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Reforma Tributária, marketing digital e descontos mudam decisões de empresas e consumidores em 2026

9 de Setembro de 2026

De um lado, empresas revisam impostos, aquisição de clientes e investimentos em comunicação. Do outro, consumidores estão mais atentos ao preço final e às oportunidades de economizar. Em 2026, proteger margem deixou de ser apenas uma questão financeira e passou a envolver praticamente todas as decisões de um negócio.

Foto: Divulgação/ GPT IMG

A reta final de 2026 está colocando uma palavra no centro das decisões de empresários e consumidores brasileiros: margem.

Para as empresas, preservar margem significa entender quanto realmente sobra depois de impostos, aquisição de clientes, despesas operacionais, fornecedores e investimentos necessários para continuar crescendo. Para o consumidor, a lógica aparece de outra forma: comparar preços, procurar descontos e tentar fazer o orçamento render mais antes de concluir uma compra.

Essa aproximação entre os dois lados do mercado ajuda a explicar por que assuntos aparentemente diferentes — Reforma Tributária, marketing digital, publicidade na advocacia e cupons de desconto — passaram a fazer parte de uma mesma discussão sobre eficiência.

Setembro tornou esse debate ainda mais atual.

A Receita Federal estabeleceu o período de 1º a 30 de setembro de 2026 para decisões importantes relacionadas ao Simples Nacional e à forma de recolhimento do IBS e da CBS em 2027. Empresas que pretendem ingressar no Simples no próximo ano precisam observar a nova janela, enquanto negócios já enquadrados no regime devem avaliar, conforme sua situação, se mantêm IBS e CBS no recolhimento unificado ou se escolhem o regime regular para esses tributos.

Na prática, a discussão tributária se conecta a uma transformação muito maior. Em um mercado no qual cada ponto percentual pode influenciar o resultado, eficiência deixou de significar simplesmente “gastar menos”. O desafio passou a ser usar melhor cada recurso disponível.

Reforma Tributária coloca a margem das pequenas empresas sob nova análise

As mudanças relacionadas ao Simples Nacional são um dos exemplos mais concretos dessa nova realidade.

Até recentemente, muitos pequenos empresários estavam habituados a pensar na escolha do regime tributário como uma decisão relativamente distante das estratégias comerciais. A Reforma Tributária sobre o consumo tende a tornar essa análise mais integrada.

A Receita Federal explica que empresas já optantes pelo Simples poderão permanecer com CBS e IBS dentro da guia unificada ou optar pelo chamado modelo híbrido, no qual continuam no Simples para os demais tributos, mas recolhem IBS e CBS pelo regime regular, fora da guia única. A opção realizada em setembro de 2026 produzirá efeitos no primeiro semestre de 2027.

Não existe, porém, uma resposta universal sobre qual caminho será melhor.

Uma decisão dessa natureza pode depender da composição das receitas, dos custos, da margem operacional, da possibilidade de geração e aproveitamento de créditos, do perfil dos clientes e até dos efeitos sobre o fluxo de caixa.

Uma empresa que vende majoritariamente para consumidores finais pode ter características muito diferentes de outra cuja receita depende de negócios realizados com pessoas jurídicas.

Por isso, a Reforma Tributária também eleva a importância da contabilidade como instrumento de planejamento — e não apenas como mecanismo para cumprimento de obrigações.

Meu Contador Online alerta empresas para janela decisiva de setembro

É nesse contexto que o meucontadoronline chama a atenção de pequenos empresários para o período entre 1º e 30 de setembro de 2026, considerado decisivo para escolhas que poderão produzir efeitos a partir de 2027.

Segundo informações da própria empresa, o Meu Contador Online (MCO) atende cerca de 4,7 mil empresas ativas distribuídas por 558 municípios brasileiros, das quais 3.943 estão atualmente enquadradas no Simples Nacional.

Diante das mudanças, a empresa estruturou um trabalho de orientação e análise da própria base de clientes para identificar qual cenário pode fazer mais sentido em cada caso.

A preocupação envolve dois grupos principais. O primeiro reúne negócios que pretendem ingressar no Simples Nacional em 2027. O segundo é formado por empresas que já estão no regime, mas precisam avaliar se desejam recolher IBS e CBS dentro da sistemática unificada ou pelo regime regular, fora do DAS.

