Cultura - Viagem

Além de praia e sol, Guarujá tem muito mais

22 de Janeiro de 2020

A fartura e exuberância dos recursos naturais se faz notar em todas as regiões do país. Não por acaso, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de destinos, nesse quesito. Quando se traz o foco para o Estado de São Paulo, há uma gama formidável de atrativos para além da orla marítima, onde sol e praia constituem ‘dobradinha’ acolhedora e irresistível aos olhos do turista.

Guarujá, a legendária ‘Pérola do Atlântico’, tem o privilégio de exibir praias paradisíacas e uma condição logística muito favorável. No entanto, dispõe de outros atrativos singulares, que remetem à história do país e mesmo à sua pré-história. São ícones relevantes, preservados no tempo ao longo dos séculos, extasiantes para a contemplação e nichos impregnados de história viva.

Segundo o GCVB – Visite Guarujá, há na cidade atrativos inusitados e pouco conhecidos, inclusive dos moradores. Entre eles, estão o sítio arqueológico Crumaú; Ruínas Ermida de Santo Antônio do Guaibê – Bertioga; e Fortaleza de São Felipe (Forte São Luiz).

“São diamantes brutos, que merecem ser lapidados para compor o nosso marketing turístico”, manifesta-se Maria Laudenir C. S. Oliveira, a Lau, que preside o GCVB-Visite Guarujá. As agências de viagens receptivas, sediadas no destino turístico, têm papel relevante na apresentação destas alternativas diferenciadas, aos turistas brasileiros e estrangeiros.

Petroglifos descoberto no sítio arqueológico em Guarujá
Divulgação

Crumaú

Sítio arqueológico tem, pelo menos, 8 mil anos. Oculto na região de mangue, às margens do canal de Bertioga, em Guarujá, ostenta um sambaqui de 31 metros de altura e cerca de 100 metros de extensão. Em processo de avaliação pela comunidade científica, pode vir a se confirmar o maior do mundo. Trata-se de um sítio arqueológico deixado pelos habitantes da costa brasileira muito antes dos tupis-guaranis.  A palavra deriva do termo “tambaqui”, do tupi-guarani, que quer dizer “monte de conchas”.

Fortaleza de São Felipe ou Forte de São Luiz

Construída em 1765, em local estratégico, por ordem do governador da Província, Morgado Mateus, fica localizada no extremo norte da Ilha de Santo Amaro, em Guarujá. São ruínas, onde remanescem muralhas, as bases das guaritas, muros e pisos em pedra.

Petroglifos descoberto no sítio arqueológico em Guarujá
Divulgação

Ruínas Ermida de Santo Antônio do Guaibê – Bertioga

Ainda apresenta paredes firmes, suportadas pela mata local. Há um altar e até um santinho. Os ornamentos dos pilares impressionam e chama a atenção o escoamento de água, construído na época. As pedras, como era costume, foram fixadas com óleo de baleia. Nesse local, o Padre Anchieta rezou missas. Acesso de dá pela Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana – Guarujá. Está aberta à visitação durante 24 horas.

Ruínas de Santo Antônio do Guaibê
Divulgação
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