Especialista acompanha famílias desde a gestação até a infância e ganha destaque ao unir ciência, comportamento alimentar e acolhimento real na nutrição materno-infantil
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| Roberta Mendes, especialista em nutrição materno-infantil | Foto: Divulgação |
Em meio ao excesso de informações, comparações e padrões irreais que cercam a maternidade nas redes sociais, cada vez mais famílias passaram a buscar uma relação mais leve, consciente e saudável com a alimentação infantil. E é justamente nesse cenário que a nutricionista materno-infantil Roberta Mendes vem ganhando destaque ao defender uma introdução alimentar baseada em acolhimento, autonomia e construção de vínculo com a comida desde os primeiros anos de vida.
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| Foto: Divulgação |
Com mais de mil atendimentos realizados no Brasil e no exterior, acompanhamento de famílias desde a gestação até a infância e atuação também na formação de outras nutricionistas através de mentorias profissionais, Roberta Mendes construiu sua autoridade ao unir ciência, comportamento alimentar e vivência real da maternidade em uma abordagem mais humana e possível para as famílias.
Hoje, a especialista já acompanhou mais de 700 gestantes e mais de 500 crianças em processos de introdução alimentar, consolidando seu nome como uma das profissionais que defendem uma nutrição materno-infantil mais acolhedora, respeitosa e baseada em evidências científicas.
Segundo a especialista, a alimentação infantil vai muito além do prato e impacta diretamente o desenvolvimento físico, emocional e metabólico da criança ao longo da vida.
“Hoje a ciência já mostra muito claramente a importância dos chamados mil dias de vida, que envolvem a gestação e os dois primeiros anos da criança. Esse período é considerado uma janela de ouro para o desenvolvimento cerebral, imunológico e metabólico.”
A nutricionista explica que é justamente nessa fase que acontece grande parte da formação da relação da criança com a comida, além do desenvolvimento de hábitos alimentares que podem acompanhar a vida inteira.
“A relação da criança com a comida começa muito antes do prato. Ela começa ainda na barriga da mãe e vai sendo construída através do ambiente familiar, das experiências e da forma como aquela criança vive as refeições dentro de casa.”
Para Roberta Mendes, um dos maiores erros ainda é transformar a alimentação em um ambiente de cobrança, pressão e ansiedade. Segundo ela, muitas famílias chegam emocionalmente sobrecarregadas pela necessidade de atingir padrões irreais vistos na internet.
“Muitas mães acreditam que estão falhando porque o bebê não come igual ao bebê da internet. Só que a internet mostra recortes. Não mostra os dias difíceis, os desafios e nem a realidade da maioria das famílias.”
A especialista afirma que o excesso de informações desencontradas acaba gerando culpa, medo e insegurança, principalmente durante a introdução alimentar.
“O maior medo normalmente é: ‘E se meu filho não comer?’. Existe uma preocupação muito grande com quantidade. E uma das coisas que eu mais tento ensinar é: confie na criança. O bebê nasce sabendo demonstrar fome e saciedade.”
Segundo a nutricionista materno-infantil, a chamada introdução alimentar respeitosa tem como base vínculo, autonomia e participação ativa da criança no processo alimentar, respeitando o tempo e os sinais individuais de cada bebê.
“O mais importante nos primeiros anos não é fazer a criança comer um prato inteiro. É construir uma boa relação com a alimentação.”
Roberta Mendes também chama atenção para os impactos emocionais que experiências negativas podem gerar durante as refeições, principalmente quando existe pressão constante para comer.
“Quando existe chantagem, obrigação ou tensão à mesa, a refeição deixa de ser um momento de aprendizado e passa a gerar sofrimento. E isso aparece depois em crianças que choram para comer, evitam sentar à mesa ou criam resistência alimentar.”
Outro tema frequentemente abordado pela especialista é a culpa materna relacionada à alimentação infantil. Para ela, muitas mães vivem tentando alcançar uma perfeição incompatível com a realidade da maternidade.
“Eu acredito muito que alimentação saudável não precisa ser perfeita. Pequenas escolhas consistentes fazem diferença ao longo do tempo. A praticidade também pode ser saudável.”
A própria trajetória de Roberta Mendes ajuda a fortalecer a conexão que construiu com milhares de famílias ao longo dos anos. Antes de atuar na área da saúde, a nutricionista era engenheira civil, chegou a concluir mestrado e também lecionou em faculdade. Apesar da carreira consolidada, sentia que faltava propósito profissional.
A mudança começou através de uma busca pessoal para compreender sua própria relação com a alimentação e os desafios enfrentados durante anos com o peso e comportamento alimentar.
Foi durante a faculdade de Nutrição que encontrou a área materno-infantil e percebeu que queria atuar justamente na base da construção da relação com a comida.
“Eu percebi que não queria trabalhar apenas com emagrecimento. Queria atuar antes disso. Na construção da relação da criança com a alimentação desde os primeiros anos.”
No último ano da graduação, Roberta engravidou da filha Alice e passou a viver simultaneamente os desafios do puerpério, da maternidade e do início da profissão. Segundo ela, essa vivência trouxe ainda mais sensibilidade para os atendimentos.
“Hoje eu não falo só da teoria. Eu também vivo tudo isso na prática. E isso me trouxe ainda mais empatia para acolher mães e famílias sem perfeccionismo e sem terrorismo alimentar.”
Ao longo da carreira, Roberta Mendes também passou a impactar outras profissionais através de mentorias voltadas para nutricionistas que desejam atuar na área materno-infantil. Segundo ela, muitas chegam tecnicamente preparadas, mas inseguras na condução prática e emocional dos atendimentos.
“A teoria sozinha não sustenta um atendimento. A gente precisa de acolhimento, prática, escuta e humanidade.”
A nutricionista afirma que um dos momentos mais marcantes da trajetória foi perceber que seu trabalho já não transformava apenas pacientes, mas também a forma como outras profissionais conduziam famílias dentro dos consultórios.
Hoje, além do acompanhamento nutricional, Roberta Mendes também se tornou referência pela forma leve, acessível e acolhedora como comunica informações técnicas nas redes sociais, aproximando milhares de mães da nutrição infantil sem julgamentos ou extremismos.
“As famílias já vivem cobrança demais o tempo inteiro. Elas não precisam de mais culpa dentro do consultório. Precisam de acolhimento, direção e alguém que caminhe junto nesse processo.”
Ao olhar para tudo que construiu até aqui, Roberta afirma que seu maior propósito é ajudar famílias a viverem a alimentação infantil de forma mais leve, possível e respeitosa, contribuindo para que mais crianças desenvolvam uma relação saudável com a comida desde a infância.
“Acredito muito que uma base alimentar saudável constrói, sem dúvidas, um futuro mais saudável também.”
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| Foto: Divulgação |
Com uma atuação marcada pela união entre ciência, acolhimento e realidade, Roberta Mendes segue consolidando seu nome como uma das referências na nutrição materno-infantil ao defender uma alimentação infantil mais humana, respeitosa e sem culpa para famílias e profissionais da área.
Para acompanhar mais conteúdos sobre introdução alimentar, maternidade e nutrição infantil, basta acessar o Instagram: @robertamendesnutri