a duração da estadia.

Esse requisito se aplica no momento da solicitação do visto Schengen e, em alguns casos, pode ser solicitado também no controle migratório na entrada. Não ter a apólice correspondente pode resultar na recusa do visto ou em problemas na fronteira, mesmo para quem não precisa de visto mas precisa comprovar cobertura médica ao entrar como turista.

Quais coberturas vale a pena revisar antes de contratar

Antes de escolher um plano, vale a pena prestar atenção a alguns pontos:

  • Valor da cobertura médica: na Europa deve alcançar no mínimo os 30 mil euros exigidos pelo Schengen; para os Estados Unidos, dado o custo do atendimento médico, recomenda-se um valor consideravelmente maior.

  • Cobertura de doenças preexistentes: nem todos os planos a incluem, e é um ponto chave para quem viaja com alguma condição médica prévia.

  • Translados e repatriação sanitária: fundamental em caso de uma emergência grave que exija o retorno ao país de origem.

  • Atividades específicas: se a viagem inclui esportes de aventura, esqui ou outras atividades de risco, é preciso verificar se estão contempladas.

  • Cancelamento e atraso de voos, e extravio de bagagem: coberturas adicionais que não são médicas, mas que agregam valor em viagens longas ou com múltiplas conexões.

Como escolher o seguro adequado conforme o destino

A escolha do seguro não deveria se basear apenas no preço, mas no destino e no tipo de viagem. Para os Estados Unidos, priorizar um valor de cobertura médica alto é fundamental, dado o custo do sistema de saúde. Para a Europa, por outro lado, o ponto de partida é cumprir o mínimo exigido pelo Schengen e, a partir daí, avaliar coberturas adicionais conforme a duração da viagem e as atividades planejadas.

Também vale a pena revisar a idade do viajante, já que muitos planos ajustam o custo e as condições de acordo com esse dado, e verificar se o seguro inclui assistência telefônica em português disponível 24 horas, um aspecto que simplifica muito a gestão de qualquer imprevisto estando longe de casa.

Resumo: Estados Unidos vs. Europa

  • Obrigatoriedade: nos Estados Unidos não é exigido por lei, mas é recomendado pelo alto custo médico; na Europa é um requisito formal para tramitar o visto Schengen.

  • Valor mínimo de cobertura sugerido: para os Estados Unidos, recomenda-se um valor alto, sem limite fixo, dado o custo do atendimento médico; para a Europa, o mínimo exigido é de 30 mil euros.

  • Validade: nos Estados Unidos a cobertura deve abranger a duração da viagem; na Europa deve alcançar todo o território Schengen durante toda a estadia.

  • Ponto crítico: nos Estados Unidos o principal risco é o custo de emergências e internações; na Europa, não ter o seguro pode gerar problemas documentais para o visto ou a entrada.

Perguntas frequentes

Um seguro de viagem substitui o plano de saúde do país de origem?

Não. O plano de saúde local, em geral, não tem cobertura fora do país ou tem uma cobertura muito limitada. O seguro de viagem internacional funciona como uma cobertura independente, pensada especificamente para atuar durante o período da viagem e no destino contratado.

O que acontece se eu viajar para a Europa sem o seguro exigido pelo Schengen?

Pode resultar na recusa do visto Schengen no momento da solicitação, ou em observações durante o controle migratório na entrada. Por isso, recomenda-se contratar o seguro antes de iniciar o trâmite do visto, e não pouco antes de viajar.

O seguro cobre problemas de saúde que eu já tinha antes de viajar?

Depende de cada apólice. Algumas incluem uma cobertura limitada para doenças preexistentes e outras as excluem diretamente. É um ponto que vale a pena confirmar antes de contratar, especialmente para quem viaja com alguma condição médica sob tratamento.

É possível contratar o seguro já estando no destino?

Na maioria dos casos, não, ou apenas sob condições muito restritas. O recomendável é contratá-lo antes de sair do país de origem, para que a cobertura esteja ativa desde o primeiro dia da viagem.

* Conteúdo desenvolvido pela jornalista Daiane de Souza | 0007147/SC.

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