Colunistas - Heródoto Barbeiro

Parece, mas não é! O último ultimatum

15 de Abril de 2026

O último ultimatum

O mundo vive sob tensão. O ultimatum foi declarado e o alvo é o país que detém um importante ponto geopolítico e comercial. A nação ameaçada divulga que não tem medo e que vai revidar militarmente se sofrer uma invasão, seja ela aérea ou terrestre. Há uma radicalização política e ideológica dos dois lados. A população do país ameaçado acredita no governo local, que não se cansa de fazer propaganda de seus méritos e e de suas forças militares. Com isso, o nacionalismo é o motor da agitação nas cidades e os mais radicais dizem que defenderão o seu porto com o risco da própria vida. A democracia local é frágil. A série de tratados assinados com grandes potências garantem socorro caso haja agressão militar, segundo o país ameaçado.

A potência agressora justifica que a região alvo da disputa é importante para o seu comércio e que não abre mão de sua soberania. Os analistas internacionais não acreditam na eclosão de uma guerra. As ameaças são feitas há pelo menos dois anos, e na undécima hora se conseguiu uma saída e o conflito foi, pelo menos, adiado. Os analistas mais céticos dizem que a mobilização de uma força militar tão grande é uma evidência e que a guerra é inevitável. A potência agressora divulga por todo o mundo que a posse do porto estratégico é vital para sua
economia e que isso poderá dar um impulso em todo o continente. Diante do aumento da tensão mundial, várias nações recorrem à organização mundial, que já se mostrou enfraquecida por não ter conseguido impedir anexações de territórios e invasões em vários continentes.

O prazo final é 31 de agosto. A ditadura nazista que domina a Alemanha não abre mão de sua política conhecida como lebensraum, a política de espaço vital. O ditador Adolf Hitler
faz inflamados discursos e diz que a fronteira alemã vai até onde houver alemães. Vale para o porto de Dantzig, sob a administração da vizinha Polônia. Dantzig ou Gdansk?  O Reich teve sucesso com a anexação da Áustria, o Anschluss, e dos Sudetos da Tchecoslováquia.  As potências, em uma tentativa desesperada de impedir um novo conflito europeu, como ocorreu em 1914, concordaram com o avanço nazista. Mas agora não há como voltar atrás. Caso o Corredor Polonês e Dantzig sejam invadidos, não há alternativa se não sair em socorro da Polônia. Hitler faz um último ultimatum e, na madrugada do dia seguinte, primeiro de setembro de 1939, as tropas nazistas invadem o país vizinho e avançam em direção a Varsóvia.

Começa a Segunda Guerra Mundial e seus milhões de mortos.

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