Colunistas - Rodolfo Bonventti

Paulo Gracindo – (16/07/1911 – 04/09/1995) Nosso eterno Odorico Paraguaçu

21 de Novembro de 2020

Ele nasceu Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo na cidade do Rio de Janeiro em 1911, mas foi viver com menos de um ano de idade em Maceió, de onde só voltou para o Rio de Janeiro em 1931, com vinte anos de idade.

O desejo de ser radialista ou ator era muito grande e ele conseguiu entrar para o Grupo do Teatro Ginástico Português, mas como ninguém sabia pronunciar o seu nome corretamente, ele virou Paulo Gracindo para o resto da vida.

Participou de várias companhias teatrais do Rio de Janeiro até chegar na Rádio Nacional no final dos anos 1940, quando apresentou com muito sucesso o “Programa Paulo Gracindo” e se tornou um dos melhores rádio atores brasileiros chegando ao auge ao interpretar Albertinho Limonta na radionovela “O Direito de Nascer”.

Antes de chegar à Televisão, Paulo Gracindo ainda marcou sua passagem de sucesso pelo rádio com o personagem do Primo Rico no quadro “Primo Pobre e Primo Rico”, ao lado de Brandão Filho no programa humorístico “Balança, Mas Não Cai”, um dos quadros preferidos do grande público no final dos anos 1940.

Paulo Gracindo estréia na Televisão em 1963, participando de um especial de teledramaturgia na TV Rio. A primeira novela, gênero no qual ele se especializou e teve grandes papéis e interpretações, aconteceu em 1967 e foi como o Conde Demétrius em “A Rainha Louca” na TV Globo.

O primeiro grande sucesso nas novelas foi em “O Cafona” de 1971, onde viveu o milionário falido Fred. E o primeiro prêmio como melhor ator do ano na TV veio na novela seguinte: “Bandeira 2”, como o inesquecível bicheiro Tucão.

Mas a consagração veio em 1973, quando interpretou, na primeira novela colorida da televisão brasileira, “O Bem Amado” de Dias Gomes, o prefeito corrupto Odorico Paraguaçu, um personagem marcante e que até hoje é usado como exemplo para explicar alguns políticos nacionais e a política brasileira.

Considerado um dos mais completos atores brasileiros, tanto na TV, como no Cinema e nos palcos teatrais, ele ainda se destacou nas novelas e minisséries: “Os Ossos do Barão”; “Gabriela”; “O Casarão”; “Roque Santeiro”; “Rainha da Sucata”; “Hipertensão” e a minissérie “Agosto”.

Fez filmes marcantes como “Terra em Transe”; “A Falecida”; “Copacabana, me Engana”; “Tudo Bem” e “Amor Bandido”.

Paulo Gracindo nos deixou aos 84 anos de idade, em 1995, vitimado por um câncer de próstata. Era pai de outro grande ator, Gracindo Junior, e avó dos atores Gabriel Gracindo e Daniela Duarte.

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