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A engrenagem invisível dos hospitais: como Dr.Tiago Macruz organiza equipes médicas em larga escala

28 de Janeiro de 2026

Por Julia Reyes

Foto: Divulgação

Num hospital, a medicina não “acontece” apenas na beira do leito. Ela depende de um sistema invisível e decisivo de gestão de recursos médicos: a capacidade de organizar equipes, garantir cobertura assistencial, formar líderes, padronizar processos e sustentar qualidade e segurança em escala. É justamente nessa engrenagem que atua Dr.Tiago Macruz, médico anestesiologista com atuação internacional, Assistant Professor na University of Miami e fundador da Performa Saúde, empresa multiespecialidades focada na gestão de recursos médicos para instituições públicas, privadas e operadoras de saúde.

Na prática, esse tipo de liderança define se pronto-socorros mantêm fluxo, UTIs operam com estabilidade e serviços inteiros resistem a picos de demanda, falta de profissionais ou mudanças rápidas de protocolo. Ao longo dos últimos cinco anos, a Performa Saúde consolidou uma atuação em larga escala com mais de 3.000 médicos associados e estruturou frentes que vão de gestão de equipes e alocação de profissionais à criação de departamentos Científico, Educacional e de Qualidade, voltados a padronização, segurança assistencial e boas práticas.

Outro desafio central é o desenvolvimento de carreira médica, especialmente em sistemas fragmentados e com alta rotatividade. Muitos hospitais e instituições precisam de coordenadores, chefes de serviço e lideranças intermediárias, mas nem sempre têm mecanismos para identificar talentos, preparar médicos para funções de gestão ou criar trilhas claras de crescimento. Sem essa estrutura, a liderança tende a ser improvisada: profissionais excelentes clinicamente acabam assumindo cargos de coordenação sem treinamento, e a operação se torna refém de “heróis” individuais, em vez de processos sustentáveis.

A criação e coordenação de departamentos internos como Científico, Educacional e de Qualidade surge justamente como resposta a esse cenário. Um departamento educacional, por exemplo, pode transformar treinamento em rotina, e não em evento pontual; fortalecer integração de novos profissionais; criar ciclos de atualização e mentoria; e consolidar uma cultura de boas práticas. Já o científico conecta assistência à produção de conhecimento, estimulando protocolos, estudos e publicações, além de organizar dados e indicadores clínicos. O departamento de qualidade, por sua vez, atua como o “sistema imunológico” do serviço: padroniza processos, implementa medidas de segurança, reduz variabilidade e sustenta melhoria contínua.

Esse conjunto de desafios envolvendo pessoas, carreira, processos e cultura, está no centro da atuação do Dr.Tiago Macruz junto a Performa Saúde, onde o trabalho passa por frentes que refletem a complexidade real do sistema com foco em padronização, segurança assistencial e boas práticas.

Segundo Dr.Tiago: “quando a escala cresce, o que funciona “no improviso” deixa de funcionar  e a gestão precisa ser método”.

Um exemplo concreto de liderança em cenário-limite aparece na experiência do Dr.Tiago durante a pandemia, quando atuou como coordenador/chefe médico de uma UTI Covid de grande porte, com aproximadamente 300 leitos de terapia intensiva.

Em situações assim, gestão de recursos humanos e protocolo clínico deixam de ser “apoio” e passam a ser parte do cuidado: a estabilidade de escalas, a organização de fluxos, a tomada de decisão rápida e a padronização do que deve ser feito  e por quem, definem a capacidade de resposta do serviço.

Já no ambiente acadêmico e hospitalar dos Estados Unidos, sua atuação como Assistant Professor inclui ensino, mentoria, coordenação de pesquisa clínica e desenvolvimento de protocolos e padronização de procedimentos, conectando educação médica e melhoria do cuidado em instituições de alta complexidade.

É uma perspectiva que reforça um ponto essencial para gestores de recursos médicos: qualidade não se sustenta apenas com boa intenção: ela precisa de treinamento contínuo, protocolos claros, revisão de processos e indicadores que orientem decisões.

Na prática, os resultados positivos esperados de uma gestão médica bem estruturada aparecem em três níveis. No nível assistencial, a padronização de fluxos e escalas melhora previsibilidade e continuidade do cuidado, reduzindo rupturas no atendimento. No nível organizacional, a formação de lideranças intermediárias cria autonomia operacional: o serviço não depende de uma pessoa, mas de um sistema. E no nível cultural, departamentos educacional, científico e de qualidade ajudam a transformar “regras” em prática gerando alinhamento entre equipes, segurança e maturidade institucional. A trajetória do Dr. Tiago Macruz e a proposta da Performa Saúde se inserem exatamente nesse ponto: traduzir complexidade em organização, e organização em assistência melhor e mais segura.

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