Três coletâneas celebram os 80 anos de Maria Bethânia e chegam às plataformas no dia 18 de junho
"Novelas", "Fé" e "Encontros" reúnem canções lançadas em projetos de Bethânia, de outros artistas e em trilhas sonoras de novela.
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| Maria Bethânia | Foto: Divulgação |
No dia 18 de junho, data do aniversário de 80 anos de Maria Bethânia, a Biscoito Fino lança nas plataformas digitais três compilações produzidas especialmente para celebrar a vida e a arte de uma das maiores e mais reverenciadas intérpretes da música popular brasileira de todos os tempos. Agrupadas em temas — Novelas, Fé e Encontros — as compilações reúnem gravações lançadas em projetos de Bethânia, álbuns de outros artistas e trilhas sonoras originais de novelas.
Inédito comercialmente, desde que foi gravado para a campanha publicitária da Hering, em 2021, o dueto de Maria Bethânia e Zeca Veloso para "Chega de Saudade" é o grande destaque da compilação "Encontros". Deste repertório, constam gravações de Bethânia com artistas de várias gerações e estilos, como Alcione ("Sem mais adeus"); Angela Ro Ro ("Fogueira"), Edu Lobo ("Cirandeiro"), Carminho ("Modinha"), Gal Costa ("Minha mãe"), Caetano Veloso, Moreno Veloso, Zeca Veloso e Tom Veloso ("Pérola Negra"); Chico Chico e Maíra Freitas ("Em nome de Deus"); Gloria Groove ("O meu amor"); Alceu Valença ("De janeiro em janeiro"); João Camarero ("Ave Maria no morro") e Chico César ("A força que nunca seca").
Canções incluídas em diversas trilhas sonoras ganharam uma compilação exclusiva, na qual se destaca a versão de Bethânia para "Trocando em Miúdos", que permanecia inédita nas plataformas digitais. O álbum "Novelas" reúne temas que brilharam em grandes sucessos da TV brasileira, de "Sinhá Moça", de 2015, até "Velho Chico" (2010), "Salve Jorge" (2012), "Êita, mundo bom" (2016) e "Pantanal" (2022), entre outras produções.
A religiosidade de Maria Bethânia dá o tom da terceira compilação comemorativa aos 80 anos da artista. Em "Fé", temas como "Ave Maria" (Caetano Veloso/Domínio Público), "Canto de Oxum" (Toquinho / Vinicius de Moraes); "A dona do raio e do vento" (Paulo César Pinheiro); "Santa Bárbara" (Roque Ferreira) e "Oração de Mãe Menininha" (Dorival Caymmi) refletem a devoção da cantora e o sincretismo entre o catolicismo e as religiões de matriz africana, tão presente em sua discografia.
Pesquisa musical e seleção dos repertórios das compilações Novelas, Fé e Encontros levam a assinatura do jornalista Renato Vieira.
Ouça Encontros: https://orcd.co/compilacaoencontros
Ouça Fé: https://orcd.co/compilacaofe
Ouça Novelas: https://orcd.co/compilacaonovelas
Paulo Ricardo lançará nova turnê no Teatro Bradesco, com show de abertura de Chady, aposta do Rock in Rio 2026
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| Paulo Ricardo | Foto: Divulgação |
Existe um instante raro em que um artista deixa de acompanhar o tempo e passa a influenciá-lo. Ao longo de mais de quatro décadas, Paulo Ricardo construiu exatamente esse lugar. Voz marcante da música brasileira, protagonista de um dos movimentos mais importantes do rock nacional e dono de uma obra que atravessa gerações, o cantor retorna aos palcos com um espetáculo que celebra sua capacidade de evoluir, emocionar e permanecer relevante.
No dia 25 de julho, o artista sobe ao palco do Teatro Bradesco, em São Paulo, para a estreia oficial da turnê "REINVENTAR", projeto que sucede o sucesso da aclamada tour "XL" e inaugura um novo capítulo de sua carreira. A apresentação possui um significado especial: novamente, o Teatro Bradesco foi escolhido para receber o lançamento oficial de uma grande turnê de Paulo Ricardo, reafirmando a ligação entre o artista e uma das mais importantes casas de espetáculo do país.
