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| Créditos: Guilherme Sircili |
O Cristo de 15 metros de altura, construído em 2002 e localizado na entrada da Pedreira Said e da Construtora Said, às margens da Rodovia SP-255 Km 4, s/nº Zona Rural, Ribeirão Preto, e a fachada do Theatro Pedro II, monumento de 1930, cartão postal e patrimônio cultural de Ribeirão Preto, serão iluminados na cor roxa em apoio à campanha nacional “Todos contra a Hanseníase”, da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH). A iluminação especial fica até o dia 31 de janeiro.
Lançada há dez anos em Ribeirão Preto, a campanha é parceira oficial do NTD World Day (Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas), ação global de combate às doenças negligenciadas. “A iluminação de monumentos é estratégia poderosa para ampliar a visibilidade de temas sensíveis como a hanseníase e combater o estigma”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marco Andrey Cipriani Frade. As ações locais somam-se à inauguração da iluminação da fachada do Palácio do Planalto que também apoia a campanha “Todos contra a Hanseníase”.
“A campanha de conscientização sobre essa doença que consta na lista mundial das negligenciadas é uma oportunidade de abraçarmos causas sociais e mostrar nossa solidariedade, como empresa e como cidadãos, a temas que pedem debate e esclarecimento” diz Isabella Said Brunelli, diretora jurídica do Grupo Said.
“O Theatro Pedro II é um espaço de cultura, mas é também espaço vivo de inclusão, educação e transformação social, por isso dialogamos permanentemente com a sociedade não apenas no palco, mas com toda nossa estrutura”, diz a presidente da Fundação D. Pedro II, Flavia Chiarello.
O Brasil é o 2° país com mais casos de hanseníase (atrás da Índia), porém, já é o 1° em taxa de detecção (quantidade de novos diagnósticos a cada grupo de 100 mil habitantes. O Brasil também concentra 90% dos casos de hanseníase das Américas. A doença tem cura: é transmitida por um bacilo que agride os nervos e pode causar sequelas irreversíveis, porém, em tratamento, a transmissão é interrompida.
A Sociedade Brasileira de Hansenologia elaborou um documento de cerca de 40 páginas para as Nações Unidas listando todos os tipos de preconceito contra pessoas diagnosticadas com a doença. Especialistas da sociedade médica alertam que um dos entraves para a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública é o preconceito. “Muitas pessoas não aceitam o diagnóstico, crianças são afastadas da escola, profissionais perdem seus empregos e pessoas são afastadas da família, mas convivemos diariamente com inúmeras doenças sem essa carga de preconceito – pessoas em tratamento podem conviver socialmente sem risco aos contatos”, explica Cipriani Frade.