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Outubro Rosa: especialista esclarece mitos e verdades sobre o câncer de mama

4 de Outubro de 2021

Mês ganha campanha mundial em prol da prevenção e do diagnóstico precoce da doença

Dados da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto apontam uma queda de 45% no número de mamografias realizadas na cidade no comparativo entre 2019 - que foram realizadas 14.064 - ante 2020, com apenas 7655. O exame preventivo é o principal para o diagnóstico do câncer de mama, tipo mais incidente em mulheres no Brasil, segundo o INCA.

Um dos principais fatores para esta redução é a pandemia que fez com que exames de rastreamento e cirurgias eletivas de outras doenças, como o câncer, fossem adiadas.

Levando em conta o avanço da vacinação na cidade e no Brasil, e o baixo número de internados em UTIs e enfermarias com a Covid-19 em todo o estado, a realização de tais exames tendem a voltar aos patamares anteriores.

"Depois de mais de 1 ano em que os diagnósticos foram impactados pela falta de realização de exames, vemos uma tendência crescente na realização dos mesmos, voltando aos poucos próximo à normalidade. A ida ao médico para a realização de exames periódicos é fundamental para que consigamos detectar precocemente o câncer de mama, que se descoberto em estádios iniciais possui mais chances de sucesso no tratamento", comenta Diocésio Andrade, oncologista do InORP Oncoclínicas.

O mês de outubro ganha, mundialmente, a cor simbólica rosa com o objetivo de levar informações sobre diagnóstico precoce e prevenção do câncer de mama. Abaixo, o oncologista esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença:

Não tenho histórico de câncer na família por isso não terei.
MITO: A maioria dos casos diagnosticados são de pessoas que não possuem histórico familiar. Quem tem histórico de casos em familiares de primeiro grau, ou seja, mães, filhas e irmãs, possui em geral um risco aumentado de desenvolver a doença necessitando acompanhamento constante.

Faço o autoexame em casa por isso não preciso de mamografia.
MITO: A prática é uma aliada da mulher. Porém, apenas ele não é capaz de detectar nódulos menores, que podem representar o início de um câncer de mama. Com o exame completo de mamografia é possível detectar microcalcificações, nódulos menores e outras irregularidades que devem ser investigadas. Outros sinais de alerta, além do aparecimento de nódulos são diferenças expressivas entre o tamanho dos seios, alterações nos mamilos e na pele da mama, inchaços incomuns na área, presença de secreções ou mesmo sangue, entre outros .

Desodorantes e certos modelos de sutiã podem causar câncer.
MITO: As duas histórias surgiram em boatos da internet. Não existe nenhuma relação do uso de desodorantes com a alterações nas células da região e o mesmo se dá para as armações de arame em certos modelos de sutiã. Não há nenhum risco comprovado.

Amamentar previne o câncer de mama.
VERDADE: A amamentação protege, pois no período de aleitamento o número de ciclos menstruais é reduzido e a exposição a determinados hormônios femininos, como o estrogênio, é menor. Quanto maior for o período de amamentação, melhor, especialmente antes dos 30 anos de idade. Mas vale ressaltar que só esta atitude não impede o aparecimento do câncer de mama.

É necessário de modo geral, manter os exames em dia, adotar uma rotina saudável de vida com a prática de exercícios físicos, dieta saudável, e outros.

Uma pancada pode desencadear em câncer
MENTIRA: A batida e a dor que vem após a lesão não podem desencadear um tumor e provocar alterações nas células. O câncer de mama se forma por mutações genéticas na região e não por qualquer fator externo como uma batida ou também pelo stress, depressão ou sentimentos negativos.

O câncer de mama pode ter cura.
VERDADE: Quanto mais cedo for descoberto, melhores são as chances de cura e de sucesso no tratamento a ser instituído. A medicina tem evoluído bastante e cada caso é único. Mesmo nos casos mais complexos há diversas opções de medicamentos e outras tecnologias que aumentam a qualidade de vida do paciente e a possibilidade de cura da mesma.

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