Com direção musical pautada pela força das canções e pela conexão emocional com o público, "REINVENTAR" transforma lembranças em movimento e clássicos em experiências renovadas. O espetáculo percorre momentos emblemáticos da carreira de Paulo Ricardo, reunindo sucessos que marcaram a história da música brasileira.
O repertório inclui clássicos eternizados pelo RPM, como "Louras Geladas", "Revoluções por Minuto", "Alvorada Voraz", "Rádio Pirata", "London London" e "Olhar 43", além de sucessos de sua carreira solo, entre eles "Dois", "Tudo por Nada" e "O Verso", faixa que liderou as rádios pop rock ao longo de 2025.
O público também será presenteado com uma interpretação emocionante de "Imagine", versão autorizada por Yoko Ono, além de homenagens a artistas fundamentais para a construção da identidade do rock brasileiro, como Cazuza, Renato Russo e Rogério Flausino.
No palco, Paulo Ricardo será acompanhado por Ícaro Scagliusi (guitarra), Badel Basso (bateria) e Fábio Ribeiro (teclados), em uma apresentação que combina potência, sofisticação e a energia que transformou seu nome em referência para a música nacional.
Opus Entretenimento apresenta Paulo Ricardo em REINVENTAR
Abertura: Chady
Data: 25 de julho de 2026
Local: Teatro Bradesco – Rua Palestra Itália, nº 500 • Loja 263 • 3° Piso – Perdizes, São Paulo – SP
Horário: 21h
Ingressos: a partir de R$ 50,00 em até 12x
Classificação: 18 anos
Vendas: uhuu.com
Crédito da foto: Bella Piheiro
The Rolling Stones anunciam novo single "Jealous Lover"
Faixa integra o aguardado álbum "Foreign Tongues", que chega em julho.
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| The Rolling Stones | Foto: Divulgação |
Os Rolling Stones anunciaram hoje o lançamento de seu novo single, "Jealous Lover", marcado para 26 de junho. A música é a mais recente prévia de "Foreign Tongues", próximo álbum de estúdio da banda, que será lançado em 10 de julho pela Polydor/Universal Music.
Com a expectativa em torno do novo trabalho cada vez maior, "Jealous Lover" revela mais uma faceta da impressionante versatilidade musical dos Stones. Enquanto o single anterior, "In The Stars", apostava em uma energia pop-rock contagiante, a nova faixa segue por um caminho mais soul e R&B, conduzida por um vocal marcante em falsete de Mick Jagger.
Inspirada pelas raízes da banda no rhythm and blues, a canção combina melodia envolvente, instrumentação refinada e uma letra afiada. Jagger interpreta um narrador que faz um alerta bem-humorado a uma parceira excessivamente ciumenta e curiosa, equilibrando ao longo da canção ironia, personalidade e imagens vívidas.
O trabalho de guitarra de Keith Richards e Ronnie Wood desempenha papel central na construção da faixa, uma interação sutil que reforça sua identidade melódica. Na base, Darryl Jones (baixo) e Steve Jordan (bateria e percussão) criam um groove sólido e cheio de personalidade. O amigo e colaborador de longa data Steve Winwood acrescenta camadas de Rhodes e órgão; instrumentos adicionais tocados pelo produtor Andrew Watt e pelo tecladista Matt Clifford contribuem para ampliar o som caloroso da gravação.
Mais de seis décadas após sua formação, os Rolling Stones continuam demonstrando uma capacidade rara de se reinventar sem perder sua essência. "Jealous Lover" reforça essa combinação entre tradição e renovação, unindo influências clássicas a uma sonoridade atual e vibrante.
Créditos "Jealous Lover":
Mick Jagger – Vocais principais e vocais de apoio
Keith Richards – Guitarra
Ronnie Wood – Guitarra
Darryl Jones – Baixo
Steve Jordan – Bateria e percussão
Steve Winwood – Piano elétrico Rhodes e órgão
Andrew Watt – Guitarra elétrica, violão, sintetizadores, piano
Matt Clifford – Sintetizadores
Pré-save + Pré-Venda "Jealous Lover" AQUI
FIFA limita bolsas de luxo na Copa e muda os bastidores do Mundial
Decisão que limita acessórios e itens de alto valor nos estádios revela uma mudança na forma como o futebol global administra presença, desejo e imagem durante o maior evento do planeta.
