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Vinícius Mello Mencaroni explica por que inteligência artificial só funciona com base sólida

14 de Janeiro de 2026
Foto: Divulgação

Quando o assunto é inteligência artificial, muitas empresas cometem o mesmo erro: se apaixonam pela tecnologia antes de entender o problema que precisam resolver. Essa é a conclusão de Vinícius Mello Mencaroni, especialista em transformação empresarial com mais de dez anos de experiência e resultados de mais de R$ 200 milhões documentados.

Segundo Vinícius, o fracasso não está na IA, mas no que vem antes dela. “Empresas querem aplicar inteligência artificial sem processos mapeados, sem análise, sem indicadores claros. É como construir um prédio começando pelo décimo andar”, afirma.

A lição que ele extraiu de dezenas de projetos é clara: a IA deve ser ponto de chegada, não ponto de partida. Antes de qualquer algoritmo ou automação, é preciso estruturar processos, organizar dados e criar metodologias que transformem informação em decisão. Ignorar essa sequência, segundo Vinícius, é o que explica a frustração de tantos projetos caros e promissores.

Nos últimos anos, essa lógica se mostrou ainda mais relevante no ambiente digital. “No digital, o dado está em todo lugar. Cada clique, cada interação, cada comportamento é registrado. O que falta muitas vezes não é informação, mas método para transformá-la em decisão”, explica. Observando empreendedores e profissionais do digital, Vinícius percebeu o mesmo padrão que via em grandes empresas: investimento sem clareza e execução sem diagnóstico.

Para enfrentar esse desafio, ele adaptou ferramentas tradicionais de gestão, como análise de causa raiz, diagramas de Ishikawa e metodologias de validação, para o contexto do empreendedorismo digital. O objetivo é simples: garantir que cada investimento seja baseado em compreensão clara do problema a ser resolvido, evitando desperdício de tempo e recursos.

Tecnologia é amplificador. Se você não sabe o que está resolvendo, você só multiplica a confusão”, afirma Vinícius.

A experiência acumulada mostra que, quando aplicada sobre uma base sólida, a inteligência artificial pode gerar resultados exponenciais. Mas sem essa base, mesmo o maior investimento pode se perder. Para ele, a chave é unir processos estruturados, metodologia robusta e dados organizados antes de qualquer iniciativa tecnológica.

Em resumo, a lição de Vinícius Mello Mencaroni é direta e prática: a inteligência artificial sozinha não resolve problemas. É a clareza, o planejamento e a metodologia que determinam se a tecnologia será um aliado poderoso ou apenas mais uma ferramenta desperdiçada.

IA é extraordinária, mas ela só alcança seu potencial máximo quando há clareza do que se quer resolver. Metodologia não limita tecnologia. Ela libera tudo que ela pode oferecer”, conclui o executivo.

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