Para o primeiro semestre de 2027, essa escolha poderá produzir diferenças que vão além do valor nominal do imposto.

Entre os pontos que merecem ser avaliados estão:

  • faturamento e projeção de receita;

  • margem de lucro;

  • estrutura de custos;

  • créditos tributários;

  • perfil dos fornecedores;

  • concentração de clientes;

  • vendas para outras empresas;

  • impacto no fluxo de caixa;

  • reflexos da escolha tributária sobre a competitividade.

A própria Receita Federal recomenda uma avaliação cuidadosa, destacando que a decisão sobre IBS e CBS pode afetar fluxo de caixa, relacionamento comercial, aproveitamento de créditos na cadeia produtiva e estratégia do negócio.

Isso ajuda a explicar por que deixar a análise apenas para 2027 pode ser um erro estratégico.

O movimento reforça uma mudança importante na gestão das pequenas empresas: contabilidade, tributação, precificação e estratégia comercial estão cada vez menos separadas.

Uma mudança tributária que altera o caixa pode exigir revisão de preços. Uma alteração de preço pode modificar a conversão de vendas. E uma conversão menor pode elevar o peso relativo do custo de aquisição de clientes.

É justamente aí que tributação e marketing começam a ocupar a mesma planilha.

Agencia de marketing digital ganha importância quando cada cliente precisa gerar mais resultado

Quando a pressão sobre a margem aumenta, simplesmente conquistar mais tráfego deixa de ser suficiente.

As empresas passam a observar quanto custa gerar cada oportunidade, quais canais realmente contribuem para receita, quais campanhas desperdiçam orçamento e quanto valor um cliente produz ao longo do relacionamento com a marca.

Nesse cenário, trabalhar com uma Agencia de marketing digital pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de eficiência, principalmente quando a atuação conecta aquisição de tráfego, conteúdo, posicionamento, conversão e mensuração de resultados.

A mudança de mentalidade é importante.

Durante anos, algumas empresas avaliaram marketing principalmente por indicadores isolados: número de seguidores, acessos ao site, alcance de uma publicação ou quantidade de cliques.

Esses dados continuam úteis, mas o ambiente competitivo exige perguntas adicionais.

Quanto custou transformar o clique em oportunidade?

Quantas oportunidades realmente viraram vendas?

Qual canal trouxe clientes mais rentáveis?

Quanto da receita voltou a ser consumido pelo custo para adquirir aquele cliente?

Há demanda orgânica sendo construída ou a empresa depende permanentemente de mídia paga?

Essas perguntas aproximam marketing de gestão financeira.

Em um cenário de margens pressionadas, o melhor canal não é necessariamente aquele que produz o maior volume bruto de acessos. Pode ser aquele que entrega melhor relação entre custo, intenção do público e capacidade de conversão.

Também aumenta a importância dos ativos próprios.

Um site bem estruturado, conteúdos úteis, presença consistente nos mecanismos de busca, base de clientes e construção de autoridade podem reduzir a dependência de uma única fonte de tráfego.

O objetivo deixa de ser simplesmente “aparecer mais” e passa a ser transformar visibilidade em crescimento economicamente sustentável.

Marketing jurídico mostra que crescer também exige respeitar limites específicos de cada mercado

A busca por eficiência digital ganha uma camada adicional em setores regulados.

Na advocacia, por exemplo, aumentar a presença online não significa utilizar indiscriminadamente as mesmas técnicas comerciais empregadas por empresas de varejo.

O Marketing jurídico exige planejamento específico porque a comunicação de advogados e escritórios está sujeita às normas éticas da profissão.

O Provimento nº 205/2021 da Ordem dos Advogados do Brasil permite o marketing jurídico, mas determina que ele respeite o Estatuto da Advocacia, o Código de Ética e as limitações estabelecidas pela própria regulamentação. A publicidade profissional deve manter caráter informativo, além de observar critérios de discrição e sobriedade.

A norma também estabelece limites para práticas capazes de caracterizar captação indevida de clientela ou mercantilização da profissão.

Isso cria um desafio particular.

Um escritório precisa ser encontrado pelas pessoas que pesquisam determinado assunto jurídico, demonstrar conhecimento e construir reputação digital sem transformar a comunicação em uma promessa de resultado ou em publicidade incompatível com as regras profissionais.

