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| Foto: Magnific |
Um levantamento da Aon, TTR Data e Datasite, publicado pela Times Brasil, licenciada exclusiva da CNBC, mostra que o mercado brasileiro de fusões e aquisições fechou o primeiro trimestre de 2026 com 256 operações e US$ 17,7 bilhões movimentados, um salto de 114% em valor na comparação com o mesmo período de 2025, mesmo com menos negócios fechados. O retrato é de um mercado mais seletivo, em que operações maiores concentram capital e pedem uma estruturação financeira mais sofisticada. É um terreno fértil para quem sabe conduzir processos de fusão, aquisição e captação de recursos em mais de uma jurisdição ao mesmo tempo.
A internacionalização de empresas brasileiras também ganhou fôlego ao longo de 2026. O U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA) mostra que os investimentos estrangeiros diretos destinados à aquisição, abertura e expansão de empresas nos Estados Unidos somaram US$ 232,2 bilhões em 2025, alta de 49,5% frente a 2024, enquanto a Associação Brasileira de Franchising (ABF) registra crescimento de 37% nas operações de franquias brasileiras no exterior, hoje presentes em mais de 4,1 mil unidades espalhadas por 104 países. O aumento das tarifas americanas sobre produtos importados só reforçou esse movimento: segundo reportagem do Migalhas de julho de 2026, o tarifaço tem levado companhias brasileiras a considerar abrir operações em território americano, ainda apontado pelo FMI como a maior economia do mundo, com PIB acima de US$ 30 trilhões. No Brasil, desde janeiro de 2026 empresas emitem notas fiscais em fase de testes com os novos tributos CBS e IBS, e a Agência Câmara de Notícias explica que a cobrança efetiva da CBS começa em 2027 e o ICMS e o ISS devem ser extintos por completo em 2033, conforme prevê a Lei Complementar 214/25.
A trajetória de Wendell Lino Di Giaimo Fagundes passa bem no meio desse cruzamento entre internacionalização, fusões e aquisições e planejamento tributário. Contador com MBA em Gestão Financeira e Controladoria, o Sr. Fagundes soma mais de duas décadas dedicadas às áreas fiscal, contábil e financeira. Saiu da rotina técnica para posições executivas de liderança internacional até chegar a CFO de um grupo com operações em oito países e faturamento acima de US$ 60 milhões por ano, à frente de controladoria, planejamento tributário, funding para expansão, processos de aquisição, Business Intelligence e governança financeira, sempre reportando direto ao CEO global, em operações que passaram por Brasil, Estados Unidos, Portugal, Hong Kong, Panamá, Dubai, Costa Rica, Venezuela e Singapura. Para ele, essa vivência em tantas jurisdições muda a forma de olhar qualquer decisão financeira internacional. "A experiência internacional só funciona se antes você dominar a base fiscal e contábil do seu próprio país. É isso que permite entender riscos e adaptar modelos financeiros para qualquer jurisdição", afirma.
Um dos projetos conduzidos pelo Sr. Fagundes foi a implantação de uma plataforma de Business Intelligence que trocou processos manuais de consolidação financeira por relatórios gerenciais automatizados. A mudança ampliou a capacidade de acompanhar indicadores estratégicos de uma holding com operações em fusos horários e legislações tributárias diferentes, dando mais velocidade à tomada de decisão. "Hoje a informação financeira precisa ser praticamente em tempo real. Business Intelligence deixou de ser ferramenta de gestão para se tornar infraestrutura crítica de empresas que operam em diversos países", explica.
A KPMG Brasil, em levantamento sobre fusões e aquisições referente ao terceiro trimestre de 2025, identificou 727 operações de M&A doméstico no país ao longo do ano, com tecnologia e serviços entre os setores mais ativos, um ambiente em que a experiência do Sr. Fagundes em estruturação de funding e condução de processos de expansão e aquisição faz toda diferença. Um dos projetos centrais sob sua liderança foi justamente a estruturação de funding para CAPEX em um grupo multinacional que expandia ao mesmo tempo por crescimento orgânico e por aquisições, o que exige coordenar planejamento financeiro, análise de risco e conformidade regulatória em jurisdições distintas. "Não basta abrir uma operação em outro país. É preciso construir uma estrutura financeira capaz de sustentar essa expansão com segurança, governança e eficiência operacional", afirma o Sr. Fagundes.
Portugal, em particular, vem se firmando como rota de expansão europeia para empresários brasileiros. Reportagem publicada em julho de 2026 destacou o país como plataforma estratégica de entrada no mercado europeu para negócios brasileiros, um movimento que conversa direto com a trajetória do Sr. Fagundes, radicado em Portugal e com estrutura de consultoria já montada no país. "Portugal funciona como uma ponte. A língua ajuda, mas o que garante a operação é a estrutura societária e tributária estar pronta antes de a empresa pisar na Europa", afirma.
Do lado americano, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), citados pelo portal Brazil Economy em julho de 2026, apontam os Estados Unidos como principal destino da internacionalização de médias empresas brasileiras, tendência que reforça na prática a experiência do Sr. Fagundes em estruturação societária e tributária voltada à entrada nesse mercado. "Empresa brasileira de médio porte que decide abrir operação nos Estados Unidos costuma cometer o mesmo erro: acha que basta abrir um CNPJ americano. Falta planejamento tributário, compliance e uma estrutura financeira pensada para o novo mercado", diz.
Esse movimento de modernização tecnológica do setor financeiro também aparece na pesquisa Finance Trends 2026, da Deloitte Brasil, que aponta adoção crescente de inteligência artificial nas áreas financeiras corporativas, e na Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, que registra avanço da digitalização financeira no país, com crescimento do uso de mobile banking, internet banking e soluções de IA generativa. Para o Sr. Fagundes, essa transformação tem limites claros. "Tecnologia e inteligência artificial aceleram a informação financeira, mas não substituem o julgamento técnico. Quem não entende de risco fiscal e contábil vai automatizar o erro mais rápido", pondera.
Reconhecido internacionalmente por seu trabalho, hoje o Sr. Fagundes transforma sua bagagem executiva em uma estrutura própria de consultoria, com operações no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos, ajudando empresas em planejamento tributário internacional, governança financeira, funding e processos de expansão global. Para ele, a combinação entre reforma tributária, digitalização financeira, inteligência artificial e internacionalização deve aumentar a procura por profissionais capazes de juntar estratégia financeira, conformidade regulatória e visão global dos negócios. "Empresas continuarão expandindo para novos mercados. A diferença estará na capacidade de transformar complexidade tributária e financeira em vantagem competitiva", conclui.
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Nota do editor: As informações de mercado e o contato com o especialista entrevistado foram viabilizados por Julliana Souza, da Valha Assessoria, em colaboração