Entrando no quarto mês em temporada em São Paulo, Beth Goulart é só agradecimento ao público paulista, que vem lotando as sessões e ampliando os espectadores de Simplesmente Eu, Clarice Lispector, que alcançou o público de 1.300.000 pessoas em 298 cidades do país, entre 2009 e 2025
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| Créditos: Lula Lopes |
O sucesso de Simplesmente Eu, Clarice Lispector na capital paulista parece não ter limites. Diante da enorme procura e de sessões esgotadas, a aclamada montagem escrita, dirigida e interpretada pela premiada atriz Beth Goulart teve sua temporada prorrogada mais uma vez, até o dia 30 de agosto no Teatro Moise Safra, na Barra Funda, com apresentações de sexta a domingo. Os ingressos para as novas datas já estão disponíveis para compra antecipada na plataforma Sympla.
Retornar aos palcos com Simplesmente Eu, Clarice Lispector faz parte das comemorações de 52 anos de carreira da atriz, que mantêm a experiência imersiva no foyer do Teatro Moise Safra, com a exposição inédita em São Paulo, Entre Ela e Eu, sobre a concepção do espetáculo e o universo de Clarice Lispector, com curadoria de Beth Goulart e Ronald Teixeira (abaixo, mais informações sobre a Mostra Entre Ela e Eu).
Assistido por mais de 1.300.000 de pessoas em 298 cidades do país desde a sua estreia em 2009, Simplesmente eu, Clarice Lispector é premiado monólogo de Beth Goulart, que assina a concepção, adaptação, interpretação e direção. Um mergulho profundo na vida, obra e mistério de Clarice Lispector, uma das vozes mais revolucionárias da literatura brasileira. No palco, a palavra de Clarice ganha corpo e presença, revelando a autora que nos ensinou a olhar para dentro e a sentir a intensidade da existência. Porque Clarice não se explica, se sente.
O espetáculo, feito para todas as gerações, com espectadores de 12 a 80 anos, ganhou em 2025 quatro temporadas no Rio de Janeiro, bem como novas apresentações pelo Brasil, que somou mais de 100 sessões, com mais de 55.490 espectadores, sendo 22.196 jovens. E, em São Paulo, vem se repetindo o interesse por plateias intergeracionais, muitos estudantes e professores.
“Retornar para São Paulo com “Simplesmente eu, Clarice Lispector é chegar com a obra de Clarice para novas pessoas e alimentar sua literatura com os jovens, que já estão encantados com a autora. Levar Clarice como arte viva no palco é uma experiência de troca que só o teatro é capaz de nos oferecer. Estou muito grata e feliz por estar no quarto mês da temporada com o espetáculo na cidade de São Paulo, onde iniciei minha carreira de atriz”, reflete Beth Goulart.
Mais que teatro, a montagem se tornou um fenômeno cultural. Ao longo de 16 anos de estrada, consolidou-se como um marco na difusão da literatura de Clarice, aproximando novas gerações da sua obra e reafirmando a força da palavra no teatro brasileiro. O retorno a São Paulo celebra essa trajetória e a permanência de Clarice como literatura viva. E a Mostra Entre Ela e Eu amplia a experiência do público e propõe um diálogo visual com o universo clariceano.
Simplesmente eu, Clarice Lispector teve sua estreia em 2009, após uma jornada de dois anos de pesquisa e seis meses de preparação, quando Beth Goulart mergulhou profundamente na obra de Clarice Lispector para criar este espetáculo que explora temas como amor, vida, morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento.
Criado a partir de depoimentos, entrevistas e correspondências de Clarice Lispector, assim como fragmentos de suas obras mais emblemáticas, como "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres", e os contos "Amor" e "Perdoando Deus", que se constrói a narrativa de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice. A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente desenhada, criam um espaço onírico, onde a autora e suas personagens dialogam sobre o mistério da existência.
“Simplesmente eu, Clarice Lispector é uma ode ao amor, o sentimento mais presente e importante da obra de Clarice Lispector e, também, o mais sublime do ser humano”, declara Beth Goulart.
