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Cirurgia íntima feminina: procedimento que devolve conforto, autoestima e qualidade de vida

13 de Janeiro de 2026

Por Dra. Laís Maltarolo – Ginecologista

Foto: Divulgação

A cirurgia íntima feminina deixou de ser um tema cercado por tabus e passou a ocupar espaço relevante nas discussões sobre saúde e qualidade de vida da mulher. Muito além da estética, o procedimento atende pacientes que convivem com desconfortos físicos e emocionais desde a adolescência, interferindo diretamente em atividades cotidianas, na prática de exercícios físicos e na vida íntima.

Segundo a Dra. Laís Maltarolo, referência na área, a maioria das pacientes não busca a cirurgia apenas por motivos estéticos. “São mulheres que sentem incômodo ao usar roupas justas, praticar atividades como ciclismo, vestir biquíni ou que desenvolvem vergonha e inibição nas relações íntimas. Isso gera dor física e também sofrimento emocional”, explica.

O desconforto está, na maioria dos casos, relacionado aos lábios internos, que podem se tornar mais proeminentes. Esse processo costuma ser percebido em dois momentos principais: alguns anos após a primeira menstruação, quando a região íntima atinge sua maturidade, ou a partir dos 30 anos, fase em que ocorre a redução do volume dos lábios externos, tornando os internos mais evidentes. “Muitas mulheres acreditam que houve um aumento, quando na verdade o que acontece é uma perda de volume da região externa”, esclarece a médica.

Entre os mitos mais comuns está a associação do aumento da região íntima ao uso de suplementos e hormônios. De acordo com a especialista, o uso de anabolizantes ou terapias hormonais com testosterona pode provocar alterações, principalmente no clitóris, além de reduzir o percentual de gordura corporal, inclusive na região íntima. “Com menos gordura nos lábios externos, os internos acabam ficando mais aparentes”, explica.

A indicação cirúrgica está diretamente ligada aos sintomas e ao impacto na qualidade de vida da paciente. Não existe uma idade padrão para a realização do procedimento. “Já operei pacientes a partir dos 14 anos, desde que já tenham pelo menos três anos de menstruação, até mulheres com mais de 65 anos. O mais importante é que a região íntima esteja completamente formada”, afirma a Dra. Laís.

Atualmente, a cirurgia íntima feminina pode ser realizada no próprio consultório médico, com anestesia local e total conforto para a paciente. O procedimento é considerado simples, com baixo sangramento, uso de pontos absorvíveis e recuperação tranquila. “O pós-operatório costuma causar apenas um leve desconforto, bem controlado com medicações e acompanhamento próximo. As pacientes contam com retornos programados e suporte contínuo”, destaca.

Uma das principais dúvidas das mulheres é se a cirurgia pode comprometer a sensibilidade ou o prazer sexual. A resposta é clara: “A cirurgia não envolve o clitóris. Quando realizada nos lábios internos ou externos, não há relação com perda de sensibilidade. Esse risco não é comum”, reforça a especialista.

Com técnicas cada vez mais seguras e individualizadas, a cirurgia íntima feminina representa um avanço importante na saúde da mulher. Mais do que uma questão estética, trata-se de devolver conforto, autoestima, liberdade e qualidade de vida, respeitando a anatomia e as necessidades de cada paciente.

Dra. Laís Maltarolo - Ginecologista

Foto: Divulgação

Ginecologista e obstetra dedicada ao bem-estar feminino integral, unindo cuidado físico, emocional e estético em todas as fases da vida. Com experiência em grandes hospitais de São Paulo, atua com destaque em ginecologia estética, regenerativa e funcional, promovendo saúde íntima com abordagem leve e humanizada. Com formação sólida e atuação em projetos sociais, tem como propósito oferecer saúde, equilíbrio e plenitude às mulheres

Contatos: @dralaismaltarololo

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