Cultura - Teatro

3 Asas: Fim de Voo

9 de Janeiro de 2026
Créditos: Sabrina Paz

Estreia no dia 17 de janeiro em São Paulo no Mi Teatro o espetáculo “3 Asas: Fim de Voo” protagonizado pelo ator Carlos Marinho com texto e direção de João Cícero, após temporadas no Rio de Janeiro. A peça propõe uma reflexão sobre a masculinidade a partir da ficcionalização de 3 aves: Azulão, Galo e Falcão em sua relação com os seres humanos.

A discussão do texto é sobre a interferência da cultura humana nos processos biológicos desses animais machos, assim como na natureza como um todo. De tal modo, investiga-se os processos do Antropoceno, e da interferência nociva do homem no meio ambiente no mundo contemporâneo.

Na peça, com 3 monólogos, apresenta esses animais em crise com o objetivo de questionar os limiares sociais e biológicos do masculino. Qual o limite biológico e social? Como os animais machos entram em colapso ao travar contato com a cultura de dominação da masculinidade do Homo Sapiens?

Desde Aristófanes com seus coros animalescos (rãs, pássaros e insetos), passando por Franz Kafka, com o estranhamento de um bestiário humanizado (baratas e macacos), a ficção tem se utilizado dos animais para refletir sobre o homem em seus momentos de crise.

No mundo atual, com todas as discussões acerca da sustentabilidade dos ecossistemas e da presença devastadora do homem na terra, a utilização de um bestiário para questionar a irracionalidade dos humanos tem sido de grande potência.

“3 Asas: Fim de Voo” mostra a fantasia humana alada, tão bem apresentada por Gaston Bachelard em o “Ar e os sonhos” – como desejo e fascínio do homem pelas alturas e pelas quedas. Utilizamos a peculiaridade biológica da distinção dos machos e das fêmeas no mundo das aves para discutir a masculinidade social do Homo Sapiens, confrontando os limites racionais e irracionais dos seres humanos.

FICHA TÉCNICA:

Texto: João Cícero

Elenco: Carlos Marinho

Direção de arte: Marcelo Marques

Iluminação: Lara Aline

Adaptação de luz: Iohann Iori

Trilha sonora: Márcio Pizzi

Fotos: Sabrina Paz

Produção local e assessoria de imprensa: Fabio Camara

Direção de produção: João Cícero

SERVIÇO:

LOCAL: Mi Teatro, Rua Pamplona 310 - Bela Vista. 54 lugares.

DATA: 17/01 até 01/02 (Sábado 18h e Domingo 17h).

INGRESSOS: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

VENDAS PELA INTERNET: https://bileto.sympla.com.br/event/114999/d/358895/s/2426301

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

EQUIPE:

João Cícero Bezerra é dramaturgo, diretor, historiador da Arte, da Cultura e do Teatro. Pós-doutorando do PPGHA-UERJ; Pós-Doutor em Artes Cênicas pelo programa de Pós-Graduação da UNIRIO (2015-2017/2021-2022); Doutor em Artes pelo PPGARTES-UERJ (2023); Doutor em História Social da Cultura pela PUC-RIO (2015), Bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO; atua como docente em Ensino Superior há mais de quinze anos. Trabalha como professor universitário: SENAI-CETIQT (2008-2019), CAL (2016-2022), Cesgranrio (2018- até hoje). Trabalha como professor de teatro na educação básica: Prefeitura do Rio (2000-até hoje), Prefeitura de São Gonçalo (2021-até hoje).  É colaborador da revista Questão de Crítica. Fez como diretor e dramaturgo as peças: “Menininha”, (2010), “Sexo Neutro” (2015), sendo indicado como melhor autor para os prêmios Questão de Crítica e Cesgranrio, “Batistério” (2017), “Ossos ou O Salto de Prometeu” (2018), “Meu Coração” (2022), prêmio de melhor autor FETAERJ 2023, “Um Dia Feliz” (2023) e “Três Asas: Fim de Voo” (2023), “Meus Olhos” (2024).   Lançou em 2023 o livro MONÓLOGOS INFORMES pela EDITORA NUMA, com lançamento na ABRACE/2024 e na FLIP/2024. É coordenador do curso de Licenciatura da Faculdade Cesgranrio desde 2018.

Carlos Marinho é ator de teatro e natural do Rio de Janeiro. Em 2024, atua em “Meus Olhos” (texto e dir. de João Cícero) e “Fortaleza” (dir. de Daniel Dias da Silva). Estreou o monólogo "3 Asas - Fim de Voo" (2023), com texto de João Cícero.  Em 2022 atuou no espetáculo "Seus Pêsames", com direção de Audrei Andrade e baseado na obra de Jorge Andrade. Atuou em "Meu coração", escrito e dirigido em 2021 por João Cícero. Em 2020 atuou em "A Tempestade", texto de Shakespeare e direção de Marise Duarte em curta temporada na Sede das Cias-RJ. Também atuou na performance "Caminhos - uma intervenção Urbana" (2019), junto à Cia Enviezada, onde apresentou no Festival MAPAS nas Ilhas Canárias e no Festival Sesc de Inverno do mesmo ano. Estreou no teatro em 2018, no espetáculo "Deflora-te", de Gabriela Linhares, baseado na obra "O Balcão" de Jean Genet.

Comentários
Assista ao vídeo