Colaboradores - Mayne Galassi

As férias de julho estão terminando e a volta às aulas já se aproxima no Brasil

30 de Julho de 2026

As férias de julho estão terminando e a volta às aulas já se aproxima no Brasil. Depois de algumas semanas mais livres, a mudança de rotina chega em pleno inverno. Para as crianças e adolescentes a transição pode gerar ansiedade. Para os pais o desafio é ajudar nessa adaptação sem aumentar a pressão.

Do ponto de vista emocional, a volta às aulas representa uma quebra no ritmo. Durante as férias o corpo e a mente se acostumam com mais liberdade de horário e menos exigências. Quando a escola retorna, o cérebro precisa se adaptar novamente a horários fixos, deveres e convívio intenso. No inverno essa adaptação fica ainda mais delicada. Os dias são mais curtos, a temperatura cai e muita gente sente menos disposição natural.

Foto: Magnific
 

Para as crianças o frio e a falta de luz solar podem aumentar a irritabilidade, a dificuldade para acordar cedo e até a resistência em ir para a escola. Para os pais a preocupação com o desempenho dos filhos, a organização de uniformes e materiais e a sobrecarga da rotina diária também pesam. Quando essa tensão não é reconhecida, ela se transmite para os pequenos e aumenta o clima de nervosismo em casa.

Algumas ações simples ajudam a tornar a transição mais leve. Comece a ajustar o horário de sono alguns dias antes. Converse com os filhos sobre o que eles estão sentindo sem julgar. Reserve um tempo para organizar o material junto e transformar isso em um momento de conexão. Mantenha a casa aquecida e busque luz natural sempre que possível. Lembre que o reinício do semestre não precisa ser perfeito. O importante é criar um ambiente de acolhimento e paciência.

Crianças e adolescentes que se sentem ouvidos e apoiados desenvolvem mais resiliência. Pais que cuidam da própria saúde mental conseguem oferecer um exemplo mais equilibrado. A volta às aulas no inverno pode ser um recomeço positivo quando encarada com calma e diálogo.

Se a ansiedade parecer maior do que o normal em casa ou na escola não hesite em buscar apoio profissional. Cuidar da mente desde cedo é um investimento que acompanha a família por toda a vida.

Sobre a autora:

Por Mayne Galassi

Psicóloga e Neuropsicóloga

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