Nesse ambiente, conteúdo informativo ganha relevância.

Explicar mudanças legislativas, responder dúvidas recorrentes, organizar informações complexas e produzir materiais úteis pode contribuir para a presença digital ao mesmo tempo em que preserva o caráter educativo da comunicação.

A própria regulamentação da OAB reconhece o marketing de conteúdo jurídico como estratégia voltada à divulgação de informações jurídicas e à consolidação profissional, dentro dos limites éticos previstos.

O exemplo da advocacia mostra algo importante sobre o mercado digital de 2026: eficiência não significa copiar uma fórmula universal.

Uma estratégia precisa considerar setor, público, regras, jornada de decisão e objetivos econômicos.

Otimização para motores generativos (GEO) amplia a disputa por visibilidade na era da inteligência artificial

A maneira como as pessoas encontram empresas, produtos e informações na internet está passando por uma mudança estrutural. Durante anos, boa parte da estratégia de visibilidade digital esteve concentrada em conquistar posições no Google e transformar essas posições em cliques. Com a expansão de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e das próprias experiências generativas incorporadas à Pesquisa Google, uma parcela das jornadas começa a incluir outro comportamento: perguntar diretamente a uma inteligência artificial e receber uma resposta sintetizada antes mesmo de visitar um site.

Essa transformação colocou em evidência a otimização para motores generativos (GEO), abordagem voltada a aumentar a capacidade de uma marca, empresa ou conteúdo ser compreendido, associado corretamente ao seu campo de atuação e potencialmente utilizado como fonte ou referência por sistemas generativos.

A mudança não significa que o SEO tradicional tenha perdido importância. Pelo contrário. Em suas orientações mais recentes para recursos generativos da Pesquisa, o Google reforça que as práticas fundamentais de SEO continuam relevantes para experiências como AI Overviews e AI Mode. Conteúdo útil e original, páginas acessíveis aos mecanismos de busca, boa experiência técnica e informações claras continuam formando a base da descoberta digital.

O que muda é a amplitude do objetivo.

No SEO tradicional, uma empresa normalmente acompanha posições, impressões, cliques, tráfego orgânico e conversões. No ambiente generativo, surge uma camada adicional: a capacidade de uma marca aparecer dentro da resposta, ser reconhecida como entidade relevante ou servir como fonte para a construção daquela resposta.

Isso exige uma estratégia menos dependente da repetição de palavras-chave e mais baseada em clareza semântica, autoridade temática e informação verificável.

Uma empresa precisa deixar suficientemente claro na web quem é, o que faz, em quais temas possui experiência e quais evidências sustentam essa autoridade. Conteúdos aprofundados, dados próprios, pesquisas, documentação, páginas institucionais consistentes, citações em fontes independentes e menções editoriais podem ajudar a formar esse contexto.

A própria lógica apresentada pela Backlinks Global para SEO + GEO combina conteúdo, excelência técnica e construção de autoridade, com atenção a fatores como fontes confiáveis, estrutura semântica, dados estruturados, backlinks e consistência das menções da marca.

Existe ainda um ponto importante: GEO não deve ser confundido com uma fórmula para “manipular respostas de IA”. O Google atualizou suas políticas para deixar explícito que tentativas de manipular respostas generativas também podem se enquadrar em práticas de spam.

A abordagem sustentável, portanto, tende a seguir o caminho oposto: produzir informação que mereça ser encontrada e citada.

Isso pode envolver responder perguntas de maneira objetiva, aprofundar assuntos em que a empresa realmente possui conhecimento, manter informações factualmente consistentes em diferentes páginas e fortalecer a presença da marca em fontes externas relevantes. Dados originais e informações que acrescentam algo novo ao que já existe na internet também ganham importância em um ambiente no qual sistemas de IA precisam selecionar poucas fontes entre milhares de páginas semelhantes.

Para empresas que já investem em marketing digital, a consequência é significativa. A disputa por atenção não acontece mais apenas na página clássica de resultados.

Uma mesma marca pode precisar ser encontrada em uma pesquisa tradicional, reconhecida em uma resposta generativa, citada em uma comparação feita por uma IA e posteriormente pesquisada diretamente pelo consumidor.

