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Marina Pisano e a Liderança sob Pressão: como gerenciar equipes multidisciplinares

26 de Maio de 2026

Há momentos na história em que o mundo parece convergir para um único ponto, um estádio, uma cidade, um evento. Nos bastidores desses grandes encontros esportivos globais, onde bandeiras se cruzam e expectativas se elevam, existe uma visibilidade invisível que sustenta o espetáculo: pessoas. Muitas delas. De diferentes culturas, formações, níveis de experiência e motivações. Liderar esse mosaico humano, especialmente sob pressão extrema, não é apenas uma habilidade técnica, é um exercício contínuo de inteligência emocional, visão sistêmica e capacidade de decisão.

Foto: Divulgação
 

Em megaeventos esportivos, como Jogos Olímpicos ou Internacionais, a pressão não é episódica, ela é constante, acumulativa e, muitas vezes, imprevisível. Atrasos logísticos, mudanças de última hora, falhas operacionais e expectativas institucionais coexistem em um ambiente onde o erro não é apenas indesejado, mas altamente visível. Nesse contexto, a liderança deixa de ser um papel formal e passa a ser um comportamento distribuído, exigido em todos os níveis da operação.

Gerenciar equipes multidisciplinares já é, por si só, um desafio complexo. Quando se adiciona a variável do voluntário, pessoas que, embora engajadas, não possuem necessariamente formação técnica ou experiência prévia, o desafio se intensifica. Surge então uma questão central: Como alinhar objetivos, manter a coesão e garantir a execução impecável em um cenário onde as variáveis ​​humanas são tão diversas quanto dinâmicas?

A resposta começa pela construção de um propósito compartilhado. Em ambientes de alta pressão, a clareza do “ porquê ” é o que sustenta o “ como ”. Líderes eficazes não apenas distribuem tarefas, eles conectam indivíduos a uma missão maior. Quando um voluntário envolve que sua função impacta diretamente a experiência de um atleta ou a imagem global de um evento, seu engajamento deixa de ser operacional e passa a ser emocional.

Foto: Divulgação
 

É nesse ponto que a experiência prática se torna insubstituível. A trajetória de Marina Pisano ilustra com precisão essa dinâmica. Com uma carreira consolidada na gestão de transporte em eventos esportivos internacionais, ela se desenvolveu em posições estratégicas que contribuíram de forma cooperativa para múltiplos stakeholders, desde autoridades públicas até equipes operacionais e voluntárias. Sua atuação nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016, por exemplo, envolve a criação e execução de um sistema de transporte para atletas, incluindo o gerenciamento de voluntários, coordenadores e motoristas sob intensa pressão operacional.

Mais do que implementar sistemas, Marina declarou uma competência essencial para liderar sob pressão: a capacidade de transformar estruturas fragmentadas em operações integradas. Durante os Jogos Asiáticos em Ashgabat, ela desenvolveu um modelo unificado de transporte que sincronizava múltiplos locais de competição, garantindo consistência e eficiência em um ambiente altamente complexo. Esse tipo de liderança evidencia um princípio fundamental: sob pressão, a simplicidade operacional é resultado de uma complexidade bem gerida.

Outro elemento crítico é a comunicação. Em equipes multidisciplinares, onde profissionais técnicos trabalham lado a lado com voluntários, a linguagem precisa ser acessível, direta e orientada à ação. Não se trata apenas de transmitir informação, mas de garantir a compreensão. Os líderes eficazes sabem traduzir planos estratégicos em instruções claras, criando um ambiente onde todos sabem o que fazer, e por quê.

A experiência de Marina também reforça a importância do treinamento e da mentoria como ferramentas de liderança. Ao longo de sua carreira, ela atuou no desenvolvimento de profissionais e voluntários, conduzindo treinamentos, orientando coordenadores juniores e promovendo aprendizado em tempo real durante as operações. Esse investimento em pessoas não apenas melhora a execução imediata, mas cria um legado de competência que se perpetua em eventos futuros.

No entanto, talvez o aspecto mais exigente da liderança sob pressão seja uma tomada de decisão. Em ambientes onde o tempo é escasso e as consequências são amplas, os líderes precisam equilibrar rapidez com soluções. Isso exige confiança, não apenas em si mesmos, mas nas equipes que lideram. Delegar, nesse contexto, não é abdicar do controle, mas ampliar a capacidade de resposta.

Por fim, liderou no epicentro do esporte mundial é, acima de tudo, um exercício de resiliência. Não se trata apenas de suportar a pressão, mas de operar com clareza dentro dela. É manter o foco quando tudo ao redor se move rapidamente. É transformar o caos em cooperação, a diversidade em alinhamento e o esforço coletivo em excelência operacional.

Foto: Divulgação
 

A tese que emerge desse cenário é clara: a liderança sob pressão em megaeventos esportivos não é definida pela ausência de problemas, mas pela capacidade de orquestrar pessoas, diferentes, temporárias e, muitas vezes, voluntárias, em torno de um objetivo comum, com soluções, empatia e propósito. É nesse espaço, entre a urgência e a organização, que líderes como Marina Pisano demonstram que a verdadeira excelência não está apenas no resultado final, mas na forma como ele é construído.

Nota da Redação:   

Para a produção desta matéria, a reportagem entrevistou a especialista Marina Pisano em razão de sua ampla e considerada atuação no mercado de grandes eventos esportivos internacionais. Com trajetória consolidada em operações estratégicas de transporte e logística em competições de escala global, Marina tornou-se uma referência na gestão de equipes multidisciplinares sob alta pressão operacional. Sua experiência inclui projetos de enorme relevância, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Paris 2024, Copa do Mundo FIFA, G20 e Jogos Asiáticos, sempre ocupando posições de liderança e coordenação de alta complexidade.

Reconhecida pela capacidade de integrar operações, líderes voluntários e profissionais de diferentes áreas e desenvolver soluções eficientes em ambientes críticos, Marina representa hoje uma das vozes mais comprometidas da categoria quando o assunto é excelência operacional em megaeventos esportivos. Sua atuação contribui não apenas para o sucesso logístico dessas competições, mas também para o fortalecimento e profissionalização do setor em nível internacional.

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Colaboração / Conteúdo produzido e fornecido para o Cartão de Visita News por Eucalene Araujo
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