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Alta de 42% no mercado de suplementos impulsiona soluções científicas para aumentar a eficiência

1 de Abril de 2026
Foto: Freepik
 

No embalo da expansão do setor, healthtechs e empresas de base tecnológica ganham espaço trazendo inovação; Yosen, de Ribeirão Preto-SP, desenvolve tecnologia para otimização da entrega de nutrientes

O mercado brasileiro de vitaminas e suplementos vive um momento de forte crescimento. Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o setor registrou alta de 42% em faturamento e 34% em unidades comercializadas, segundo levantamento da Interplayers, divulgado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). O avanço é puxado principalmente pelos multivitamínicos e reflete um consumidor cada vez mais atento à prevenção e à qualidade da suplementação.

Nesse cenário, empresas de base tecnológica avançam na aplicação de soluções voltadas a tornar a suplementação mais eficiente. Um dos exemplos é a Yosen, criada em 2022, que atua no desenvolvimento de sistemas lipídicos (também conhecidos como lipossomas) tecnologias voltadas à melhora da absorção de nutrientes. A empresa nasceu a partir de pesquisas conduzidas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) e evoluiu para soluções aplicadas ao mercado, mantendo uma colaboração contínua com instituições científicas e tendo na inovação seu principal diferencial competitivo.

“A demanda por suplementação mais eficiente e com maior respaldo científico cresce de forma consistente no Brasil. Nosso foco é desenvolver tecnologias que ampliem a absorção dos nutrientes e entreguem mais valor, além de apoiar médicos e nutricionistas na promoção da saúde e qualidade de vida”, afirma Gustavo Cadurin, CEO e fundador da Yosen.

Entre os principais ativos da empresa está a tecnologia Ydrosolv®, baseada em sistemas lipídicos que envolvem os nutrientes e potencializam sua biodisponibilidade no organismo, além de garantir maior estabilidade em comparação aos modelos tradicionais. A solução nasce da aplicação direta de pesquisa científica em produto, refletindo o avanço da transferência de tecnologia entre universidade e mercado no setor de saúde, com participação em projetos estruturados e apoio de agências de fomento como a FAPESP, a FINEP e o CNPq, além da colaboração com outras instituições de pesquisa.

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