Cultura - Música

Vini Pop revela detalhes sobre o novo single “Gravata” e a construção do seu pop clássico

3 de Setembro de 2026

Memórias que resistem ao tempo, a sofisticação da alfaiataria e um groove nostálgico que resgata a uma amada era do pop. Em seu novo lançamento da emblemática faixa “Gravata”, VINI POP une a essência dos anos 80 à cena urbana contemporânea para dar início à fase mais conceitual de sua carreira

Sucedendo lançamentos marcantes como “VENTO” e “E SE VIVER FOR ISSO”, o artista independente avança na construção do seu próximo álbum ao transformar um simples detalhe do passado no símbolo central de seu novo universo visual e sonoro. Com referências que vão da atitude performática de Michael Jackson ao ressurgimento do acessório que já virou sua assinatura e febre entre nomes como Harry Styles e Jão, VINI mostra que amadureceu, refinando a arte de traduzir afeto e memória em puro movimento.

Em um papo exclusivo, VINI POP abre as portas dessa nova era, detalha os bastidores do clipe, fala sobre a criação do seu “pop clássico” e revela o que esperar dos próximos passos rumo ao novo disco. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Como está sendo para você ver “Gravata” já disponível em todos os apps de música?

É uma sensação muito especial. Essa música representa muito mais do que um lançamento para mim, é o início de uma nova fase dentro do meu próximo álbum. Eu venho construindo uma identidade cada vez mais visual e conceitual, e colocar essa música no mundo é como abrir a porta para tudo que está por vir.

A gravata passou de peça de alfaiataria a uma forte assinatura visual do seu novo trabalho. Como foi ver essa escolha coincidir com o ressurgimento do acessório no pop global, em nomes como Harry Styles e Jão?

A gravata já fazia parte da minha estética antes de eu perceber esse movimento com tanta força. Para mim, ela sempre teve uma relação muito forte com a identidade que eu queria construir: algo mais social, com um toque de nostalgia e, ao mesmo tempo, uma possibilidade de brincar com o que é considerado tradicional.

Quando comecei a escrever “Gravata”, eu queria transformar o acessório em um símbolo, quase como um personagem dessa nova fase. Então foi muito interessante ver artistas como Harry Styles e Jão também explorando essa estética. Acho que isso mostra como a moda pode voltar, ganhar novos significados e ser reinterpretada por cada artista de uma maneira diferente.

O clipe traz o contraste entre alfaiataria e cena urbana. De que forma a escolha de figurino e a direção de arte ajudam a contar a história nostálgica da música?

A ideia era justamente brincar com esse encontro entre passado e presente. Gravata tem uma sonoridade que usa muito dos anos 80, mas eu não queria fazer uma reprodução daquela época. Queria trazer a sensação dos anos 80 para um universo atual.

A alfaiataria representa esse lado mais clássico, sofisticado e nostálgico, enquanto a parte urbana traz esse movimento e liberdade. O figurino e a direção de arte acabam funcionando quase como uma extensão da música, criando esse contraste entre o que já conhecemos e uma nova versão disso.

Você cita o groove de Michael Jackson como referência. Quais elementos visuais ou performáticos dos clássicos do pop mais te inspiraram para a criação do clipe?

Michael Jackson tem sido uma referência muito grande para mim, principalmente pela maneira como ele entendia o artista como um todo. Não era apenas a música, mas o figurino, a dança, o enquadramento, a atitude e a construção de uma identidade. Em “Gravata”, eu quis trazer um pouco dessa energia performática. A intenção não era copiar nenhum momento específico, mas absorver aquela sensação de que cada coisa tem intenção e de que o videoclipe também é um espaço para performance. Acho muito bonito quando a música e a imagem parecem pertencer ao mesmo universo.

Sua sonoridade resgata a energia dos anos 80, mas com uma roupagem atual. Como você define a identidade do “pop clássico” que quer entregar para a sua geração?

Eu gosto de pensar que estou tentando resgatar aquilo que fazia o pop ser tão grandioso, sem deixar de falar a linguagem da minha geração. Os anos 80 tinham melodias muito marcantes, grooves muito fortes e uma preocupação enorme com performance e identidade visual.

Quero pegar esses elementos e misturar com as referências que fazem parte de quem eu sou hoje. Para mim, o “pop clássico” não é necessariamente voltar no tempo, mas entender o que tornou aquela música tão atemporal e transformar isso em algo novo.

Como foi gravar o videoclipe? Conta um pouco sobre ele?

Foi muito especial porque “Gravata” nasceu já pensando nesse universo visual. Eu queria que o clipe tivesse personalidade, então a gente trabalhou muito com o contraste entre a alfaiataria e os espaços urbanos. Também foi um projeto em que pude explorar bastante a performance, o figurino e a minha própria presença diante da câmera.

Quais os próximos passos da carreira?

Estou preparando outros lançamentos que fazem parte do meu próximo álbum. Não necessariamente com essa mesma sonoridade, porque gosto de abordar mundos diferentes em singles para que as músicas não soem parecidas. Mas de forma geral, as próximas músicas representam justamente esse momento de crescimento, transformação e descoberta de uma nova versão de mim como artista. Quero continuar construindo um trabalho em que música, imagem, performance e narrativa caminhem juntos.

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