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Grendene fecha segundo semestre de 2021 com receita bruta de R$ 1,1 bilhão

30 de Julho de 2021

Companhia encerrou o período com R$ 2 bilhões em caixa e vem avançando em transformação digital e na internacionalização de suas marcas

A Grendene registrou, no primeiro semestre de 2021, receita bruta de R$ 1,1 bilhão, um avanço de 6,9% frente ao mesmo período de 2019, enquanto atingiu um volume de pares embarcados da ordem de 58,9 milhões, um incremento de 0,4%. Também em comparação ao ano retrasado, o EBIT recorrente da empresa atingiu R$ 113,5 milhões, 64,6% maior; o lucro líquido recorrente foi de R$ 171,2 milhões, um crescimento de 22,7%; e a receita líquida chegou a R$ 881,3 milhões, avanço de 7,1%.

Devido ao cenário econômico atípico enfrentando por empresas, com paralisação quase total das atividades industriais por conta da pandemia do novo coronavírus, no segundo trimestre do ano, a Grendene optou por comparar seus últimos resultados com os obtidos no mesmo período de 2019.

No segundo trimestre deste ano, a companhia atingiu receita bruta de R$ 437,7 milhões, retração de 11,9% em comparação com 2019, enquanto o volume de pares embarcados para esse período foi de 23,5 milhões, recuo de 21,9%. Já a receita bruta/par foi de R$ 18,60, um incremento de 12,7% em comparação com o mesmo intervalo.

O diretor de Relações com Investidores da Grendene, Alceu Demartini de Albuquerque, explica que, além de questões sazonais, o segundo trimestre de 2021, principalmente março e abril, foi marcado por uma nova aceleração da pandemia. “A imposição de medidas mais rigorosas para conter o avanço da doença resultou em um aumento do nível de incerteza acerca da dimensão da crise e da retomada da economia como um todo”, analisa.

Ainda segundo o executivo, maio foi um ponto de inflexão no trimestre. “Em virtude da aceleração da vacinação, da flexibilização das medidas de restrição à circulação com a reabertura do comércio e do aumento do otimismo, foi constatado um crescimento expressivo do consumo frente aos dois meses anteriores”, pontua. 

Mercados

No mercado doméstico, as vendas brutas registraram R$ 333,8 milhões, e o volume de pares embarcados foi de 18,4 milhões, um recuo de 16,4% e 25,5%, respectivamente, em relação ao segundo trimestre de 2019. Para o período, houve um incremento na receita bruta/par de 12,1%. Na visão semestral, as vendas para o mercado interno cresceram 1,6% frente o primeiro semestre de 2019, totalizando R$ 805,5 milhões.

Já no mercado internacional, as vendas da companhia aumentaram 6,4% em receita, enquanto o volume de pares embarcados recuou 5,4% no segundo trimestre de 2021, em comparação com o trimestre correspondente de 2019. Esse movimento refletiu no incremento da receita bruta/par de 12,5%. Já no primeiro semestre de 2021, a receita bruta cresceu 26% ante 2019, totalizando R$ 276,6 milhões, enquanto o volume de pares embarcados avançou 7,4% para 13,2 milhões.

“O mercado internacional é a principal alavanca de crescimento da companhia para os próximos anos. Embora a Grendene seja uma das maiores produtoras de calçados do mundo, possuímos participação inferior a 1% no mercado global. Há um oceano azul a ser desbravado”, sinaliza Albuquerque, enfatizando que conforme divulgado em fato relevante em 5 de julho, a Grendene assinou um Memorando de Entendimentos (MOU, sigla em inglês) com a 3G Radar para formar uma joint venture com o objetivo de distribuir e comercializar produtos em determinados mercados internacionais.

O resultado financeiro da Grendene atingiu R$ 48,7 milhões no segundo trimestre deste ano, um recuo de 9,1% frente ao mesmo período de 2019. O rendimento das aplicações financeiras foi R$ 10,2 milhões inferior, em função do CDI menor. Enquanto isso, o resultado das operações de câmbio foi R$ 14,3 milhões inferior. Já a soma do resultado do ajuste a valor presente (-R$ 5,3 milhões), das aplicações em renda variável (R$ 19,6 milhões), de outros ativos financeiros - SCPs - (R$ 2,8 milhões) e de outras operações financeiras (R$ 2,5 milhões) foi R$ 19,6 milhões superior ao do segundo trimestre de 2019.

“A Grendene encerrou o período com caixa de R$ 2 bilhões, mantendo sólida situação financeira. Estamos otimistas e confiantes em relação ao segundo semestre. Seguimos avançando com o nosso processo de transformação digital e inovação, investindo no e-commerce das nossas marcas, e buscando soluções eficientes e sustentáveis em toda nossa cadeia de produção e distribuição”, conclui o executivo.

Principais indicadores econômico-financeiros

Sobre a Grendene

Fundada em 1971, a Grendene é a maior exportadora de calçados do Brasil e uma das maiores produtoras mundiais. Detentora das marcas Melissa, Grendha, Zaxy, Rider, Cartago, Ipanema, Pega Forte e Grendene Kids possui tecnologia proprietária e exclusiva na produção de calçados para os públicos feminino, masculino e infantil.

Com cinco unidades industriais, distribuídas por Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul e 11 fábricas, tem capacidade instalada para produzir 250 milhões de pares/ano. Por meio de representantes comerciais, distribuidores, exportações diretas e da subsidiária Grendene USA, Inc. (EUA), seus produtos alcançam 65 mil pontos de venda no Brasil e 60 mil fora do país. A Companhia conta ainda com showroom Melissa em Milão, três “Galeria Melissa” (São Paulo, Nova York e Londres). Em 2020, registrou lucro líquido de R$405,2 milhões.

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