Isso aproxima SEO, GEO, relações públicas digitais, construção de autoridade e estratégia de marca.

Em vez de substituir uma disciplina pela outra, o movimento aponta para uma integração: ser tecnicamente acessível aos mecanismos de busca, editorialmente relevante para pessoas e suficientemente confiável e contextualizado para sistemas de inteligência artificial.

Em um mercado no qual empresas já disputam cada ponto de margem, essa nova camada de visibilidade pode se tornar mais uma variável estratégica. A questão deixa de ser apenas “minha empresa aparece no Google?” e passa a incluir uma segunda pergunta cada vez mais relevante: quando alguém pede uma recomendação à inteligência artificial, minha marca faz parte do universo de informações que ela consegue encontrar, compreender e considerar?

Cupons de desconto Shein refletem uma compra cada vez mais planejada no comércio eletrônico

O comportamento se torna especialmente visível nas grandes plataformas de comércio eletrônico e moda.

Quem pesquisa Cupons de desconto Shein normalmente já avançou além da fase inicial de descoberta de um produto. Em muitos casos, a intenção está próxima da decisão de compra e o consumidor procura reduzir o custo final antes de concluir o pedido.

Essa etapa final ganhou importância porque o comprador digital aprendeu que o primeiro preço visualizado nem sempre é a última variável da compra.

Além do valor do produto, podem entrar na conta condições promocionais, frete, quantidade de itens, regras específicas de determinado cupom e eventual valor mínimo para utilização.

Por isso, uma compra realmente econômica depende de comparação.

Um desconto maior pode não representar a melhor escolha quando exige a inclusão de produtos desnecessários no carrinho. Da mesma maneira, aumentar o valor do pedido apenas para atingir determinada condição promocional pode transformar uma aparente economia em gasto adicional.

A lógica é parecida com aquela enfrentada pelas empresas: não basta olhar um número isoladamente; é necessário observar o resultado final da operação.

Essa mudança de comportamento ajuda a consolidar uma figura cada vez mais importante no comércio eletrônico: o consumidor que pesquisa não apenas o produto, mas também a melhor condição disponível para adquiri-lo.

O que impostos, publicidade e cupons têm em comum?

À primeira vista, Reforma Tributária, marketing digital, advocacia e cupons parecem pertencer a universos completamente diferentes.

Mas todos convergem para uma mesma transformação econômica: pessoas e empresas estão ficando mais cuidadosas com a maneira como utilizam recursos.

Para um pequeno negócio, isso pode significar comparar regimes tributários antes de 30 de setembro.

Para uma empresa que depende da internet, pode significar descobrir quais canais realmente geram clientes rentáveis.

Para um escritório de advocacia, significa construir presença digital sem ignorar as normas profissionais que delimitam sua comunicação.

Para o consumidor, significa procurar oportunidades e avaliar o custo efetivo antes de fechar o carrinho.

O resultado é um ambiente em que decisões aparentemente pequenas ganham importância quando multiplicadas ao longo do tempo.

Setembro de 2026 antecipa decisões que podem influenciar 2027

A principal mensagem para empresas neste momento é que 2027 já começou a ser planejado.

A janela tributária de setembro torna isso particularmente evidente. Empresas que desejam ingressar no Simples Nacional no próximo ano precisam observar o prazo estabelecido, enquanto optantes do regime devem analisar as implicações da escolha relacionada ao IBS e à CBS.

Mas o mesmo raciocínio pode ser ampliado para outras áreas.

Não adianta reduzir tributos em uma ponta se o custo de aquisição de clientes cresce sem controle na outra. Também não basta gerar vendas se descontos excessivos eliminam a rentabilidade da operação.

Margem é resultado de um sistema.

Preço, imposto, marketing, conversão, custos, relacionamento com clientes e fluxo de caixa estão conectados.

Em 2026, a transformação mais importante talvez não esteja em uma ferramenta ou tendência isolada, mas nessa mudança de mentalidade: empresas estão sendo obrigadas a enxergar decisões antes tratadas separadamente como partes de uma mesma estratégia econômica.

E, para muitos pequenos negócios brasileiros, as escolhas realizadas agora poderão ser sentidas diretamente nos números de 2027.

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