O contrabaixista reconhecido internacionalmente amplia sua atuação na música e apresenta nova faixa nesta sexta-feira (03) via ONErpm
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Após apresentar sua releitura de Djavan em “Lugar Comum”, Michael Pipoquinha segue revelando novas camadas de sua identidade artística com “Talvez um Dia”, novo single que chega em todas as plataformas digitais no dia 3 de julho (sexta-feira) via ONErpm, do álbum Minha Pele. Reconhecido internacionalmente como um dos mais virtuosos contrabaixistas da música brasileira contemporânea, Michael amplia neste trabalho sua atuação como compositor, cantor, arranjador e produtor, aproximando-se cada vez mais da linguagem da canção.
“A canção fala desses encontros que acontecem em um tempo muito específico. Às vezes a gente vive algo muito forte, mas aquilo pertence àquele momento. E o que fica é essa possibilidade, quase um consolo: talvez um dia. Mas sem deixar de entender que o presente é agora. Antes mesmo da letra existir, eu já tinha a melodia e o groove. E tem músicas que chegam com muita força. Eu lembro de me imaginar no palco tocando e cantando essa canção, mesmo quando ela ainda não tinha palavras”, explica Michael Pipoquinha.
A história da canção surgiu a partir de uma experiência vivida por um amigo próximo do artista. Após uma noite intensa de conexão e afeto, ele se viu diante da impossibilidade de dar continuidade àquele encontro, enquanto a outra pessoa seguia em um momento diferente da vida. Dessa experiência nasceu uma reflexão sobre relações que marcam profundamente, mesmo quando não permanecem.
Olhando para referências que atravessam sua formação musical, Michael Pipoquinha teve influências da MPB dos anos 80, da música preta brasileira e da música negra internacional, em diálogo com artistas como Djavan, Gilberto Gil, Stevie Wonder e Michael Jackson. “Eu gosto muito dessa mistura: pegar influências da música mundial e colocar em diálogo com a música brasileira. No B da canção, por exemplo, aparece uma harmonia muito brasileira, com acordes que lembram a música de Minas Gerais”, comenta o artista.
A composição foi construída em parceria com Mari Jasca e Wilson Bebel, responsável por um dos versos centrais da canção. A imagem poética tornou-se um dos pilares da narrativa e traduz a intensidade emocional presente em toda a faixa. “Wilson foi muito feliz quando escreveu: ‘você navio partiu, não viu que o mar sou eu’. Essa imagem traduz muito bem a sensação da música, de alguém que parte sem perceber a profundidade do que ficou”, acrescenta Michael.
Musicalmente, “Talvez um Dia” combina groove, sofisticação harmônica e lirismo em uma sonoridade que aproxima MPB contemporânea, soul, jazz brasileiro e elementos da música afro-diaspórica. A melodia caminha integrada aos movimentos harmônicos e rítmicos da canção, criando uma atmosfera envolvente, elegante e carregada de personalidade.
Produzida por Michael Pipoquinha em coprodução com Thiago Almeida, a gravação reúne Renato Galv Santos (bateria), Felipe Viegas (teclas), Josué Lopez (sopros), Dennys Silva (percussão) e Makson Kennedy (guitarra). O single foi gravado entre a Gargolândia e o Estúdio U, com mixagem de Fernando Sobreira e masterização de Thiago Tschauer.
Integrante do álbum Minha Pele, “Talvez um Dia” reforça a proposta central do projeto: apresentar Pipoquinha para além do virtuosismo instrumental que o consagrou internacionalmente, revelando um artista que conecta excelência técnica, identidade afro-brasileira, canção contemporânea e expressão emocional em uma obra profundamente autoral.
FICHA TÉCNICA
Compositores: Michael Pipoquinha, Mari Jasca, Wilson Bebel
Bateria: Renato Galv Santos
Saxofone: Josué Lopez
Teclado: Felipe Viegas
Percussão: Dennys Silva
Gritarra: Makson Kennedy
Baixo: Michael Pipoquinha
Vocal:Michael Pipoquinha
Produtor: Michael Pipoquinha
Co Produtor: Thiago Almeida
Engenheiro de gravação: Fernando Sobreira
Engenheiro de gravação: Pedro Miranda
Arranjador: Michael Pipoquinha
Engenheiro de mix: Fernando Sobreira
Engenheiro de masteR: Felipe Tichauer
Produtora executiva: Ana Guimarães
Design de capa: Juliana Juazeira
Foto de capa: Pepê Rodrigues
Sobre Michael Pipoquinha: Nascido em Limoeiro do Norte, interior do Ceará e morando em São Paulo desde os seus 14 anos de idade, Michael Pipoquinha é contrabaixista, compositor e produtor de grande destaque nacional e internacional. Atua profissionalmente desde os 11 anos de idade e foi conquistando admiração e notoriedade pelo seu virtuosismo precoce. Já dividiu o palco com grandes artistas brasileiros tais como como Arthur Maia, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Arismar do Espírito Santo, Djavan, Gilberto Gil, Fafá de Belém, Elba Ramalho, Chico César, Mestrinho, Ivan Lins, Toninho Horta, Paula Lima, Mart'nália, entre outros. Já foi citado pelos renomados contrabaixistas Stanley Clarke na revista Bass Player e pelo Victor Wooten no canal Scott Bass Lessons. Sua discografia começa com “Cearencinho” (2014) produzido por Arthur Maia, seguido por “Lua” (2017), Sandro Haick & Michael Pipoquinha - “Nosso Mundo” (2017), Michael Pipoquinha e Pedro Martins - “Cumplicidade” (2020) e seu último lançamento “Um Novo Tom” (2023) com selo da Umbilical Jazz Record e que está entre os álbuns mais vendidos na categoria instrumental no Bandcamp. Atualmente, além do seu trabalho com seu último álbum “Um Novo Tom”, está finalizando a produção do seu novo álbum com canções autorais e que será lançado em 2026.