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| Foto: Divulgação |
Durante a ProWine, conversei com Aline Mabel, CEO da vinícola de Jacutinga (MG), sobre os rótulos premiados, os diferenciais da produção e os planos para o enoturismo.
Durante a ProWine, tive a oportunidade de conversar com Aline Mabel, CEO da Vinícola Rio Manso, e conhecer de perto um projeto que aposta na autenticidade e na inovação para conquistar espaço no mercado de vinhos brasileiros.
Instalada em Jacutinga, na Serra da Mantiqueira, a vinícola combina vitivinicultura de altitude, pesquisa do terroir e cortes autorais. Com uma propriedade de 82 hectares, dos quais 11 são destinados aos vinhedos, a Rio Manso busca ir além da produção de vinhos, integrando natureza, gastronomia e experiências.
Vinhos que fogem do óbvio - Um dos destaques do nosso bate-papo foi a proposta enológica da vinícola, que explora diferentes castas e combinações, ampliando as possibilidades dos vinhos de altitude da região.
O portfólio reúne variedades como Pinot Noir, Chardonnay, Viognier, Cabernet Franc e Syrah. Entre os rótulos está o Olhar da Onça, corte de Syrah, Cabernet Franc e Viognier, que representa a proposta de desenvolver vinhos com identidade própria.
A seleção inclui também o Dança do Tangará, rosé de Syrah, Pinot Noir e Chardonnay; o Voo do Tucano, Syrah; o Passo da Seriema, corte de Pinot Noir e Cabernet Franc; o Sombra do Jequitibá, corte de Chardonnay e Viognier; o Visita do Lobo, Syrah; e o Rastro da Urutu, Cabernet Franc.
A identidade dos rótulos é inspirada na fauna local, com nomes que evocam imagens e movimentos da natureza. A proposta combina uma apresentação autoral com o estudo das características do solo e do clima. Para aprofundar esse conhecimento, a propriedade conta com uma calicata, que permite observar os diferentes horizontes do solo e orientar as decisões de manejo dos vinhedos.
Conhecimento técnico e reconhecimento internacional- À frente do projeto está Aline Mabel, doutora em Viticultura, com formação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pela Università di Bologna, na Itália. Com certificação WSET nível 3, ela integra a diretoria da Associação Brasileira de Enologia (ABE) e da Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (ANPROVIN).
Sua atuação reúne conhecimento técnico, gestão e posicionamento de marca, com foco na integração entre produção, sustentabilidade e valorização do terroir.
Outro ponto que chamou minha atenção foi saber que os vinhos da Rio Manso já conquistaram medalhas no Decanter World Wine Awards e no Vinalies Internationales, concursos internacionais que reúnem rótulos de diferentes regiões produtoras. O reconhecimento chega antes mesmo da abertura da propriedade para visitação e marca uma etapa importante na trajetória da vinícola.
Enoturismo previsto para 2027
A Rio Manso também prepara uma nova etapa: a inauguração de sua estrutura de enoturismo, prevista para janeiro de 2027. A proposta inclui visitas aos vinhedos, degustações conduzidas e experiências que integrem vinho, gastronomia e natureza.
Enquanto desenvolve essa estrutura, a vinícola já inaugurou seu espaço para eventos e celebrações, destinado a casamentos, aniversários, bodas, encontros gastronômicos e eventos privados.
A intenção é transformar a propriedade em um destino onde o vinho seja o ponto de partida para experiências que valorizem a paisagem e a hospitalidade da Serra da Mantiqueira.
Foi uma satisfação conversar com Aline Mabel durante a ProWine e conhecer os planos da Vinícola Rio Manso. Com vinhos autorais, reconhecimento internacional e um projeto que une natureza e enoturismo, a marca inicia sua trajetória buscando construir uma identidade própria na vitivinicultura brasileira.
SERVIÇO
Vinícola Rio Manso
Localização: Serra da Mantiqueira, Jacutinga (MG)
Instagram: @vinicolariomanso
Enoturismo: inauguração prevista para janeiro de 2027.
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