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Patrick Henrique aposta na retomada do samba de rua e fortalece tradição cultural do Bixiga

11 de Junho de 2026

Cantor vê na música e em projetos como a Resenha do PH uma forma de manter viva uma das manifestações culturais mais importantes da região

Foto: : Ianka Rosa

O cantor Patrick Henrique (PH) tem se destacado não apenas por sua trajetória no samba e no pagode, mas também por seu envolvimento com a cena cultural do Bixiga, um dos bairros mais tradicionais de São Paulo quando o assunto é música popular.

Frequentador e participante ativo de movimentos culturais da região, o artista acredita que o samba de rua faz parte da identidade do bairro e que iniciativas independentes são fundamentais para preservar essa tradição para as próximas gerações.

“O Bixiga sempre respirou samba. Quem viveu o bairro há alguns anos sabe da força que existia nas ruas, nos bares e nos encontros que reuniam músicos, moradores e amantes da cultura popular. Depois da pandemia, muita coisa mudou, vários espaços fecharam e a cena perdeu parte dessa força”, afirma PH.

Historicamente ligado ao samba paulistano, o bairro abriga movimentos importantes como o tradicional Samba da Treze, que ajudou a transformar a Rua Treze de Maio em um dos principais pontos de encontro do gênero na capital paulista.

Nos últimos anos, porém, a região passou por mudanças que impactaram diretamente a dinâmica cultural local. Ainda assim, artistas e produtores seguem promovendo eventos e rodas de samba que mantêm viva a essência do bairro.

Foi justamente com esse objetivo que nasceu a Resenha do PH, projeto idealizado pelo cantor para reunir público, músicos e admiradores do samba em encontros marcados pela valorização da cultura popular. “A Resenha do PH nasceu dessa vontade de manter o samba vivo. Meu objetivo não é entrar em conflito com ninguém. Eu só quero continuar uma tradição que sempre existiu no Bixiga. O samba faz parte da história do bairro e acredito que ele pode continuar ocupando os espaços de forma organizada, respeitosa e valorizando a cultura que ajudou a construir a identidade da região”, destaca.

O cantor também ressalta que a convivência entre diferentes manifestações culturais e religiosas sempre fez parte da história do bairro e acredita que o diálogo é o melhor caminho para garantir que essa tradição continue existindo. “Sempre houve respeito. O samba faz parte da cultura do Bixiga, assim como a igreja, os moradores e os comerciantes. O que queremos é que o bairro continue sendo um lugar de encontro, arte e convivência.”

Para PH, preservar o samba de rua significa preservar uma parte importante da história da cidade. “Quando vejo pessoas voltando para a rua, cantando, encontrando amigos e fortalecendo a cultura local, sinto que estamos cumprindo um papel importante. O samba aproxima as pessoas, movimenta o bairro e mantém viva uma tradição que ajudou a construir a história de São Paulo.”

Enquanto segue trabalhando em novos projetos musicais e ampliando sua presença na cena do samba paulistano, Patrick Henrique acredita que iniciativas culturais independentes continuarão sendo fundamentais para fortalecer a identidade do Bixiga. “O samba sempre encontrou formas de resistir. E enquanto houver gente disposta a cantar, tocar e celebrar essa cultura, ele continuará vivo.”

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