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46% dos pequenos empresários dos EUA não conseguem funcionários para preencher vagas

10 de Agosto de 2021

Erica Castelo, headhunter com atuação global, diz que o auxílio desemprego e aulas remotas colaboraram para esse cenário no país americano

Uma das maiores economias do mundo está com problemas para preencher as vagas de emprego. O motivo? A população norte-americana está recebendo mais dinheiro no auxílio oferecido pelo governo do que nas vagas de trabalhos que estão abertas. 46% dos pequenos empresários dos Estados Unidos disseram não ter conseguido funcionários para suas vagas em junho deste ano. Esse número é mais do que o dobro da média histórica medida nos últimos 48 anos, é o que revela a pesquisa da Federação Nacional de Negócios Independentes.

Erica Castelo, headhunter com atuação global

No estudo, é apresentado que 39% dos empresários tiveram que subir suas ofertas salariais no país. É o terceiro mês consecutivo de alta nas estimativas de pagamento aos trabalhadores americanos. No ano, a remuneração por hora de trabalho já acumula reajuste de 3,6%,

Erica Castelo, headhunter brasileira com atuação global, diz que o auxílio desemprego colaborou para esse cenário. ‘’O valor do auxílio desemprego oferecido pelo governo resultou em muita gente fazendo as contas e percebendo que pode valer mais a pena receber esse auxílio desemprego do que estar trabalhando com um salário considerado baixo e  essa percepção está pressionando muitos estabelecimentos a aumentarem o valor da hora do colaborador’’, destaca a especialista.

Os trabalhadores desempregados que se encaixam nos pré-requisitos do programa recebem 300 dólares por semana, ou US $1,2 mil por mês. Segundo a profissional existe uma falta grande de mão de obra principalmente para as funções de garçons e atendentes. De fato, existem vários fatores que estão afetando essa não volta dos trabalhadores.  ‘’Além da baixa mão de obra, o medo da Covid-19 ainda persiste para algumas pessoas, gente que foi infectada ainda tem receio de se infectar novamente, por exemplo”, completa.

Erica Castelo afirma que a situação é uma questão momentânea e impactante em diversos níveis e que a expectativa é que a partir de setembro, com o final das férias e ainda mais gente vacinada, a situação se regularize. ‘’Acredito que com o fim do auxílio federal americano e o retorno das aulas presenciais, programado para setembro, serão ajustadas parcialmente as demandas e as ofertas da força de trabalho’’, salienta.

Sobre Erica Castelo

CEO da The Soul Factor, empresa de Executive Search, sediada nos EUA com atuação internacional, especializada em encontrar talentos para organizações multinacionais, digitais ou em transformação digital, Erica Castelo possui especialização em Design Thinking pela Stanford University Graduate School of Business, MBA em Marketing pela ESPM e formação em Administração pela FGV.

Mais informações: https://www.thesoulfactor.com

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/ericazc/

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