Dor na coluna em jovens cresce com rotina sentada e postura ruim. Entenda os sinais, o que costuma piorar e como prevenir no dia a dia.
![]() |
| Foto: Freepik |
A dor na coluna deixou de ser queixa só de gente mais velha e começou a aparecer cedo, até na adolescência e no começo da vida adulta. O motivo costuma ser simples: muitas horas sentado, pouco movimento e uma postura que vai ficando torta sem a pessoa perceber.
O resultado é um corpo que aguenta menos, cansa mais rápido e começa a reclamar em tarefas comuns, como estudar, trabalhar no computador ou ficar no celular.
Quando essa dor vira rotina, ela atrapalha tudo. A pessoa evita esporte, perde concentração na aula, troca o lazer por sofá e tela, e entra num ciclo que piora o problema.
Quanto menos o corpo se mexe, mais travado ele fica. E quanto mais travado, mais dolorido parece qualquer esforço, até levantar da cadeira ou carregar uma mochila.
É por isso que consultórios vêm recebendo jovens com dor lombar, dor no meio das costas e desconforto no pescoço. Em muitos casos, não existe um único culpado, e sim uma soma: cadeira ruim, tela baixa, horas sem pausa, sedentarismo, tensão emocional e até treino feito do jeito errado.
O lado bom é que mudanças pequenas no dia a dia já costumam reduzir muito as crises e evitar que isso vire um problema longo.
O corpo foi feito para alternar posições: sentar um pouco, levantar, andar, agachar, esticar. Quando o dia vira uma sequência de horas sentado, a coluna trabalha no limite.
A musculatura que sustenta o tronco enfraquece, o quadril fica rígido e o pescoço avança para frente para alcançar a tela. Com o tempo, essa combinação aumenta a chance de dor e sensação de peso nas costas.
De acordo com um ortopedista de coluna em Goiânia, nem toda dor nas costas é grave, mas alguns sinais pedem cuidado. Dor que aparece e some pode ter relação com hábitos.
Já dor que te acorda de madrugada, que piora rápido, ou que vem com formigamento forte merece avaliação. O ideal é não esperar meses para procurar orientação quando a dor atrapalha estudo, trabalho, sono ou treino.
Postura não é ficar duro igual estátua. Postura boa é a que muda. Mesmo sentado certinho, horas sem pausa pesam. Um ajuste simples já ajuda: aproximar a tela, apoiar os pés, deixar o quadril mais confortável e subir o celular até a altura dos olhos reduz a tensão no pescoço e nos ombros.
A coluna precisa de suporte. Quem sustenta esse suporte são músculos do tronco, glúteos e quadril. Quando a pessoa se mexe pouco, esses músculos desligam e qualquer atividade vira excesso.
Caminhar todo dia, fazer exercícios de força e trabalhar mobilidade do quadril costuma ter efeito forte na redução de dor lombar e no cansaço nas costas.
Muita gente procura a academia para melhorar a saúde, mas acaba piorando a dor na coluna por carga alta cedo demais, execução apressada ou falta de descanso. Agachamento, levantamento e exercícios de tronco precisam de técnica.
Quando a lombar vira a principal responsável por tudo, ela reclama. Ajustar a carga, aprender o movimento e fortalecer aos poucos costuma ser mais inteligente do que tentar evoluir rápido.
Se a dor na coluna está ligada a postura e sedentarismo, o melhor começo é criar um plano simples e repetível. O objetivo não é virar atleta, e sim devolver movimento ao corpo e diminuir a rigidez. Escolha duas ou três ações e repita por uma semana. Quando ficar fácil, acrescente outra.
Médicos de coluna em Goiânia alertam que, se a dor na coluna está recorrente, se volta sempre que você estuda, trabalha ou treina, vale procurar avaliação para entender a causa e montar um plano seguro.
Um profissional pode identificar padrões, checar força, mobilidade, hábitos e orientar o que fazer sem chute. Isso evita perder tempo com tentativas aleatórias e reduz o risco de piorar.
O segredo é quebrar o padrão que está gerando sobrecarga. Não precisa de equipamentos caros. Precisa de rotina com pausas, postura ajustada, mochila mais leve e atividade física que crie estabilidade.
Com isso, a dor nas costas tende a diminuir e a pessoa volta a confiar no próprio corpo.