Informes - GERAIS

Fábio Dom Príncipe retorna ao setor de beleza como conselheiro estratégico

26 de Fevereiro de 2026

Empreendedor retorna ao mercado em um momento de crescimento bilionário do setor, marcado por maior pressão por diferenciação, margem e consistência de marca

Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de beleza segue em crescimento acelerado. A expectativa é que o setor ultrapasse US$ 40 bilhões em faturamento até 2027, segundo projeção da consultoria Redirection International. O avanço acontece ao mesmo tempo em que o número de marcas aumenta, os canais se multiplicam e o consumidor passa a comparar mais antes de decidir.

Esse cenário ajuda a explicar por que Fábio Dom Príncipe voltou a atuar no setor de beleza em 2026, agora como conselheiro estratégico. O empreendedor passa a trabalhar ao lado de fundadores e CEOs de marcas de cosméticos, haircare, skincare e wellness, apoiando decisões ligadas à estrutura do negócio e à clareza de posicionamento.

Fábio ficou conhecido por sua atuação na construção de uma das maiores marcas digitais de cosméticos do país, desde a criação até a venda da empresa. Na nova etapa profissional, ele não assume funções operacionais, mas atua diretamente na análise de decisões que impactam crescimento, margem e coerência de marca.

Dados recentes ajudam a dimensionar a complexidade enfrentada pelas empresas do setor. Um estudo global da Criteo, com mais de 14 mil consumidores, mostra que o processo de compra em beleza deixou de ser linear. O tempo médio entre o primeiro contato com um produto e a conversão é de 18 dias, período em que o consumidor transita entre marketplaces, mecanismos de busca, redes sociais e lojas físicas.

Apesar disso, quase 90% dos compradores afirmam já ter adquirido um item no mesmo dia em que o conheceram. O comportamento exige que marcas sejam claras desde o primeiro contato, já que a decisão pode acontecer rapidamente ou se alongar por semanas, dependendo da confiança construída ao longo do caminho.

A pesquisa também indica que 66% dos consumidores comparam preços online, 53% leem avaliações e 52% usam o celular dentro da loja física antes de comprar. Quase metade segue o caminho conhecido como pesquisar online e comprar offline, enquanto 79% preferem avaliar produtos presencialmente antes da decisão final.

Foto: Divulgação

Para empresas que cresceram apoiadas em mídia paga e volume, esse tipo de jornada aumenta o grau de exposição. Comunicação inconsistente, discurso pouco claro e diferenciação frágil tendem a aparecer quando o consumidor passa a comparar mais e confiar menos em estímulos isolados.

Segundo Fábio, muitos negócios sentem esse impacto de forma direta. “O crescimento continua possível, mas a margem de erro diminuiu. Decisões que antes podiam ser empurradas agora voltam rápido na forma de custo, retrabalho ou perda de relevância”, afirma.

Outro dado relevante aparece no segmento premium. Consumidores desse grupo levam mais tempo para decidir, mas demonstram maior fidelidade depois da escolha. O estudo aponta que estratégias baseadas em conteúdo, segmentação e coerência entre canais são determinantes para manter esse público, o que pressiona marcas a alinhar discurso, produto e experiência.

Foto: Divulgação

Nos últimos anos, Fábio também estruturou iniciativas e investimentos por meio da Vision Prince Holding, ampliando sua atuação em negócios de diferentes estágios. A convivência com empresas em fases distintas reforçou uma leitura prática sobre onde o crescimento costuma falhar quando a estrutura não acompanha.

O retorno ao setor de beleza ocorre enquanto o mercado segue crescendo em tamanho e complexidade. Vender continua sendo necessário, mas já não resolve sozinho. A disputa passou a envolver consistência, clareza e capacidade de sustentar decisões quando o consumidor compara mais, espera mais e troca menos de marca.

Comentários
Assista ao vídeo