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PF descapitaliza esquema milionário de fraude em previdência complementar

8 de Abril de 2026

Operação resulta no bloqueio de até R$ 365 milhões e mais de 30 imóveis utilizados para ocultar recursos oriundos de crimes financeiros

Florianópolis/SC. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta‑feira (8/4), a Operação Sem Lastro, com o objetivo de investigar crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à gestão de uma entidade de previdência complementar vinculada a uma sociedade de economia mista do Estado de Santa Catarina.

A ação culminou no sequestro de mais de 30 imóveis e no bloqueio de valores financeiros que podem alcançar, aproximadamente, R$ 365 milhões, além de busca e apreensão em dois endereços vinculados aos investigados. 

Foto: PF/Divulgação
 

O principal alvo da investigação é um ex‑diretor financeiro da entidade, apontado como integrante do núcleo decisório responsável pelas fraudes sob apuração.

De acordo com as investigações, os recursos da entidade foram direcionados a investimentos de alto risco, sem lastro econômico adequado, muitos deles posteriormente classificados como irrecuperáveis, gerando prejuízos significativos.

Conforme apurado, essas operações tinham como objetivo a obtenção de vantagem econômica indevida, com posterior ocultação e dissimulação dos valores provenientes das práticas criminosas.

Para isso, os investigados teriam se utilizado de pessoas jurídicas registradas em nome de interpostas pessoas, com a finalidade de adquirir, administrar e manter patrimônio imobiliário incompatível com a capacidade econômico‑financeira formalmente declarada. 

As apurações indicam, ainda, que diversos imóveis foram adquiridos sem registros formais de pagamento, evidenciando indícios de ocultação e dissimulação da origem dos recursos utilizados nas aquisições.

Com a deflagração da operação, a Polícia Federal atinge diretamente o núcleo patrimonial do esquema, interrompendo o fluxo financeiro ilícito e preservando recursos para eventual ressarcimento dos prejuízos gerados.

Fonte: PF

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