A montagem conta com um time de renomados parceiros artísticos. A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em compositores como Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial da obra. A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal conduzida por Rose Gonçalves, adicionam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama, evoca um vazio branco, que acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. Amir Haddad assina a supervisão do trabalho da atriz. O figurino de Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e seus personagens. Com visagismo de Westerley Dornellas e uma programação visual elaborada por Carol Vasconcellos.
Em Simplesmente eu, Clarice Lispector, a essência da literatura de uma das mais importantes escritoras do século XX, dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, busca encontrar o entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Clarice Lispector redefiniu a literatura brasileira com uma escrita que transforma o cotidiano em epifania. “Simplesmente eu, Clarice Lispector” honra esse legado ao transportar do papel para o palco a densidade, a delicadeza e o mistério de sua obra. Em cena, o público encontra não uma biografia, mas um estado de alma: o encontro com a própria humanidade através das palavras de Clarice.
Simplesmente eu, Clarice Lispector continua a emocionar o público e, também, a fomentar a leitura. Para isso, após cada apresentação, Beth Goulart realiza o sorteio de livro da obra de Clarice Lispector.
Sinopse:
Clarice Lispector conversa com o público sendo ela mesma e suas personagens, quatro mulheres que, para Beth Goulart, representam as várias facetas de Clarice: Joana, que representa impulso criativo selvagem de “Perto do Coração Selvagem”; Ana, do conto “Amor”, que representa a fase da autora dedicada ao marido e aos filhos; Lori, da obra “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, uma professora primária que se prepara para descobrir e se entregar ao amor; e uma personagem sem nome do conto "Perdoando Deus, com sua ironia, inteligência e humor.
Abaixo serviço, ficha técnica, sobre a mostra “Entre Ela e Eu”, pontos em destaque, concepção e Beth Goulart fala sobre sua relação com a escritora.
Serviço:
Espetáculo: Simplesmente eu, Clarice Lispector, de Beth Goulart
Temporada: até 30 de agosto de 2026
Local: Teatro Moise Safra - São Paulo/SP
Temporada: de 8 de maio a 30 de agosto de 2026
Horários: Sexta às 20h | Sábado e domingo às 19h
Endereço: Rua Prof. Walter Lerner, 315 (antiga Rua Inhaúma), Barra Funda - São Paulo, SP
Ingressos: R$120,00 (inteira), R$60,00 (meia) e R$50,00 (social)
Vendas: bilheteria do Teatro Moise Safra, nos dias do espetáculo, 1 hora antes da sessão.
Sympla: https://bileto.sympla.com.br/
Telefone: +55 11 96892-4562
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 420 lugares
@teatromoisesafra
@bethgoulartoficial
Ficha técnica:
Texto: Clarice Lispector
Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart
Supervisão: Amir Haddad
Gênero: Espetáculo Poema
Iluminação: Maneco Quinderé
Operadora de Luz: Diana Cruz
Trilha Sonora Original: Alfredo Sertã
Operador de Som: Paulo Mendes
Figurino: Beth Filipecki
Camareira: Flávia Cotta
Cenografia: Ronald Teixeira e Leobruno Gama
Contrarregra: Guaraci Ribeiro
Direção de Produção: Pierina Morais
Assessoria de imprensa: Silvana Cardoso E. Santo - Passarim Comunicação & Sustentabilidade
Realização: Self Produções Artísticas LTDA
Pontos em destaque de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”:
Sobre o espetáculo
Simplesmente eu, Clarice Lispector é um espetáculo teatral que celebra a vida e a obra da icônica escritora brasileira Clarice Lispector. Concebido, adaptado, dirigido e protagonizado por Beth Goulart, o espetáculo é uma ode ao amor e uma homenagem à importância de Clarice Lispector na literatura e na vida da sua criadora.
É uma jornada emocional que conduz o público pelo universo da escritora, revelando facetas de sua personalidade e de seus personagens. Com uma cenografia minimalista e iluminação meticulosamente desenhada, o espetáculo cria um espaço onírico que reflete a atmosfera da obra de Clarice Lispector.
Comemoração especial – 52 anos de carreira
Beth Goulart escolheu “Simplesmente eu, Clarice Lispector“ para comemorar seus 52 anos de carreira, um marco especial na vida da atriz e diretora.
Beth Goulart, a diretora
Com sua habilidade e sensibilidade, Beth Goulart concebeu, adaptou, dirigiu e protagoniza o espetáculo, trazendo à vida a essência de Clarice Lispector. Sua interpretação é uma homenagem à escritora e sua obra.