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| Famosas | Foto: Divulgação |
Durante anos, os bastidores da Copa do Mundo se transformaram em uma vitrine paralela de moda, luxo e exposição nas redes sociais. Das arquibancadas aos espaços reservados para convidados, bolsas de grifes internacionais passaram a dividir espaço com o próprio espetáculo esportivo. Agora, uma decisão da FIFA muda essa dinâmica.
As regras adotadas para a Copa do Mundo de 2026 restringem a entrada de bolsas convencionais nos estádios, permitindo apenas modelos transparentes dentro de medidas específicas e pequenas carteiras. A justificativa oficial é reforçar a segurança e agilizar o acesso do público.
Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, a medida traz reflexos que ultrapassam a questão operacional. "Quando símbolos de status deixam de ocupar o centro da cena, a atenção volta para aquilo que realmente sustenta o valor de um evento: sua narrativa. A decisão da FIFA não trata apenas de segurança. Ela também estabelece quais elementos devem ocupar os holofotes durante o espetáculo."
Nos últimos anos, esposas, namoradas, influenciadoras e familiares de jogadores passaram a atrair atenção semelhante à dos próprios atletas. Looks, acessórios e peças de alto valor frequentemente repercutiram tanto quanto alguns acontecimentos dentro de campo.
Na avaliação de Tamara, esse fenômeno acabou criando uma disputa silenciosa por visibilidade. "O luxo genuíno nunca dependeu da exibição constante. Ele está ligado à presença, à raridade e à capacidade de comunicar valor sem excessos. Quando tudo vira vitrine, aquilo que é realmente singular perde parte da sua força."
A especialista observa que muitas marcas ligadas ao mercado de alta exigência vêm reduzindo exageros visuais e recuperando códigos mais discretos de reconhecimento. "A discrição voltou a ocupar um lugar importante. Existe uma valorização crescente daquilo que não precisa ser mostrado o tempo todo para ser percebido."
O tema surge em uma Copa fortemente marcada pelas redes sociais, onde imagens dos bastidores circulam com a mesma velocidade dos acontecimentos dentro de campo. "Quanto maior a exposição, mais raro se torna aquilo que permanece reservado. O desejo continua associado à raridade. Essa lógica vale para marcas, para pessoas e também para grandes eventos."
Para Tamara Lorenzoni, a decisão da FIFA reforça um reposicionamento importante da competição. "O futebol é o motivo pelo qual milhões de pessoas acompanham uma Copa do Mundo. Quando a atenção retorna para o jogo, o evento preserva parte do valor simbólico que o tornou um dos maiores espetáculos do planeta."
O famoso Fofão está de volta e agora com sua miniatura - lançamento da Novabrink
Uma celebração da história cultural - muita nostalgia.
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| Fofão | Foto: Divulgação |
A Novabrink, hoje se destaca e se tornou referência no mercado de brinquedos, acaba de anunciar um dos lançamentos mais aguardados do ano: a volta do icônico Fofão.
Um certeiro sucesso absoluto que atravessa gerações, o personagem retorna em uma estratégia que mira tanto a memória afetiva dos adultos quanto o estilo de vida da Geração Z.
O destaque da coleção é o Boneco Fofão de 35 cm, desenvolvido sob medida para o público kidult. Esta edição especial equilibra perfeitamente a nostalgia dos anos 80 com um design atualizado e acabamento premium, transformando o brinquedo em um item de decoração e coleção indispensável.
Acompanhando a versatilidade do mercado atual, a marca também apresenta o Mini Fofão (15 cm). Em formato de boneco-chaveiro, o lançamento aposta na tendência bag charms, funcionando como um acessório fashion colecionável para personalizar mochilas, bolsas e compor looks com um toque retrô e divertido.
Fofão se adaptando aos dias atuais e abraçando muitas gerações.
Evento gratuito: Encontro à Dança chega à 5ª edição e reúne grandes nomes da dança no Tokio Marine Hall
Evento acontece em São Paulo, entre os dias 13 e 17 de julho, com apresentações e oficinas gratuitas e acessíveis.
