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Dor na coluna dispara entre jovens e lota consultórios; postura e sedentarismo entram na mira

20 de Janeiro de 2026

Dor na coluna em jovens cresce com rotina sentada e postura ruim. Entenda os sinais, o que costuma piorar e como prevenir no dia a dia.

Foto: Freepik
 

A dor na coluna deixou de ser queixa só de gente mais velha e começou a aparecer cedo, até na adolescência e no começo da vida adulta. O motivo costuma ser simples: muitas horas sentado, pouco movimento e uma postura que vai ficando torta sem a pessoa perceber.

O resultado é um corpo que aguenta menos, cansa mais rápido e começa a reclamar em tarefas comuns, como estudar, trabalhar no computador ou ficar no celular.

Quando essa dor vira rotina, ela atrapalha tudo. A pessoa evita esporte, perde concentração na aula, troca o lazer por sofá e tela, e entra num ciclo que piora o problema.

Quanto menos o corpo se mexe, mais travado ele fica. E quanto mais travado, mais dolorido parece qualquer esforço, até levantar da cadeira ou carregar uma mochila.

É por isso que consultórios vêm recebendo jovens com dor lombar, dor no meio das costas e desconforto no pescoço. Em muitos casos, não existe um único culpado, e sim uma soma: cadeira ruim, tela baixa, horas sem pausa, sedentarismo, tensão emocional e até treino feito do jeito errado.

O lado bom é que mudanças pequenas no dia a dia já costumam reduzir muito as crises e evitar que isso vire um problema longo.

Por que a dor na coluna pega tão cedo

O corpo foi feito para alternar posições: sentar um pouco, levantar, andar, agachar, esticar. Quando o dia vira uma sequência de horas sentado, a coluna trabalha no limite.

A musculatura que sustenta o tronco enfraquece, o quadril fica rígido e o pescoço avança para frente para alcançar a tela. Com o tempo, essa combinação aumenta a chance de dor e sensação de peso nas costas.

  • Rotina sentada: muitas horas sem pausa deixam as estruturas sobrecarregadas.
  • Postura repetida: o corpo se adapta ao torto e passa a achar normal.
  • Pouca força: abdômen, glúteos e costas fracos exigem compensações.
  • Estresse: tensão aumenta rigidez e piora a percepção de dor.

Sinais que merecem atenção

De acordo com um ortopedista de coluna em Goiânia, nem toda dor nas costas é grave, mas alguns sinais pedem cuidado. Dor que aparece e some pode ter relação com hábitos.

Já dor que te acorda de madrugada, que piora rápido, ou que vem com formigamento forte merece avaliação. O ideal é não esperar meses para procurar orientação quando a dor atrapalha estudo, trabalho, sono ou treino.

  • dor na coluna que dura mais de 2 a 3 semanas
  • formigamento, perda de força ou dormência em braço ou perna
  • dor que piora ao tossir, espirrar ou fazer força
  • dificuldade para andar, levantar ou ficar em pé por muito tempo

Postura e tela: o combo que mais provoca queixa

Postura não é ficar duro igual estátua. Postura boa é a que muda. Mesmo sentado certinho, horas sem pausa pesam. Um ajuste simples já ajuda: aproximar a tela, apoiar os pés, deixar o quadril mais confortável e subir o celular até a altura dos olhos reduz a tensão no pescoço e nos ombros.

  • tela na altura dos olhos, sem precisar baixar a cabeça
  • apoie os pés no chão ou em um apoio
  • coluna encostada no encosto, sem escorregar na cadeira
  • a cada 30 a 50 minutos, levante por 1 a 2 minutos

Sedentarismo: quando o corpo perde estabilidade

A coluna precisa de suporte. Quem sustenta esse suporte são músculos do tronco, glúteos e quadril. Quando a pessoa se mexe pouco, esses músculos desligam e qualquer atividade vira excesso.

Caminhar todo dia, fazer exercícios de força e trabalhar mobilidade do quadril costuma ter efeito forte na redução de dor lombar e no cansaço nas costas.

  • comece com caminhadas curtas, 10 a 20 minutos
  • inclua força 2 a 3 vezes por semana, com orientação
  • não dependa só de alongar, o corpo precisa de força também

Academia e esporte: treino errado pode piorar

Muita gente procura a academia para melhorar a saúde, mas acaba piorando a dor na coluna por carga alta cedo demais, execução apressada ou falta de descanso. Agachamento, levantamento e exercícios de tronco precisam de técnica.

Quando a lombar vira a principal responsável por tudo, ela reclama. Ajustar a carga, aprender o movimento e fortalecer aos poucos costuma ser mais inteligente do que tentar evoluir rápido.

  • priorize técnica antes de peso
  • se a dor aparece, reduza carga e revise execução
  • intercale dias intensos com dias leves

O que dá para fazer hoje em casa, sem complicar

Se a dor na coluna está ligada a postura e sedentarismo, o melhor começo é criar um plano simples e repetível. O objetivo não é virar atleta, e sim devolver movimento ao corpo e diminuir a rigidez. Escolha duas ou três ações e repita por uma semana. Quando ficar fácil, acrescente outra.

  • levantar e andar pela casa por 1 minuto a cada hora
  • respiração lenta por 2 minutos para soltar ombros e pescoço
  • ponte de glúteos: 2 a 3 séries leves, sem dor
  • prancha curta: 10 a 20 segundos, focando em controle

Quando buscar avaliação

Médicos de coluna em Goiânia alertam que, se a dor na coluna está recorrente, se volta sempre que você estuda, trabalha ou treina, vale procurar avaliação para entender a causa e montar um plano seguro.

Um profissional pode identificar padrões, checar força, mobilidade, hábitos e orientar o que fazer sem chute. Isso evita perder tempo com tentativas aleatórias e reduz o risco de piorar.

Prevenção para escola, trabalho e vida digital

O segredo é quebrar o padrão que está gerando sobrecarga. Não precisa de equipamentos caros. Precisa de rotina com pausas, postura ajustada, mochila mais leve e atividade física que crie estabilidade.

Com isso, a dor nas costas tende a diminuir e a pessoa volta a confiar no próprio corpo.

  • use mochila com duas alças e ajuste bem nas costas
  • evite ficar com o celular baixo por muito tempo
  • crie uma regra: pausas curtas, várias vezes ao dia
  • inclua movimento como parte da rotina, não só como hobby
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