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| Foto: VOLODYMYR TVERDOKHLIB/SHUTTERSTOCK |
O presidente eleito pelo Partido Republicano corre risco de vida. Ele é responsabilizado pela divisão do país e seu enfraquecimento interno e externo. A luta política americana afastou os parceiros internacionais que tiveram suas mercadorias taxadas. A defesa do governo é que os produtos fabricados internamente não têm condição de concorrer com os importados, melhores e mais baratos. Os estados vendedores de produtos agrícolas querem uma política econômica liberal com os mercados abertos para exportar, principalmente para a Europa, e importar produtos a um preço mais barato. Essas divergências aprofundam a radicalização política e o Congresso Nacional não tem condições de resolver. A violência toma conta de parte do país e nem mesmo o presidente republicano – recentemente eleito – está fora de perigo. Pode sofrer um atentado a qualquer hora.
O Partido Republicano do presidente tem o apoio dos capitalistas do nordeste dos Estados Unidos. Eles investem pesadamente na construção do partido que defende o desenvolvimento industrial do país e, para isso, precisam que o governo mantenha uma política protecionista. Contudo, há reações de setores ligados ao agronegócio que tem como principal alvo exportar produtos agrícolas e matérias-primas. Em resumo, a nação não pode ter simultaneamente duas políticas aduaneiras. Uma protecionista, outra liberal. A luta pelo controle da presidência da República chega a uma verdadeira guerra de nomes, líderes e programas econômicos. A saída é conquistar a presidência e impor o programa de governo com o apoio da população. Até um debate entre candidatos é armado e a oposição apoia um dos senadores do sul dos Estados Unidos.
A guerra é inevitável. O país está em frangalhos depois de quatro anos de guerra civil e quase 700 mil mortos. Finalmente o nordeste vence o sul rebelado e impede a divisão do país. O presidente republicano Abraham Lincoln se destaca como o líder da União apesar de ter esperado a eclosão do conflito para assinar o fim do trabalho escravo, esteio da maior parte dos estados Confederados. O presidente e sua família são ameaçados. Grupos de sulistas se juntam para matar toda a cúpula do governo: presidente, vice e secretário de Estado. A segurança não avalia corretamente as ameaças. Lincoln não resiste a um convite para um espetáculo teatral no Teatro Ford, em Washington. O camarote presidencial tem porta, mas não tem tranca. E o ator John Wilkes Booth sabe disso. Espera o fim do intervalo e entra no camarote sem ser percebido. Dá um tiro na nuca do presidente. No dia seguinte é declarada a morte de Lincoln. Booth é preso em uma localidade a cem quilômetros do teatro. É capturado e morre em um tiroteio com os seus captores.
*Prof. Heródoto Barbeiro âncora do Jornal Nova Brasil, colunista do R7, apresentou o Roda Viva na TV Cultura, Jornal da CBN e Podcast NEH. Tem livros nas áreas de Jornalismo, História. Midia Training e Budismo. Grande prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA, Comunique-se. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Palestras e mídia training. Canal no Youtube “Por Dentro da Máquina”, www.herodoto.com.br