Cultura - Música

Anka Brasil lança novo disco: “Quando a Alma Canta”

25 de Maio de 2026

Depois de “Noite Fria” (2021) e “Amor Sem Fronteiras” (2022), o cantor e compositor gaúcho lança seu terceiro disco

Anka mantém seu estilo regional romântico com influências do rock’n’roll. No seu novo disco apresenta canções com letras românticas, onde as referências regionais dialogam com a intensidade do rock. O álbum tem novamente a parceria com Veco Marques (Nenhum de Nós), assinando a produção.

“Quando a Alma Canta” finaliza uma espécie de trilogia autoral do compositor gaúcho, agora com uma sonoridade mais roqueira. O lançamento é do selo Ímã Records e já está disponível nas plataformas digitais.

Doze canções de amor e uma esperança

Por Roger Lerina (jornalista cultural)

Desde a canção de abertura, Anka Brasil entrega-se – e nos convida a participar desse pacto pelo amor. “Não sentir os pés no chão / Nem teu dono nem peão / Só me perder de amor”, roga o refrão de “Eu Amei”, primeira das muitas baladas do novo disco do cantor e compositor. Dono de voz grave e envolvente, o intérprete está lançando “Quando a Alma Canta”, seu terceiro trabalho como solista. São 12 faixas em que mais uma vez Anka reflete sobre o amor – tema incontornável que se desdobra em emoções e aflições, alegrias e tristezas, encontros e infortúnios.

O assunto pode ser o mesmo, mas a abordagem lapidou-se. Em uma trajetória que se iniciou no final dos anos 1980 imprimindo seu tom de baixo-barítono a temas de Beatles, Stones, Creedence, Elton John e especialmente Elvis Presley em uma banda de amigos, Anka lançou-se em carreira solo com “Noite Fria” (2021). No ano seguinte, “Amor sem Fronteiras” seguiu o caminho do álbum de estreia, explorando de novo uma verve romântica que trafega pelo pop rock, folk e balada country em temas cuja instrumentação semiacústica valoriza o som de violões, guitarras, teclados e acordeões.

Como se fosse uma trilogia do coração, “Quando a Alma Canta” debruça-se mais uma vez sobre as peripécias amorosas – mas agora de uma forma poética e musicalmente mais madura. Contando novamente com Veco Marques na produção e à frente de vários instrumentos, parceiro de Anka desde o primeiro trabalho, o disco ganha corpo sonoro graças a uma banda de base que inclui alguns dos mais talentosos músicos da cena sulista: Diego Dias no acordeão, Murilo Moura nos teclados, Dani Vargas na bateria, Cristiano Ludwig no saxofone e Renato Dall Ago no trompete.

“Quando a Alma Canta” tem sabor de uísque sem gelo, memória de paixões antigas cujo fogo insiste em arder, espírito de madrugada insone escutando canções tristes para sentir-se melhor – como cantava o roqueiro argentino Gustavo Cerati. As músicas conjuram referências de artistas que, como Anka, carregavam uma lágrima na voz: escutam-se ecos de Roy Orbison em “Teu Corpo no Mar”, Johnny Cash em “Caminhar sem Direção”, o imprescindível Rei do Rock no soul gospel “Sofrer É um Instante”.

Como sempre, o gosto de terra também tempera a musicalidade de Anka – cujo sobrenome artístico, não esqueçamos, é Brasil. “Uma Noite de Amor” é uma balada que bebe na sanga do rock rural de referências como Renato Teixeira e o antológico trio Sá, Rodrix & Guarabyra. Já a música-título do disco é uma milonga puro-sangue com acordeão, baixo e guitarra elétrica que conta com as participações de Cristiano Quevedo nos vocais e Lara Rossato na declamação – dois dos nomes mais talentosos da nova música nativista sulista.

Em “No Olho do Furacão”, Anka lembra que “O amor às vezes é traiçoeiro / A dor às vezes chega primeiro”. Mas o artista também sabe que desistir dessa procura é abrir mão da vida. Citando o saudoso Bebeto Alves, “Quando a Alma Canta” nos oferece mais algumas canções de amor neste mundo onde tudo é desatenção – e o coração vaga.

As 12 músicas que compõem o álbum:

01- Eu Amei

02- Sai do Meu Peito

03- Não Deve Beijar

04- Caminhar Sem Direção

05- Quando A Alma Canta

06- Ah Coração

07- É Vício

08- Teu Corpo no Mar

09- Uma Noite de Amor

10- No Olho do Furacão

11- Sofrer é um Instante

12- Brincar de Esconder

Ficha técnica

Gravado nos estúdios Everest e Tec-Áudio em 2025

Técnicos de gravação: Veco Marques e Fernando Dimenor

Mixagem: Fernando Dimenor

Masterização: Marcos Abreu

Lançamento: Ímã Records

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