Premiações de Simplesmente eu, Clarice Lispector
Com a estreia, veio o reconhecimento para Beth Goulart, quando foi premiada como “Melhor Atriz” no “Shell 2009”, “APTR”, “Revista Contigo” e “Qualidade Brasil”, este último, que também premiou a montagem como “Melhor Espetáculo”.
Clarice Lispector e sua importância
Considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX, Clarice Lispector deixou um legado literário que continua a inspirar e emocionar leitores e artistas. Sua obra é conhecida por sua profundidade e complexidade, explorando o mistério da existência. Publicada e reconhecida mundialmente, a autora conquistou novos e jovens leitores.
Concepção do espetáculo
À medida que Beth Goulart ia escrevendo, já imaginava como seria o espetáculo que concebeu. E foram seis meses de preparação e dois meses de ensaio. No primeiro mês de ensaio Beth reuniu os profissionais dizendo a cada um o que desejava e criou o espetáculo. No segundo mês, Beth contou com a colaboração artística do mestre Amir Haddad, que participou de quatro ensaios, quando faz a supervisão da atriz e comentou: “jamais terei o primeiro olhar, o meu olhar será sobre o seu olhar” e finalizou: “O espetáculo está pronto.”
Beth Goulart e sua relação com Clarice Lispector; o viés da dramaturgia de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”:
A narrativa do espetáculo se constrói a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor: “Clarice falava sobre o amor maternal, o relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público."
Joana, uma mulher inquieta, que representa o impulso criativo selvagem e foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu, no auge da adolescência, ao ler “Perto do Coração Selvagem”, romance de estreia da autora. Sua identificação foi inevitável: "Eu achava que não era compreendida. O que fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo? Só Clarice me entendia", confessa a atriz.
Já Ana, do conto "Amor", leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos e tem a rotina quebrada ao se impressionar com a magia do Jardim Botânico: “Ela representa a fase em que Clarice se dedicou totalmente ao marido e aos filhos”, destaca a diretora.
Lóri, da obra “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir e se entregar ao amor.: “Toda a obra de Clarice é uma ode ao amor, o sentimento mais transformador do ser humano”, declara Beth.
Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto "Perdoando Deus", se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana: “Essa personagem sem nome representa a ironia, a inteligência e o humor na obra de Clarice. Essas quatro mulheres representam algumas facetas da própria Clarice e foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira”, sentencia Beth Goulart, que complementa, "Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim, eu me revelo através de minhas escolhas.”
Na peça, Beth também trabalha pontos característicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já: "Aquele momento único, que é como um flash, um insight, em que tudo se esclarece", explica a atriz.
A caracterização foi feita de forma cuidadosa. Detalhes da maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart, que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das personagens e da autora: "O espetáculo todo é como se fosse uma grande folha em branco a ser escrita por essas personagens, pelos movimentos, pelas ações, pelos sentimentos, pela luz."
Sobre a Mostra Entre Ela e Eu:
Com curadoria de Beth Goulart e Ronald Teixeira, a mostra Entre Ela e Eu celebra a vida e a obra de Clarice Lispector, com pranchas em grandes formatos que apresentam fotos e informações sobre a escritora e tem como finalidade, também, apresentar o processo de criação do espetáculo teatral Simplesmente eu, Clarice Lispector.
A Mostra aborda um pouco da vida de Clarice Lispector, curiosidades pessoais e das obras, com leituras fragmentadas de textos da escritora, além dos dados biográficos, fotos de arquivo pessoal de Paulo Gurgel Valente. Além de reproduções de retratos de Clarice como fonte de inspiração pelos olhos de grandes artistas plásticos contemporâneos.
"A mostra Entre Ela e Eu nasceu da inspiração que Clarice Lispector foi, e continua sendo, para mim e muitos artistas. Todos nós fomos impactados por sua obra e nos sentimos impelidos a criar a partir dessas impressões. Por isso mostraremos obras de artistas plásticos importantes sobre ela, como Carlos Scliar, Giorge de Chiroco, Ceschiatti, Dimitri Ismailovitchi e Loredano”, reflete Beth Goulart.