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Evento gratuito | Foto: Divulgação |
Entre os dias 13 e 17 de julho, o Tokio Marine Hall recebe a 5ª edição do Encontro à Dança, projeto que reúne apresentações, oficinas e ações formativas gratuitas e acessíveis. Entre os destaques da programação estão duas obras-primas do repertório do balé clássico: o segundo ato de O Lago dos Cisnes, apresentado pela São Paulo Companhia de Dança, e uma Suíte do balé Dom Quixote, pela Cia Jovem Basileu França, de Goiânia, com a participação de bailarinos brasileiros que integram importantes companhias internacionais. Os ingressos para as noites de apresentações são distribuídos gratuitamente via Ticketmaster a partir de 15 de junho.
Esta edição do Encontro à Dança, em mais uma iniciativa de promover o acesso à cultura de forma plural e acessível, é incentivada via lei Rouanet com o patrocínio da Tokio Marine. "Para nós, é uma honra fazer um evento de dança tão importante. Abrir a casa para uma expressão artística fundamental da nossa cultura, com uma semana de atividades gratuitas à população e espetáculos que trazem ao nosso palco uma multiplicidade de linguagens. Que seja realmente um grande encontro de dança e arte", diz Christian Tedesco, CEO do Grupo Tom Brasil.
Idealizado pelo professor e produtor Júlio César, da JC Produções Artísticas, a proposta, desde sua primeira edição, em 2018, é a de promover encontros entre artistas, estudantes, professores, companhias independentes e profissionais. "O Encontro nasceu da vontade de reunir pessoas em torno daquilo que realmente importa: a dança. Sempre acreditei que o palco pode ser um espaço de troca, aprendizado e celebração, em que companhias e artistas compartilham suas trajetórias com jovens talentos da dança brasileira", afirma Júlio. Nesta edição, ampliada, o evento conta com a direção artística de Gisele Bellot e a curadoria de Marcela Benvegnu.
"O Encontro está dividido em duas frentes: duas noites com apresentações de companhias convidadas e cinco dias com oficinas de vários estilos como balé clássico, danças urbanas, danças de salão, jazz dance e dança contemporânea. O evento reúne apresentações de grupos de várias cidades, de diversos estilos, e oferece um recorte da dança no Brasil. É essa versatilidade que desejamos revelar", pontua Gisele Bellot, diretora artística. "Todas as ações são gratuitas e a popularização desse acesso às artes é fundamental", completa.
Participam do evento: São Paulo Companhia de Dança (SP), Ecco Cia de Dança (SP), Cia Ballet de Cegos Fernanda Bianchini (SP), Contextos Cia de Dança (SP), Casa da Dança Tati Sanchis (SP), Grupo Fama (SP); Faces Oculta Cia de Dança, de Salto (SP); Galpão 1 Cia de Dança, de Indaiatuba (SP), Studio Sabrina Olimpio, de Praia Grande (SP) e a Cia Jovem Basileu França, de Goiânia (GO).
"Mais do que a diversidade de grupos, ressalto a diversidade de estilos. Temos os flashmobs, de danças urbanas e clássico livre que convidam o público a entrar na casa. E além dos grandes clássicos do balé de repertório, trazemos para a cena obras de jazz dance, balé neoclássico e dança contemporânea. O público terá a chance de ver diferentes estilos num mesmo dia, vendo a pluralidade da dança do Brasil", fala a curadora, Marcela Benvegnu.
OFICINAS DE DANÇA - Durante a semana, dez oficinas gratuitas de diversos estilos são oferecidas e os interessados podem se inscrever pelo e-mail: encontroadanca@grupotombrasil.com.br (confira aqui a programação completa). As oficinas acontecem no palco externo, com capacidade para até 40 participantes cada. Serão dez cursos e entre os professores estão nomes como Enéias Brandão, ex-bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Carolina Crespo, professora e coreógrafa da Rede Globo; Lucas Teo, bailarino e coreógrafo, com carreira em espetáculos e programas de televisão, entre outros. "A seleção de oficinas privilegiou a possibilidade de trocas entre os estudantes de dança e profissionais consolidados no mercado. Como será em época de férias, temos a chance de receber estudantes e interessados de diversas partes do Brasil", diz Gisele.
Todas as atividades contam com recursos de acessibilidade: interpretação em Libras, audiodescrição, legendas acessíveis e monitores para garantir que pessoas com diferentes necessidades possam usufruir integralmente das atividades oferecidas.
