Viver - Saúde

Paciente de câncer é exemplo de solidariedade na pandemia

10 de Setembro de 2020

A pandemia tem mostrado o quanto o povo brasileiro é solidário. Um exemplo disso é Jaqueline Chagas. Moradora de Inhaúma, Jaqueline é paciente de câncer de mama. Mas o tratamento não a impediu de juntar forças para ajudar outros pacientes que estão com dificuldades até mesmo para comprar o alimento. Ela tem mobilizado um grupo de amigos e voluntários para doar cestas básicas para essas famílias.

Jaqueline é fundadora do Grupo Unidas para Sempre, que tem como objetivo dar suporte e apoio ao paciente com câncer e outras patologias. Ela diz que a pandemia trouxe desafios ainda maiores para quem já estava doente. Além de enfrentar a luta contra a doença, os pacientes precisam lidar com o isolamento social, o cancelamento ou remarcação de consultas e exames, e em alguns casos, a falta de emprego.

- Além das dificuldades para fazer exames ou realizar tratamentos, muitos familiares foram demitidos, piorando ainda mais a situação – reforça.

Para amenizar essas dificuldades, o grupo tem contado com a ajuda de diversos colaboradores. Desde o início da pandemia, o grupo tem contato com a ajuda de diversos colaboradores para a arrecadação e distribuição de cestas básicas e kits de higiene pessoal. “Ao todo, conseguimos atender 123 famílias. Estamos buscando recursos para ajudar mais pessoas.”

- Nosso desejo é alcançar mais pessoas, obter mais ajuda, e desta forma, atender um número maior de famílias e pacientes. As cestas são entregues em domicílio e sem custo, desde a Baixada Fluminense até outras regiões do Estado do Rio de Janeiro - comenta.

Sobre a organizadora da iniciativa

Muitas vezes, é na dor que nasce o desejo de ser solidário. Esse é o caso de Jaqueline Chagas, paciente de câncer de mama. Mesmo após ter sofrido muitas dores físicas e psicológicas após o diagnóstico, ela buscou na dor a força para ajudar outras pessoas que vivenciam o mesmo dilema.

Depois de observar seus próprios desafios que viu a sua possibilidade de ajudar. Foi quando criou um grupo nas redes sociais para que mulheres com câncer pudessem compartilhar entre elas suas dores. O número de participantes foi aumentando cada vez mais e ainda com indicações de profissionais que se apresentavam como voluntários.

Atualmente, o Grupo Unidas para sempre conta com apoio de psicólogas, nutricionistas, advogadas, oncologistas, clínico geral, assistentes sociais, enfermeiras, dentistas, terapeuta sexual, neuropsicólogo entre outros. “A proposta é que cada um possa exercer sua função em prol de famílias carentes que não possuem recursos para cobrir esses custos”.

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