Por Dr. Jimi Scarparo – gastroenterologista e endoscopista
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| Foto: Divulgação |
Com o avanço dos tratamentos contra a obesidade, muitos pacientes têm buscado caminhos eficazes para emagrecer sem recorrer à cirurgia bariátrica. Segundo o gastroenterologista e endoscopista Dr. Jimi Scarparo, a decisão não é apenas uma escolha do paciente, mas uma análise médica fundamentada no grau da doença e no risco-benefício de cada abordagem.
Para quem tem sobrepeso, ajustes no estilo de vida — alimentação, atividade física e, eventualmente, medicamentos — podem ser suficientes. Já casos de obesidade grau I e II sem comorbidades podem se beneficiar de procedimentos endoscópicos minimamente invasivos, como o balão gástrico e a gastroplastia endoscópica. Quando há comorbidades associadas, como diabetes, apneia do sono ou hipertensão, a bariátrica se torna o método mais eficaz. Em obesidade grau III, ela é praticamente mandatória.
Ainda assim, muitos pacientes resistem à cirurgia. Para esses casos, a combinação de métodos vem ganhando espaço. A associação entre a gastroplastia endoscópica e medicamentos modernos — especialmente a tirzepatida — pode atingir resultados próximos aos da bariátrica, embora o custo do tratamento seja um fator limitante.
Os agonistas de GLP-1, como liraglutida e semaglutida, e os duplo ou triplo agonistas representam uma revolução no tratamento clínico da obesidade. Eles aumentam a saciedade, reduzem o apetite, controlam compulsões e promovem queima de gordura visceral, além de efeitos cardíacos e hepáticos protetores. Usados corretamente, podem proporcionar até 20% de perda de peso corporal.
Mesmo assim, mudanças de estilo de vida seguem sendo a base de qualquer tratamento — mas raramente alcançam sozinhas resultados comparáveis aos 30% a 40% de perda de peso proporcionados pela cirurgia bariátrica.
Para entender por que alguns pacientes não conseguem emagrecer, é necessária uma avaliação completa: aspectos emocionais, hábitos, profissão, genética, comorbidades e histórico de tentativas anteriores. O acompanhamento multidisciplinar é essencial.
A definição entre alternativas clínicas e cirurgia exige análise cuidadosa. Segundo Scarparo, quem precisa perder até 20% do peso ainda pode apostar em métodos clínicos. Acima de 30%, a bariátrica é a via mais segura. Já quem está na faixa intermediária deve ser avaliado individualmente para uma indicação precisa e responsável.
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Dr. Jimi Scarparo – Gastroenterologista e Endoscopista
Médico especializado em endoscopia e diretor técnico da Clínica e Hospital Dia Scarparo Scopia, é membro da SOBED, FBG e SBCBM. Atua com métodos minimamente invasivos no combate à obesidade, promovendo perda de peso segura e sustentável.
Contatos: @dr.jimiscarparo | www.drjimiscarparo.com