Cultura - Música

“Djavan – O retorna ao Rio de Janeiro em novo palco, no Teatro Claro Mais

12 de Janeiro de 2026

Estreia no dia 17 de janeiro em São Paulo no Mi Teatro o espetáculo “Meus Olhos” protagonizado pelos atores Carlos Marinho e Cilene Guedes com texto e direção de João Cícero, após temporadas no Rio de Janeiro

Créditos: Jode Dion

Quanta realidade cabe dentro de um dia no cotidiano de um casal marginalizado e fictício? E se este dia é marcado pela profunda incerteza do amanhã? Que natureza de amor subsiste quando a dureza da vida suplanta qualquer fantasia romântica? Ao investigar algumas dessas hipóteses, o espetáculo “Meus Olhos” alça ao protagonismo personagens subalternizados pelo Estado e historicamente ignorados pela indústria cultural.

“Meus Olhos” é a narrativa de um dia na vida de Alcina e Ednaldo. Ela trabalhadora, mãe de um filho presidiário que retornará à liberdade no dia seguinte. Ele, 20 anos mais jovem, melhor amigo do enteado que ignora sua relação de oito anos com a mãe, iniciada sob a dor descomunal da prisão do filho. Ela, ainda, trabalhadora doméstica convertida em cuidadora de um idoso, viúva na juventude, alvo do preconceito do entorno com sua vida amorosa. Ele, também, abandonado pelos pais, criado por vizinhos, resiste às limitações impostas pela deficiência visual grave que se instalou na infância e não cessa de piorar. As escolhas da trama fogem do amor romântico e de clichês. O erotismo e o amor instauram-se sob a sombra do medo e necessidade de cuidar e ser cuidado.

Esse dia à espera de um amanhã violento, incerto como a aceitação do filho assassino, é tecido a partir de muitas realidades. “Meus Olhos” foi criado a partir de uma pesquisa etnográfica extensa e da vivência de seu autor e diretor, João Cícero Bezerra, como docente no território-cenário, na cidade de São Gonçalo.

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: João Cícero

Elenco: Carlos Marinho e Cilene Guedes

Direção de arte: Ticiana Passos

Iluminação: Lara Aline

Adaptação de luz: Iohann Iori

Trilha sonora: Márcio Pizzi

Fotos: Jode Dion

Produção local e assessoria de imprensa: Fabio Camara

Direção de produção: João Cícero

SERVIÇO:

LOCAL: Mi Teatro, Rua Pamplona 310 - Bela Vista. 54 lugares.

DATA: 17/01 até 01/02 (Sábado 20h e Domingo 19h).

INGRESSOS: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

VENDAS PELA INTERNET: https://bileto.sympla.com.br/event/114990/d/358876/s/2426238

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

EQUIPE:

João Cícero Bezerra é dramaturgo, diretor, historiador da Arte, da Cultura e do Teatro. Pós-doutorando do PPGHA-UERJ; Pós-Doutor em Artes Cênicas pelo programa de Pós-Graduação da UNIRIO (2015-2017/2021-2022); Doutor em Artes pelo PPGARTES-UERJ (2023); Doutor em História Social da Cultura pela PUC-RIO (2015), Bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO; atua como docente em Ensino Superior há mais de quinze anos. Trabalha como professor universitário: SENAI-CETIQT (2008-2019), CAL (2016-2022), Cesgranrio (2018- até hoje). Trabalha como professor de teatro na educação básica: Prefeitura do Rio (2000-até hoje), Prefeitura de São Gonçalo (2021-até hoje).  É colaborador da revista Questão de Crítica. Fez como diretor e dramaturgo as peças: “Menininha”, (2010), “Sexo Neutro” (2015), sendo indicado como melhor autor para os prêmios Questão de Crítica e Cesgranrio, “Batistério” (2017), “Ossos ou O Salto de Prometeu” (2018), “Meu Coração” (2022), prêmio de melhor autor FETAERJ 2023, “Um Dia Feliz” (2023) e “Três Asas: Fim de Voo” (2023), “Meus Olhos” (2024).   Lançou em 2023 o livro MONÓLOGOS INFORMES pela EDITORA NUMA, com lançamento na ABRACE/2024 e na FLIP/2024. É coordenador do curso de Licenciatura da Faculdade Cesgranrio desde 2018.

Cilene Guedes é atriz de teatro e musicais, dramaturga e produtora. Em 2024, atua em “Meus Olhos” (texto e dir. de João Cícero), “A Lira dos 20 anos – O Musical” (dir. de Menelick de Carvalho), “Amor e Corrupção – o caso Richthofen” (texto e dir. de Caio Godard), "Furdunço do Fiofó do Judas" (Prêmio de Humor 2019 e Prêmio Musical. Rio Bis 2020 - em circulação há 5 anos).  Integrou o elenco da novela das 18h da TV Globo “Garota do Momento”. No audiovisual, participou de “Farofeiros 2”, que levou mais de 1,8 milhão de espectadores aos cinemas em 2024; e está na série “Sambinha”, com lançamento previsto para 2025. Escreveu e atuou em "Narcisa" (2023), com direção de Joana Lebreiro e texto publicado pela editora Funilaria. Protagonizou a montagem de "Quase Normal" dirigida em 2022 por João Gofman. Indicada a melhor atriz coadjuvante no Fita 2018 por Elizeth, a Divina (2018-2021), com direção de Sueli Guerra. Produziu e atuou em "O Inspetor Geral - Um Musical", de Vitor Louzada e André Poyart (2023). Também atuou em "Yank!" (2018-2019) e "Tolstórias" (2019-2020), com direção de Menelick de Carvalho, e em "Meu pai é um Homem Pássaro" (2022), dirigido por Ju Terra. Estreou no teatro em 2011, no musical "Emilinha e Marlene", de Thereza Falcão e Julio Fischer. Escreveu "Panspermia", monólogo interpretado por Vitor Louzada, outra direção de Sueli Guerra (2021-2023). É autora de "Jumbo" (2011-2015), espetáculo dirigido por Joana Lebreiro.

Carlos Marinho é ator de teatro e natural do Rio de Janeiro. Em 2024, atua em “Meus Olhos” (texto e dir. de João Cícero) e “Fortaleza” (dir. de Daniel Dias da Silva). Estreou o monólogo "3 Asas - Fim de Voo" (2023), com texto e direção de João Cícero.  Em 2022 atuou no espetáculo "Seus Pêsames", com direção de Audrei Andrade e baseado na obra de Jorge Andrade. Atuou em "Meu coração", escrito e dirigido em 2021 por João Cícero. Em 2020 atuou em "A Tempestade", texto de Shakespeare e direção de Marise Duarte em curta temporada na Sede das Cias-RJ. Também atuou na performance "Caminhos - uma intervenção Urbana" (2019), junto à Cia Enviezada, onde apresentou no Festival MAPAS nas Ilhas Canárias e no Festival Sesc de Inverno do mesmo ano. Estreou no teatro em 2018, no espetáculo "Deflora-te", de Gabriela Linhares, baseado na obra "O Balcão" de Jean Genet.

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