Ingressos podem ser retirados via Ticketmaster.
Encontro à Dança – 5ª edição, de 13 a 17 de julho
Local: Tokio Marine Hall – R. Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo – SP
Telefone: (11) 5646-2153
Programação Completa: https://bit.ly/3QmNVYQ
Apresentações: dias 14 e 16 de julho, 20h
Duração cada noite: 100 minutos
Classificação indicativa: livre
Capacidade: 2500 lugares
Ingressos: gratuitos – Via Ticketmaster (um par por CPF)
Oficinas: de 13 a 17 de julho
Inscrições: a partir de 1º de julho, pelo e-mail: encontroadanca@grupotombrasil.com.br
Nos 50 anos dos Doces Bárbaros, editora Garota FM Books e Luiz Abrahão abrem pré-venda de livro que conta a história do grupo
"Mistério Sempre Há de Pintar Por Aí – Uma História dos Doces Bárbaros" reconstrói a trajetória do quarteto e revela documentos inéditos.
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| Doces Bárbaros | Capa: Divulgação |
Há 50 anos, no dia 24 de junho de 1976, durante um dos períodos mais duros da ditadura militar, quatro dos maiores nomes da música brasileira se uniram em um projeto coletivo que marcou época e entrou para a História. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia se tornaram os Doces Bárbaros, quarteto criado para celebrar uma década de carreira dos quatro artistas com uma série de shows que estreou no Anhembi, em São Paulo. Neste dia 24 de junho de 2026, a Garota FM Books abre a pré-venda do primeiro livro que contará a história do "supergrupo" pós-tropicalista.
Em Mistério Sempre Há de Pintar Por Aí – Uma História dos Doces Bárbaros, o pesquisador Luiz Abrahão reconstrói a cronologia do grupo desde a estreia conjunta em Salvador, ainda em 1964, passando também pela explosão de suas carreiras individuais, quando já eram tratados como um "grupo baiano" unificado, até a consolidação definitiva dessa parceria nos anos 1970. Através de uma pesquisa extensa e rigorosa, o autor dá a dimensão da importância do grupo em um período político delicado, mostrando como os Doces Bárbaros sofreram com a censura e foram perseguidos pelo regime militar. Documentos inéditos resgatados por Abrahão revelam que, além do já conhecido veto à canção "Como são lindos os chineses", de Péricles Cavalcanti, que não pôde ser incluída no show, outras músicas do repertório também sofreram sanções da Censura. "Os mais doces bárbaros", "Nós, por exemplo", "O seu amor" e "Um índio" foram consideradas impróprias pelas forças de repressão e precisaram ter trechos de suas letras alterados para poderem ser liberadas para execução pública.
O episódio da prisão de Gilberto Gil por porte de maconha em Florianópolis — que interrompeu a turnê e o obrigou a se submeter a um tratamento de reabilitação — também ganha destaque no livro. A partir de documentos encontrados na pesquisa, como um dossiê do Ministério da Aeronáutica, o autor revela como o episódio serviu de pretexto para que o governo militar mantivesse o quarteto sob vigilância.
Além disso, a obra investiga outros acontecimentos marcantes dos Doces Bárbaros, como a gênese do nome – uma resposta de Caetano Veloso aos preconceitos proferidos pelo jornal O Pasquim à época – além das gravações e do lançamento do documentário de Jom Tob Azulay que registra a turnê do grupo. O cineasta, inclusive, assina o prefácio da obra. Com detalhes extraídos de entrevistas e reportagens da época, o livro explora os bastidores dos shows de 1976, além de registrar os outros encontros do quarteto ao longo dos anos, do desfile da Mangueira em 1994 até as últimas apresentações conjuntas em 2002.
Os lançamentos mais recentes da editora foram LP Todo Dia – Diário de um colecionador para colecionadores, de Leandro Menezes, 1985 – O ano que repaginou a MPB, organizado por Célio Albuquerque, e Dossiê Nora Ney: Uma Voz Poética e Política, 100 Anos, organizado por Raphael Fernandes Lopes Farias.
Pré-venda de Mistério Sempre Há de Pintar Por Aí – Uma História dos Doces Bárbaros
Data: 24/06/2026
Valor da pré-venda: R89,00∣Preccodeloja:R89,00∣Preccodeloja:R 99,00