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Há instrumentos e informação para evitar todas as mortes por hipertensão gestacional, alerta médica

18 de Abril de 2022

No próximo 26 de abril é lembrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Os dados mais atualizados do Ministério da Saúde, de 2019, apontam a hipertensão gestacional como uma das três maiores causas de morte de mulheres grávidas no Brasil, ao lado de hemorragia pós-parto e infecção puerperal. A presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dra. Rosiane Mattar, afirma que óbitos maternos decorrentes destes quadros podem ser evitados em sua totalidade.

Isso porque decisões tomadas na atenção primária, afirma Rosiane, com providências de urgência quando de uma predisposição à hipertensão gestacional evitam agravamento de casos que resultam em óbitos. “É no acompanhamento pré-natal que se identifica o momento adequado para que uma paciente gestante, com sinais ou predisposição à hipertensão gestacional, seja devidamente medicada e acompanhada”, ressalta.

A FEBRASGO, com o compromisso de garantir assistência à mulher, busca através de capacitações contínuas, publicações atualizadas, cursos de emergência orientar médicos - que podem multiplicar conhecimento quanto à medicação, uso do sulfato de magnésio, corretos e antecipação de parto às equipes multidisciplinares. “Atualmente também existem caixas de assistência nas secretarias de Saúde da maioria dos estados e municípios, que garantem acesso imediato a tratamentos para evitar mortes por hipertensão e outras comorbidades características da gestação”, lembra a especialista.

“Infelizmente, a pandemia da COVID-19 impulsionou o número de mortes por causas evitáveis no Brasil, muito por conta do receio de contaminações que, por sua vez, aumentou o número de adiamentos de consultas e eventual redução de atendimentos ambulatoriais para acompanhamento de comorbidades, entre outros fatores”, explica Rosiane ao finalizar enfatizando que diagnóstico e tratamento precoces evitam, além de mortes, outros problemas decorrentes da hipertensão gestacional, entre eles, os neurológicos, cardíacos ou renais no futuro dessas pacientes.

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