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Esportes que estão crescendo no Brasil e podem virar febre até 2030

26 de Janeiro de 2026
Foto: Pixabay

O esporte brasileiro sempre teve um protagonista claro: o futebol. Ele concentra audiência, investimento, cobertura diária e interesse popular como nenhuma outra modalidade. Ainda assim, nos últimos anos, o cenário começou a se diversificar. Novos esportes passaram a ocupar espaços antes impensáveis, impulsionados por mudanças culturais, presença olímpica e novas formas de consumo esportivo.

Esse movimento acontece em paralelo a um público que segue acompanhando majoritariamente o futebol, mas que começa a abrir espaço para outras modalidades, seja em transmissões digitais, eventos urbanos ou competições internacionais. Mesmo em um cenário em que o futebol concentra atenção, audiência e conversa diária, muitos torcedores acompanham jogos e campeonatos de forma contínua e, nesse consumo rotineiro de esporte, acabam utilizando opções como código promocional Novibet, enquanto seguem partidas e grandes eventos.

Basquete 3×3, BMX, ciclismo urbano, skate e até esportes eletrônicos ligados à performance física ainda estão longe do espaço midiático do futebol, mas apresentam sinais claros de expansão. Olhando para a próxima década, essas modalidades têm potencial para se consolidar e ganhar protagonismo no esporte brasileiro.

Basquete 3×3: dinamismo e linguagem urbana

O basquete 3×3 cresceu de forma consistente após sua estreia olímpica. Com partidas rápidas, regras simples e forte apelo urbano, a modalidade encontrou um público que se identifica com formatos mais curtos e intensos. No Brasil, o esporte passou a ganhar visibilidade em eventos de rua, circuitos independentes e transmissões digitais.

A estrutura enxuta facilita a prática e a organização de torneios, algo essencial para expansão nacional. Diferente do basquete tradicional, o 3×3 exige menos atletas, menos espaço e menos tempo, o que o torna mais acessível para projetos sociais e competições urbanas.

Com a consolidação olímpica e o crescimento de atletas brasileiros no circuito internacional, o basquete 3×3 tem tudo para se firmar como uma alternativa real de entretenimento esportivo nos próximos anos.

BMX e ciclismo urbano: esporte, cidade e identidade jovem

O BMX viveu uma explosão de visibilidade após as Olimpíadas, principalmente nas provas de freestyle. No Brasil, o crescimento está diretamente ligado à cultura urbana, às pistas públicas e à ocupação de espaços da cidade. É um esporte que dialoga com juventude, estilo de vida e identidade visual forte.

O ciclismo urbano segue a mesma lógica. Mais do que competição, ele se conecta com mobilidade, sustentabilidade e cultura de rua. Eventos, desafios e circuitos urbanos ajudam a popularizar a modalidade, criando uma base de praticantes cada vez maior.

Embora ainda distante da mídia tradicional, o BMX e o ciclismo urbano crescem de forma orgânica, sustentados por comunidades ativas e presença constante nas redes sociais, o que tende a acelerar sua popularização até 2030.

Esports ligados à performance física: a nova fronteira

Quando se fala em esports, o imaginário popular ainda está fortemente associado a jogos competitivos tradicionais, como Counter-Strike, League of Legends ou Valorant, nos quais o desempenho físico é secundário em relação à tomada de decisão e reflexo. No entanto, um novo segmento começa a ganhar espaço justamente por romper com essa lógica, unindo competição digital e exigência física real.

Um dos exemplos mais claros é o simulador de ciclismo competitivo, como o Zwift, que transformou o ciclismo indoor em esporte eletrônico organizado. Atletas competem em ambientes virtuais, mas o desempenho é determinado por potência real, resistência física e estratégia, não apenas por comandos. Competições oficiais já contam com federações, transmissões e rankings internacionais.

Outro caso semelhante aparece em simulações de remo indoor, utilizadas por ligas universitárias e competições internacionais, onde o atleta precisa produzir esforço físico mensurável para avançar no ambiente digital. Aqui, o jogo funciona como plataforma competitiva, mas o corpo é o principal motor da performance.

Também ganham espaço experiências competitivas em realidade virtual, especialmente em modalidades que envolvem movimento contínuo, coordenação e resistência. Jogos de boxe, dança e esportes híbridos começam a ser explorados em torneios experimentais, principalmente fora do circuito tradicional de esports, aproximando esse segmento do esporte de alto rendimento.

No Brasil, esse tipo de modalidade ainda está em fase inicial, mas encontra terreno fértil em academias, centros de treinamento e eventos que unem esporte, tecnologia e experiência física. Diferente dos esports tradicionais, o crescimento aqui não passa apenas por audiência online, mas pela vivência prática, o que pode ampliar o público e criar um novo nicho esportivo até 2030.

Skate pós-olímpico: da rua ao alto rendimento

O skate talvez seja o exemplo mais claro de um esporte que rompeu barreiras. Após a entrada no programa olímpico, a modalidade ganhou visibilidade inédita no Brasil, sem perder sua essência urbana. O país passou a ser referência mundial, tanto em atletas quanto em cultura.

Pistas públicas, eventos nacionais e presença constante em grandes competições ajudaram a consolidar o skate como algo além de uma tendência passageira. A modalidade hoje transita entre alto rendimento e prática cotidiana, alcançando públicos diversos.

Com base jovem sólida, atletas reconhecidos e espaço cultural próprio, o skate tem todos os elementos para seguir crescendo e se manter relevante na próxima década.

Um cenário mais plural no esporte brasileiro

O futebol seguirá dominante no Brasil por muito tempo. No entanto, o crescimento dessas modalidades indica um cenário esportivo mais plural, onde diferentes esportes encontram seu público e constroem relevância própria. Até 2030, a tendência é que basquete 3×3, BMX, skate e esportes híbridos ganhem mais espaço, especialmente entre jovens e no ambiente digital.

Não se trata de substituir o futebol, mas de ampliar o repertório esportivo do país. E, aos poucos, esses esportes deixam de ser nicho para se tornarem parte do cotidiano esportivo brasileiro.

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